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sexta-feira, julho 19, 2013

Mia Couto é finalista do "Nobel" dos EUA

Depois de ter ganho o Prémio Camões este ano, Mia Couto está prestes a somar mais uma distinção na sua carreira, o Prémio Neustadt 2014.
Embora a sua última obra seja 'A Confissão da Leoa' é com a obra “Terra Sonâmbula”, que o escritor moçambicano está entre os nove finalistas do Prémio Neustadt 2014, um prestigiado prémio literário internacional dos Estados Unidos, conhecido como o “Nobel americano”.

sábado, fevereiro 02, 2013

Eduardo White vencedor do Prémio BCI de Literatura

O poeta Eduardo White é o vencedor do prémio BCI de Literatura. O anúncio foi feito ontem em Maputo e acontece depois de uma avaliação de um júri constituído pelo docente e especialista em literatura Aurélio Cuna, em representação do patrono, o escritor Ungulani Ba Ka Khosa e ainda os também autores Jorge de Oliveira, secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), e Aurélio Furdela.
Eduardo White foi consagrado pelo livro no género dramático “O Liberto da Miséria”, que foi apresentado em peça por um grupo de actores quer inclui Adelino Branquinho, Mário Mabjaia e Graça Silva e os músicos João Cabaço, Chico António e Rufus Maculuve.
“O Liberto da Miséria” traz um poeta, um louco e uma miséria, que traçam um itinerário dramático e ao mesmo tempo quimérico de um homem que procurando ser puro na sua humanidade encontra uma outra que lhe é contrária e questiona-a apresentando o grito da miserabilidade ante à luxúria da riqueza e como a violência da primeira acaba sendo a necessidade vital à sobrevivência da segunda.

Fonte: Rádio Mocambique - 02.02.2013

sábado, junho 05, 2010

Nós Matámos o Cão Tinhoso” em teatro nas salas lusas

Livro do moçcambicano Luís Bernardo Honwana

Considerado um dos melhores livros africanos, “Nós Matamos o Cão Tinhoso”, de Luís Bernardo Honwana, está em cena nos palcos portugueses.
Adaptado em dramaturgia, encenado por Nuno Pino Custódio, com interpretação de Nicolas Brites, a obra literária do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana encontra-se em temporada nas salas portuguesas de teatro, desde o dia 20 de Maio passado e vai até ao dia 20 de Junho próximo.
Nas escritas daquele artista moçambicano, são notáveis expressões como “quando o destino nos abandona ao entrarmos no caminho dos Homens? Quantos caminhos abandonámos nos destinos que seguimos? Invocamos o coro e a estrutura das tragédias para traçar conflito que a todos nos parece. O conflito que se ergue entre aquilo a que aspiramos e aquilo que fazemos, entre o que lembramos e o que crescemos, entre o que amamos e o que tememos”.
Honwana escreve ainda na sua obra que “ao olharmos o cão tinhoso, vemos também o cão que somos, o cão do medo, o cão de guerra, o cão colonizado, o cão colonizador, o cão coragem, o cão criança adulta, o cão fatalidade. Porque todos os gostos que desenhamos no exterior já aconteceram antes disso dentro de nós. E aquilo que ao mundo nos dá, seja morte ou seja amor, só a nós oferecemos em silêncio. Mas quando o destino nos escolhe, qual é o que escolhemos”.
Este “Nós Matamos o Cão Tinhoso” foi assumido também como uma obra de reivindicação, no tempo colonial e, faz agora parte dos melhores livros africanos de sempre.
Para Luís Bernardo Honwana, que falava na RDP, a peça não foge muito do que imaginara.

Fonte: O País online - 04.06.2010

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Língua makhuwa em livro

É LANÇADO hoje, quinta-feira, na cidade de Nampula, uma obra literária intitulada “Otsuwela Emakhwa Tsoosoma Ni Othokotsya Waya”, do jovem escritor António Ali José, numa cerimónia a ter lugar no Museu Nacional de Etnologia. O livro, segundo o autor, foi escrito de maneira que o ensino e aprendizagem da leitura e da escrita da língua makhuwa se faça de forma gradual, consistente e profunda e do mesmo modo seja ensinada e usada por todos os que a falam, estendendo-se ainda aos que pretendem aprender a falar e escrever nesta língua.
Nesta obra, para dar sustentabilidade, António José aborda aspectos como resistência secular contra a penetração portuguesa no nosso país, a fundação da Frelimo e início da luta armada de libertação nacional, desencadeada a 25 de Setembro de 1964, que culminou com a proclamação da independência nacional no histórico dia 25 de Junho de 1975. Esta é a segunda edição desta obra que leva a chancela da Textos Editores.

Fonte: Jornal Notícias (31.12.2009)

Reflectindo: Parabéns pela obra, embora não tenha lido, tenho impressão que o conteúdo é limitado e nem quero acreditar que seja do tipo dos livros em Português que não interessam a maioria moçambicana - heróis convenientes. Oxalá que não tenha esquecido Kuphulamunu, Nkuttumunu, entre outros. António Ali teria feito muito bem se recolhesse contos em emakhwa para os pais lerem para as suas crianças, os professores das escolinhas  e creches para as crianças. Aí um bom hábito de leitura e uma ajuda para o domínio da língua.

sexta-feira, novembro 27, 2009

Lisboa acolhe o II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Lisboa vai acolher, hoje e amanhã, – sexta e sábado – o “II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora”, acontecimento eminentemente cultural que conta com o apoio da Embaixada de Moçambique na capital portuguesa e da Casa de Goa, local onde a partir de hoje, a cultura moçambicana, em particular, vai estar em destaque.

Para o dia de hoje, o evento conta com diversos momentos destacando-se: “Os pioneiros da literatura Moçambicana”; “Alguns nomes da Literatura Moçambicana”; “Chichorro e Craveirinha: duas cartas de navegação para o Índico” e “O contributo dos escritores, poetas e artistas plásticos moçambicanos na sociedade portuguesa”. Do mesmo painel, que será seguido de debate, fará ainda parte o tema “Das Artes Plásticas em Moçambique e em Angola”.

Para amanhã, sábado, dois painéis completam este “II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora”, com destaque para o tema “Lusofonia ou Portugofonia” que será abordado por Edite Correia, em representação de João Craveirinha, isto após o Mestre Lívio de Morais dissertar sobre “A condição do Estatuto do Artista”.

De referir que, para além dos vários temas em debate, este “II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora” contará com uma Exposição Lusófona de Pintura, Escultura e Fotografia que será inaugurada pelo Embaixador de Moçambique em Portugal, Miguel Mkaina e onde constam, entre outros, obras de pintura de Lara Guerra, esculturas de Ntaluma e fotografias de Ruth Matchabe.

Cristóvão Araújo

Fonte: Noticias Sapo (27.11.2009)