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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Uganda/eleições: Governo ugandês cancela mensagens suspeitas

Kampala - O órgão de regulação das telecomunicações no Uganda reconheceu ter pedido as operadoras de telefonia móvel para bloquear a transmissão de mensagens (SMS) susceptíveis de provocar problemas nas eleições presidenciais e legislativas que se realizam hoje (sexta-feira).
No início desta semana, a Comissão ugandesa das comunicações (UCC) ordenou as operadoras de telefonia móvel para " parar" ou "bloquear" toda mensagem contendo um certo número de palavras que poderiam "incitar o público" a criar os problemas, segundo um documento da UCC cujo à AFP teve conhecimento.

domingo, setembro 26, 2010

O caso dos SMS: A importância de uma comunicação efectiva

EDITORIAL do SAVANA

Depois de algumas tentativas de esconder a verdade, eis que ela vem da voz do próprio Director Geral do Instituto Nacional de Comunicações (INCM), Américo Muchanga, que apareceu publicamente a admitir que a instituição havia dado ordens às duas operadoras de telefonia móvel para suspenderem o serviço de curtas mensagens (SMS) para os utilizadores do sistema pré-pago.

terça-feira, setembro 14, 2010

Operadoras de Telemóveis terão violado direitos de liberdade de expressão

Ao “encerrarem” serviço de SMS

Instituto para a Liberdade de Expressão (FXI), com sede na África do Sul

Pretoria (Canalmoz) - O Instituto para a Liberdade de Expressão (FXI), como sede na África do Sul, considera que caso se confirmem notícias recentemente divulgadas, segundo as quais a operadora de telemóveis, ‘Vodacom Moçambique’, cumpriu com uma ordem do governo moçambicano para encerrar os serviços SMS durante os protestos ocorridos em Maputo, tal constituiria uma violação dos direitos de liberdade de expressão dos cidadãos moçambicanos.
O director executivo do FXI, Ayesha Kajee, é citado pela agência sul-africana de notícias, SAPA, a dizer que uma vez que a «Vodacom South Africa» funciona nos termos das leis sul-africanas e da Constituição da África do Sul, seria de esperar que as suas operações em países estrangeiros obedecessem às mesmas normas.
As operadoras Vodacom Moçambique e MCel terão sido instruídas pelo Instituto Nacional de Telecomunicações a encerrar os serviços de SMS como forma de se neutralizar a campanha de protestos via SMS que deflagrou na capital do país a 1 do corrente. Durante dias, o serviço de SMS dos utentes pré-pago, nas duas operadoras de telefonia móvel, esteve bloqueado. Todos os outros serviços funcionaram normalmente.
Os revoltosos são essencialmente utentes do ‘pré-pago’ e usam sobretudo o serviço de SMS. (Redacção)

Fonte: CanalMoz - 14.09.2010

quinta-feira, setembro 09, 2010

Ao dizer que o governo não tinha ordenado o bloqueio do serviço de SMS,s Paulo Zucula mentiu!

- uma ordem do INCM, exigindo a interrupção temporária do serviço de SMS,s foi enviada às operadoras na segunda-feira, altura em que circulavam, com insistência, mensagens convocando a novos protestos contra o custo de vida
Afinal o ministro dos Transporte e Comunicações, Paulo Zucula, mentiu quando disse que o governo não tinha dado qualquer ordem no sentido de as duas operadoras móveis bloquearem os serviços de mensagens de texto (sms) como forma de evitar o retorno às manifestações populares contra o elevado custo de vida no território nacional.
É que, uma carta do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), órgão regular do sector de telecomunicações no país, enviada, na tarde desta segunda-feira, as duas operadoras, dá instruções claras no sentido de a mcel e a Vodacom suspenderem o serviço de SMS para todos os clientes.
O INCM é tutelado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações.

Ao que o SAVANA/mediaFAX apurou, as duas operadoras aderiram à instrução na convicção de que a mesma havia sido tomada pelo Governo como uma decisão enquadrada na segurança do Estado. Na segunda e terça-feira, o serviço das sms estava bloqueado nas duas operadoras, deixando os clientes com os nervos à flor da pele. A Vodacom registava problemas no pré e pós pago.
A mCel tinha apenas problemas no prépago, pacote com maior número de clientes, sobretudo, os de renda baixa.
O SAVANA/mediaFAX soube que ao aperceber-se de que a mCel não havia suspendido o serviço das sms,s nos pós-pago, o concorrente da amarela protestou junto do regulador. Perante os protestos, o regulador concordou que a segunda operadora de telefonia móvel a entrar no mercado moçambicano também poderia facilitar o atendimento aos clientes pós-pagos.
Soubemos que a interrupção dos serviços da sms estava a provocar problemas e congestionamento graves, que poderia resultar na queda da rede e interrupção dos serviços de telecomunicações nas duas operadoras. Contudo, o regulador insistiu que os serviços de sms deviam continuar suspensos para a base de clientes pré-pagos de modo a não por em causa a segurança do Estado, num país em que oficialmente não foi declarado um Estado de sítio.
Dados do INCM apontam que em Moçambique mais de 27% da população tem telemóvel, com o pacote pré-pago a ocupar uma posição de peso. O último censo populacional indica que Moçambique possui cerca de 21 milhões de habitantes.
A maioria dos manifestantes que deram corpo aos protestos de 1 e 2 de Setembro são de renda baixa e usa os serviços de telefonia pré-pago. O telemóvel foi a principal arma usada para convocar os protestos, contra a galopante subida do custo de vida em Moçambique. Nesta quinta-feira, os serviços de sms,s nas duas operadoras estavam paulatinamente a regressar à normalidade, mas com alguma timidez.

MEDIA FAX – 10.09.2010 in Mocambique para todos

Reflectindo: 1) quanto prejuízo e quantos prejudicados nesta atitude de violação aos direitos humanos. Eu que tenho a minha mãe grave, preciso de sms desde domingo último o que minimizaria os gastos, a custa da vida. Porém a atitude do governo de Guebuza agravou ainda mais o custo da minha vida, dos meus familiares. Quantos moçambicanos se encontram na mesma situação que a minha? 2) governantes mentirosos? Pacheco diz que a polícia não usou balas verdadeiras, mas a saúde desmente-o. Zucula diz que o governo não mandou bloquear os serviços de sms, mas o Media Fax desmente-o. 3) Herminío dos Santos e Afonso Dhlakama cercados. Os servicos de SMS bloqueados. É num Estado de Direito Democrático.