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terça-feira, setembro 10, 2013

No distrito de Moma, em Nampula

Ontem, dia 9 de Setembro de 2013, os Serviços Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia em Moma, reuniu-se com professores no salão da conferências da sede distrital do Partido Frelimo para entrega de cheques do Administração Directa das Escolas (ADE).

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quarta-feira, agosto 21, 2013

Esta foto denuncia as falcatruas no Ministério de Educação

Por António A. S. Kawaria

Numa das cidades da província de Nampula, apercebo-me que um director que ao receber os fundos de ADE (Apoio Directo às Escolas) destinava-o à compra de material escolar, novas carteiras e reparação das estragadas foi exonerado e transferido para uma escola que se localiza fora da cidade. Os seus chefes alegaram que o director não era deles (ele não é nosso). Afinal desta vez, falando com a pessoa visada, acabei sabendo que o termo não é nosso na governação de Guebuza não diz respeito apenas à filiação política ou partidária, mas que para se ser DELES é preciso roubar dos fundos do Estado para alimentar o partido Frelimo e os chefes desse partido, tal igual Diodino Cambaza dos Aeroportos fazia e fez. Aliás, muitos ex-colegas meus com que abordei a questão de corrupção nas instituições públicas confirmaram este método. Só que disseram, que se a pessoa for apertada num beco sem saída como aconteceu com Cambaza, a Frelimo lhe deixa sozinho ou seja sacrifica-lhe.

Ora o que aconteceu precisamente ao director em menção? Sim, quando ele recebia o fundo de ADE, chegavam os seus chefes a exigir "a parte deles". Ele então perguntava-lhe em que rubrica estava a "parte deles" e não havendo essa rubrica, como justificaria os gastos? Em resposta, os chefes sugeriam-lhe arranjar facturas e recibos falsos com comerciantes da praça. Ele recusou-se a fazer isso...

Portanto, aqui está a razão de os nossos alunos ainda se sentarem em troncos de árvores e o relatório de que mais de 40 mil alunos já não se sentavam no chão deve ser um dos recibos falsos. O fotógrafo desta imagem deve estar a denunciar as falcatruas com os fundos do Estado no Ministério de Educação.