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terça-feira, agosto 22, 2017

Nampula: Amurane vai em breve anunciar o seu partido

Luciano Tárique, delegado político MDM em Nampula, afirma que Mahamudo viola o estatuto e regulamento do partido.
O presidente do Município de Nampula, Mahamudo Aamurane, vai em breve apresentar o seu partido político, sinal do fim das relações com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
A promessa foi feita hoje por aquele edil nas celebrações do 61º aniversário da cidade de Nampula, por ele dirigido desde 2014.
Amurane venceu as eleições como candidato do MDM, partido que na mesma altura passou a dirigir as cidades de Quelimane, Beira e Gurúè.
Alguns membros do MDM fizeram-se à Praça dos Heróis, durante a cerimónia para exigir a saída de Amurane da governação do município de Nampula.
Luciano Tárique, delegado político MDM em Nampula, afirma que Mahamudo violou o estatuto e regulamento do partido.
Mas Amurane diz que goza de liberdade política.
Com o seu novo partido, Amurane tem planos de se recandidatar à presidência do município.
Alguns munícipes de Nampula dizem que este ambiente azedo entre Amurane e o MDM afecta a governação municipal.
Para eles, o facto de Amurane não ter o apoio dos membros da assembleia municipal vai levar à reprovação devários projectos de desenvolvimento da cidade.
Por outro lado, alguns dizem que progresso da cidadede Nampula é visível. Outros criticam o facto de tal estar concentrado no centro, que concentra poucos moradores
Amurane diz que no tempo que resta da governação será priorizada a requalificação e construção de mercados, melhoria do saneamento básico, ordenamento territorial e conclusão de algumas obras.
As eleições autárquicas em Moçambique serão em 2018.

Fonte: Voz da América – 22.08.2017

sexta-feira, maio 06, 2011

Líder dos veteranos de guerra quer formar partido político

Hermínio dos Santos está agora no interior do país numa missão de angariação de apoios

Escute aqui

O Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique está mergulhado numa polémica provocada pelo seu próprio líder, Hermínio dos Santos, que tenciona transformar este fórum de antigos militares num partido politico.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Brotando para terceiro maior partido?

Pelo critério de número de círculos eleitorais em que os partidos concorrem, O Partido de Liberdade e Desenvolvimento (PLD) e o terceiro maior partido político do país, que vai concorrer em todos os círculos eleitorais, excetuando Zambézia, África e Europa. O partido é novo e somente duas semanas antes do início da submissão das candidaturas na CNE, foi inscrito no Ministério da Justiça.
PLD é liderado por Caetano Sabinde e a sua sede é na casa dele onde também tem o seu negócio de venda de flores. Trata-se da casa de madeira em Maputo que fica na Av. Marginal a cerca de 500 metros depois do Game, em direção à Costa do Sol. Caetano Sabinde diz ser o presidente mas ao mesmo tempo não presidente: "sou o presidente para as pessoas de fora mas dentro do partido não sou presidente".
Sabinde é desmobilizado das FADM, e o PLD tem fortes ligações com à AMODEG (Associação dos Desmobilizados de Guerra) e à Associação dos Desmobilizados da Casa Militar. O presidente da AMODEG, Almeida Tores, é o assessor de informática e o único computador que existe na sede deste partido ia ser ligado Sábado (19/09). Também tem ligações com o Centro de Formação Artística e Cultural em Maputo e Chiúre em Cabo Delgado.
O PLD já recebeu 50% dos 1 554 641 milhões de Meticais ($58,000) a que tem direito para financiar a campanha eleitoral mas a nossa rede de 120 jornalistas espalhada por este país, ainda não viu nenhuma mandeira e simbolo deste partido.


Fonte: Boletim sobre o processo político em Moçambique, nr 6, 22 de Setembro de 2009

quinta-feira, janeiro 15, 2009

“Bases da Renamo” pressionam Daviz Simango a fundar um partido


Para concorrer já nos pleitos eleitorais deste ano

* As pressões estão a surgir de todo o país, diz Geraldo Carvalho

Geraldo Carvalho, porta -voz político do Gabinete Eleitoral que apoiou a candidatura do engenheiro Daviz Simango, disse aqui na Beira que as “bases” da Renamo querem um novo partido liderado pelo filho do reverendo Urias Simango, o único vice-presidente que a Frelimo teve até hoje e que acabou sendo assassinado no Niassa, depois da Independência Nacional.

O Gabinete Eleitoral foi formado em Agosto de 2008, por membros da Renamo que discordaram da direcção da Renamo quando Dhlakama, a cinco dias de encerar o prazo para as inscrições junto da CNE para as eleições autárquicas de 19 de Novembro último, resolveu unilateralmente anunciar que Manuel Pereira era o candidato a edil da Beira pelo partido, em vez do eng.º Daviz Simango que já havia sido decidido pelas “bases” que seria o candidato à sua própria sucessão.

Geraldo Carvalho é desde essa altura o porta-voz do Gabinete Eleitoral. Confirmou há dias, na Beira, que as bases da Renamo e a sociedade civil que apoiaram a candidatura independente do Daviz Simango à Presidência do Município da Beira, eleições em que o filho de Urias Simango saiu vitorioso deixando para trás o candidato da Frelimo, Lourenço Ferreira Bulha, e Manuel Pereira, candidato oficial do partido de Dhlakama, voltam agora a pressionar esta mesma figura política para fundar um novo partido político, em tempo recorde, de modo a concorrer nos próximos pleitos eleitorais, isto é às próximas eleições provinciais e gerais: legislativas e presidenciais do corrente ano.

De acordo com Geraldo Carvalho, o Gabinete Eleitoral do candidato Daviz Simango à sua reeleição como edil da Beira, “já recebeu e continua recebendo cartas de pedidos da bases, outros políticos, comerciantes, religiosos, régulos e académicos, a evocar que neste momento a única saída para salvar a oposição no País é avançar com o projecto de formação de um novo movimento político alternativo”.

A referida ideia, isto é a ideia de se criar um novo partido político, segundo a fonte, surge pelo facto do povo de Sofala e de todas as províncias do País terem visto goradas todas as expectativas para se encontrar uma reconciliação com a liderança da Renamo.

A decisão das “bases da Renamo” de todo o País é agora avançar-se com o projecto de formação de um novo partido político. Surge após a recusa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, de acatar o apelo de certas personalidades políticas de renome no País. Estas sentaram-se com ele para encontrar soluções para a crise interna que se instalou no seio daquele que foi o maior partido da oposição nos últimos tempos. Depois das graves cisões surgidas com a indicação de Manuel Pereira como candidato oficial da Renamo a edil da Beira, isto é depois das “bases” terem dito ao líder Afonso Dhlakama que queriam Daviz Simango como candidato à sua própria reeleição como presidente do Município da capital da província de Sofala e não Manuel Pereira, como Dhlakama não acatou a vontade das bases, aí estoira um grave problema entre as bases da Renamo e a Direcção do partido.

As agora ex-bases da Renamo, envolvidas com o Gabinete Eleitoral do candidato independente a edil da Beira, em vez de extinguirem o referido gabinete, dado que está em vias de ser concluído o processo das eleições autárquicas com a promulgação de resultados pelo Conselho Constitucional, pressionam Daviz Simango para formar um movimento político. Antes estabeleceram um prazo limite para Dhlakama se pronunciar sobre a reconciliação entre alas da Renamo que a partir da revolução de 28 de Agosto na Beira estão desavindas. Como nada se conseguiu que fosse do seu agrado agora para esses militantes da Renamo a solução é partir para outra e criar-se um novo partido com os dissidentes da Renamo em todo o país que se opõem aos métodos anti-democráticos que vigoram actualmente, segundo eles, na Renamo.

Apesar de Geraldo Carvalho não ter revelado o tempo estabelecido para Dhlakama se pronunciar, tudo indica agora que o tempo expirou e a solução agora é mesmo um novo partido.

Geraldo Carvalho acrescentou que “se Daviz Simango não aceitar o pedido, o povo sentir-se-á traído”.

Carvalho confirmou que recentemente representantes das bases do partido Renamo das provincias de Nampula, Zambezia, Niassa, Manica, Inhambane, Maputo e Gaza estiveram na Beira “fazendo auscultações discretas junto das bases” que se decidiram pela ideia de se avançar com a formação de um novo partido político para concorrer nos próximos pleitos eleitorais.

“Estes quadros do partido Renamo nas restantes províncias do País, que trabalharam há dias na Beira a fazer auscultações, concluíram que “a figura de Daviz Simango é de consenso popular”. “Daí que para eles Daviz reúne todas as capacidades para liderar um partido sério, com condições de desafiar a Frelimo’’ - rematou Geraldo Carvalho.

Falando da província de Sofala, Geraldo Carvalho avançou que as bases do partido Renamo nos distritos de Machanga, Cheringoma, Nhamatanda, Dondo e Chibabava também encorajam agora a formação de um novo partido, bem como também pedem para que Daviz se desloque ao terreno para trocarem impressões com ele.

(Francisco Esteves) - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 15.01.2009