A 24 de Janeiro do corrente
ano, Abdullah Abou-Shakur
escreveu um artigo sobre a insegurança em Nacala-Porto devido à prática de
crimes horríveis: assalto às residências roubando –se bens e violando-se
sexualmente as mulheres duma, forma muito humilhante à mulher moçambicana e não
só, mas também, aos filhos, pais, tios, irmãos, primos, maridos e amigos. Os
únicos que não são humilhados são os tais "rapists”, os estupradores.
Uma violação sexual em grupo e em frente
de membros da família devia ser nojento para os próprios violadores, bastaria
que imaginassem que isso fosse com a sua mãe, irmã, sobrinha ou tia, avó,
mulher ou amiga a quem vão encontrar em casa imediatamente depois do crime. Como
se sentiram? Como encarariam se conhecesse o estuprador? Este tipo de crime é
frequente nas zonas de guerra e não raras vezes ouvimos relatos por exemplo de
Congo Kinshasa.
Este tipo de crime não ocorre apenas em
Nacala-Porto. Temos acompanhado pelos jornais que ocorrem em quase todo o país.
Já se reportaram casos de Chimoio, Maputo e ainda esta semana na Cidade de
Nampula. No caso de Nampula, a vítima foi uma agente da polícia. Ela foi
violada sexualmente e assassinada por um grupo de criminosos.
A ocorrência de estupro nas zonas de
guerra por soldados se não for por falta de disciplina (poucos casos), tem se
interpretado como manifestação de ódio com intenções para humilhar o lado
inimigo.
E como se explica o caso que ocorre em
Moçambique e sobretudo nas zonas urbanas? Não estamos perante um inimigo com
intenções de nos humilhar?
P.S1: Tenho muitas questões que aqui não
cabem, mas mais do que apenas questionarmos, há que ENCARARMOS o problema com
seriedade. Há que discutirmos sim sobre
o que juntos podemos fazer.
P.S2: Às mulheres apelo que parem com o
silêncio e tomem a iniciativa para exigirem
o fim do estupro organizado com detenções e punições exemplares aos
malfeitores. Mulher deputada, mulher ministra, mulher governadora, mulher
comandante, mulher directora, mulher professora, mulher jurista, mulher
polícia, de quê e quem esperas? Aja agora e o homem que é homem se engajará
nessa luta!




