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segunda-feira, agosto 12, 2013

Moçambique anda nos bolsos de elites políticas

Por Edwin Hounnou

O estudo (www.exclusive-analisis, de Robert Besseling, Expert Contributor, Africa, IHS Country Risk Analysis and Forescasting) mostra que Moçambique é um país rico em recursos, mas, a sua capacidade de produzir o bem-estar para todos está bloqueada por um grupo de indivíduos ligados ao partido no poder, encabeçado pelo Presidente da República, Armando Guebuza, cuja ambição pelo enriquecimento fácil é infinita. O nosso país tem carvão, gás natural, areias pesadas, etc., que o governo partilha com as multinacionais porque alguns dirigentes do Partido/Estado estão a elas associados neste roubo dos recursos nacionais.

sexta-feira, abril 19, 2013

Filho de ex-Presidente senegalês detido por enriquecimento ilícito

O ex-ministro de Estado, Karim Wade, filho do antigo Presidente senegalês Abdoulaye Wade (2002-2012), foi inculpado e detido, Quarta-feira (17), com sete outras pessoas, pela Comissão de Instrução do Tribunal de Repressão do Enriquecimento Ilícito (CREI), soube a PANA de fonte judicial.

domingo, outubro 02, 2011

África do Sul pode deparar-se com "violência catastrófica"

Elite do ANC "vê a política como meio mais rápido e seguro de acumulação de riqueza" - adverte analista angolano. Escute Assis Malaquias aqui.
Violência política “catastrófica” poderá eclodir na África do Sul a médio e longo prazo, diz um estudo sobre a situação neste país recentemente publicado aqui nos Estados Unidos.

sexta-feira, julho 29, 2011

Declaração de bens dos governantes será acessível ao público

As declarações de património dos governantes moçambicanos serão acessíveis ao público, ao abrigo da proposta do novo Código Penal, aprovada esta semana pelo Conselho de Ministros, afirmou hoje (quinta-feira) a entidade encarregue da reforma legislativa no país.

sábado, fevereiro 05, 2011

Bens de próximos de Presidente tunisino derrubado confiscados na Bélgica

Bruxelas, Bélgica (PANA) – Haveres bancários estimados em mais de um milhão de euros e um edifício pertencente a próximos do ex-Presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, foram apreendidos na Bélgica, aunciou sexta-feira em Bruxelas Laure du Castillon. procuradora do rei no belga, Alberto II.

quinta-feira, junho 24, 2010

Marco do Correio

Por Machado da Graça

Olá Judite

Espero que esta carta te encontre de boa saúde, minha amiga. Do meu lado tudo bem.
Escrevo-te hoje para te falar de alguns aspectos interessantes sobre a vida e a economia desta nossa cidade de Maputo.
Porque, na capital, estamos a assistir a fenómenos que parecem contraditórios, embora talvez não o sejam.
Eu explico:
Por um lado toda a gente fala de uma grande crise económica. Pequenas e médias empresas estão a ir à falência todos os dias, toda a gente deve a toda a gente e ninguém sabe se e quando vai poder pagar.
Por outro lado, na baixa da cidade crescem prédios de um tamanho enorme, iguais ou mais altos que o famoso “33 andares”, que foi o nosso recorde por muitos anos. E não há um palmo de terreno disponível, e as novas empresas nascem e crescem como cogumelos, muitas delas ostentando nomes em inglês para parecerem mais sofisticadas.
Há poucos dias estive a ler uma lista de novas empresas ligadas ao sector da exploração mineral e dos seus donos. Embora as empresas sejam muitas, na prática os proprietários são relativamente poucos. E agrupados em muito poucas famílias (dessas de pai, mãe e filhos). Os que não cabem nestas poucas famílias cabem todos, sem excepção, na grande família FRELIMO.
Vais-me dizer que não nos devemos admirar. Que são pessoas com espírito empreendedor e, portanto, que avançam logo para as áreas onde o seu empreendedorismo pode dar frutos.
Mas a mim parece é que são pessoas com informação privilegiada sobre o que se está a passar na economia nacional e que, portanto, se adiantam aos outros sectores da população que ignoram ainda as possibilidades que se estão a abrir no mercado.
E o resultado é que, quando ouvimos falar de um novo grande projecto no país e ficamos a saber quem são os seus proprietários, descobrimos que há os grandes investidores estrangeiros, que foi quem colocou lá o seu dinheiro, e, depois, aparecem essas pequenas empresas que lá estão por obra e graça do Espírito Santo. E é até melhor não investigarmos melhor as razões do tal Espírito Santo, para não irmos descobrir coisas que ninguém gosta de saber.
Num país em que a burguesia praticamente não existia, nós estamos a criar a nossa a partir do controlo do Estado. Quem controla o Estado é quem dá autorizações, concede benefícios e contratos e permite que outros prosperem. Em troco, é claro, de uma fatia dessa prosperidade.
Quem controla o Estado controla também as empresas públicas, lá colocando a mamar na teta os seus filhos, afilhados e amigos, por pouco ou nada que eles percebam da actividade das tais empresas.
E, é claro, todos esses benefícios acabam por ficar fechados no círculo íntimo da mesma família política.
O resultado é que a burguesia que está a nascer no país não deriva de factores económicos mas sim de factores políticos. Não se chega a burguês devido ao trabalho aturado e às capacidades de produzir e vender.
Chega-se devido à capacidade de votar como o chefe manda, de não fazer ondas, de dar lustro ao sapato do chefe, de aplaudir entusiasticamente.
Isto para não falarmos dos que enriquecem, do dia para a noite, através de meios claramente criminosos, mais ou menos ligados a pós, comprimidos e fumos. Também esses discretamente tolerados pelo Poder, que mostra enormes dificuldades para ver o que se está a passar.
Está agora muito na moda falarmos de gerações. A minha esperança é que a geração dos filhos destes novos burgueses de hoje passe a ganhar a vida de forma mais digna que a dos seus pais.
Mas não tenho grande esperança. Diz-se que “de pequenino é que se torce o pepino” e a sensação que tenho é que estes nossos “pepinos” estão a ser torcidos para o mau lado.
Esperemos que eu me engane.
Um abraço para ti do

Machado da Graça

Fonte: Correio da manhã in Diário de um sociólogo