Mostrar mensagens com a etiqueta corrupção na Educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta corrupção na Educação. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 12, 2014

Professores abandonam as escolas em Muecate

Cresce o número de professores que abandonam as salas de aulas, no distrito de Muecate, na província de Nampula. Na origem desse fenómeno, os pedagogos apontam o não pagamento de salários, a falta de transparência na solução de problemas laborais por parte dos dirigentes dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), as transferências desnecessárias e a incapacidade de gestão de pessoal.
Segundo os professores, a direcção que tutela o sector de Educação naquela circunscrição geográfica é o protagonista de acções que concorrem para a desistência de muitos funcionários. Por exemplo, se um funcionário adoece durante muito tempo, apesar de comunicar a situação, as suas faltas são consideradas injustificadas e, em consequência disso, sofre descontos no salário.

quarta-feira, agosto 21, 2013

Esta foto denuncia as falcatruas no Ministério de Educação

Por António A. S. Kawaria

Numa das cidades da província de Nampula, apercebo-me que um director que ao receber os fundos de ADE (Apoio Directo às Escolas) destinava-o à compra de material escolar, novas carteiras e reparação das estragadas foi exonerado e transferido para uma escola que se localiza fora da cidade. Os seus chefes alegaram que o director não era deles (ele não é nosso). Afinal desta vez, falando com a pessoa visada, acabei sabendo que o termo não é nosso na governação de Guebuza não diz respeito apenas à filiação política ou partidária, mas que para se ser DELES é preciso roubar dos fundos do Estado para alimentar o partido Frelimo e os chefes desse partido, tal igual Diodino Cambaza dos Aeroportos fazia e fez. Aliás, muitos ex-colegas meus com que abordei a questão de corrupção nas instituições públicas confirmaram este método. Só que disseram, que se a pessoa for apertada num beco sem saída como aconteceu com Cambaza, a Frelimo lhe deixa sozinho ou seja sacrifica-lhe.

Ora o que aconteceu precisamente ao director em menção? Sim, quando ele recebia o fundo de ADE, chegavam os seus chefes a exigir "a parte deles". Ele então perguntava-lhe em que rubrica estava a "parte deles" e não havendo essa rubrica, como justificaria os gastos? Em resposta, os chefes sugeriam-lhe arranjar facturas e recibos falsos com comerciantes da praça. Ele recusou-se a fazer isso...

Portanto, aqui está a razão de os nossos alunos ainda se sentarem em troncos de árvores e o relatório de que mais de 40 mil alunos já não se sentavam no chão deve ser um dos recibos falsos. O fotógrafo desta imagem deve estar a denunciar as falcatruas com os fundos do Estado no Ministério de Educação.