O ex-Presidente moçambicano Joaquim Chissano admitiu ter tido uma ligação com o KGB, antigos serviços secretos da extinta URSS, no âmbito da ajuda prestada por este país à Frelimo, partido no poder em Moçambique, mas negou ter sido espião.
"Sim, existiu uma ligação e essa ligação foi que eu tive treino militar na União Soviética e um dos assuntos em que eu fui treinado foi precisamente na inteligência para penetrarmos na zona inimiga. Falo dos portugueses", declarou Chissano, em entrevista divulgada hoje pelo semanário Savana de Maputo.
Em Março, o semanário português Expresso revelou, com base em documentos já desclassificados, que Joaquim Chissano colaborou com os serviços de informação russos, com o nome de código "TZOM".




