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terça-feira, março 29, 2016

Central eléctrica flutuante em Nacala, mais um negócio pouco claro da EDM que não resolve o défice energético do Norte de Moçambique

Os Presidentes de Moçambique e da Zâmbia inauguraram, no passado dia 19, com muita pompa e promessas de energia de mais qualidade uma central eléctrica flutuante que está ancorada no Porto de Nacala. Acontece que quase a totalidade da electricidade que vai ser produzida pelo navio MV Karadeniz Powership Irem Sultan é destinada ao país vizinho e do negócio, que aconteceu sem concurso público, só se sabe que vai dar lucro mas ninguém revela quanto custa aos moçambicanos nem qual é o impacto desta fonte de energia não limpa ao nosso meio ambiente.

Desde finais de 2010 que a empresa estatal que detém o monopólio da distribuição de energia no nosso país, a Electricidade de Moçambique(EDM), opera em défice energético particularmente porque a Hidroeléctrica de Cahora Bassa(HCB) já não tem mais energia disponível para o mercado nacional, devido aos compromissos futuros assumidos com a África do Sul e o Zimbabwe, e que serviram de garantia para o empréstimo do pagamento da reversão da barragem do Estado português para o moçambicano.

A solução da EDM tem sido adquirir electricidade à produtores independentes de energia eléctrica que a vendem por um custo bem mais alto do que o da “nossa” HCB, que é de 3,5 dólares norte-americanos por quilowatt/hora(kWh). Ler mais (@Verdade – 29.03.2016)

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Central flutuante vai garantir energia eléctrica para norte do país

Estão praticamente con­cluídas as obras da insta­lação da central eléctrica flutuante no Porto de Nacala, com uma capacidade de gerar cerca de 110 megawatts para a região norte e a vizinha Zâm­bia.
A primeira central flutuante no país deverá entrar em funciona­mento em Março próximo, ali­viando o crónico do défice de energia no norte do país.
A montagem da infra-estrutura resulta do acordo celebrado pelos governos Moçambique, Zâmbia e Turquia, este último que garante a manutenção da barcaça.
Ontem, o ministro de Recursos Minerais e Energia, Pedro Cou­to, e o PCA da Electricidade Moçambique (EDM), Mateus Magala, visitaram o empreendi­mento, cujos ensaios arrancam brevemente.

Fonte: O PaísO País – 26.02.2016

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Aos deputados da Assembleia da República, aos governates, aos compatriotas.

Tive a primeira oportunidade de ler um post de Yaqbi Sibindy que questiona sobre este negócio. Sibindy faz questões importantes como:
1) Se a Gigante Central Eléctrica flutuante à Cidade de Nacala-Porto é Pública ou Privada;
2) O seu impacto em relação a Cahora Bassa;
3) Se é um investimento do Estado Moçambicano, terá passado por aprovação na Assembleia da República? Eu duvido que mesmo sendo privado não pudesse passar pela Assembleia da República. Lutamos pela transparência. Mas vamos debater.

Nota: Talvez seja cansativo, mas se realmente o povo é patrão, há que conhecer o dossier de todos os negócios.

Fonte: Mural de Yaqub Sibindy aqui e Ali Raja aqui (20.02.2016)