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sábado, fevereiro 25, 2017

INGC atribui negócio à empresa ligada ao ministro dos Transportes

Director-geral do INGC não vê nenhum problema em fazer ajuste directo a TCM
Foi através de um anúncio de 17 de Fevereiro, publicado no jornal Notícias, que o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) divulgou a contratação, por ajuste directo, de quatro empresas para prestação de serviços de transporte e carga. Na lista das contratadas, destaca-se a Transportes Carlos Mesquita, Limitada (TCM), empresa ligada ao actual ministro dos Transportes e Comunicações.
Segundo o Boletim da República número oito, terceira série, de 21 de Fevereiro de 2007, página 152, Carlos Alberto Fortes Mesquita é um dos nove accionistas da empresa TCM, sediada na Beira, com um capital de 2 100 000 meticais. A empresa TCM celebrou um contrato com o Estado avaliado em 20 milhões de meticais, para prestar serviço de transporte e carga na zona centro.
Entretanto, o director-geral do INGC não vê nenhum problema em fazer ajuste directo a uma empresa ligada a um membro do Conselho de Ministros, desde que a mesma preencha os requisitos. Osvaldo Machatine diz que todas as empresas que responderam ao convite do INGC respeitaram os requisitos e não se lembra de ter havido uma transportadora da região que tenha reclamado.
Entretanto, o director do Centro de Integridade Pública (CIP) questiona o facto de o ajuste directo ter sido feito a favor de uma empresa ligada a um membro do governo. Já o jurista Rodrigo Rocha considera que o mais importante é verificar se a empresa TCM tem uma experiência de trabalho com Estado, pois o facto de ter o nome do ministro não pode, por si só, ser considerado uma violação da lei de probidade pública.
José Caldeira tem uma outra visão. O jurista reconhece que alguns dirigentes com interesses empresariais delegam as suas funções sempre que assumem cargos no governo. Porém, Caldeira lembra que a lei estabelece medidas para evitar que o dirigente, ainda que não esteja directamente ligado à empresa, tenha benefícios indirectos.
A Stv tentou, na tarde de quarta-feira, obter a reacção do ministro dos Transportes e Comunicações, mas Carlos Mesquita não atendeu às nossas chamadas.
Grupo Mesquita passa a accionista da TCM
Em Março de 2015, Carlos Mesquita e mais três accionistas da família Mesquita cederam as acções que tinham na Transportes Carlos Mesquita ao Grupo Mesquita, S.A. Outros quatro sócios também cederam as suas acções a uma empresa denominada Mespar, Limitada. Com a cedência de quotas, a empresa Transportes Carlos Mesquita passou a ter como accionistas o Grupo Mesquita e a empresa Mespar, sendo que o grupo é o sócio maioritário. Assim, o actual ministro dos Transportes e Comunicações passou a ser um dos donos do Grupo Mesquita, que, por sua vez, detém a empresa Transportes Carlos Mesquita, Lda.


Fonte: O País – 24.02.2017

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

INGC rebate alegada fraude no apoio às vítimas das cheias

O Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC) de Moçambique rebateu hoje uma denúncia de alegada fraude na distribuição de ajuda humanitária às vítimas das cheias, salientando que o apoio "está subordinado a um comando único".
A Gift of the Givers, uma ONG sul-africana, disse, na terça-feira, ter retirado o seu apoio do maior centro de acomodação das vítimas das cheias no distrito de Chókwè, província de Gaza, sul de Moçambique, em protesto contra a alegada presença de responsáveis do centro na lista dos beneficiários da ajuda.
"Pedimos uma lista de onde distribuir ajuda e a quem a dar. Quando a recebemos, a lista não estava bem organizada, havia nomes suspeitos e decidimos não lhes dar a ajuda a eles", contou à Lusa Imtiaz Sooliman, fundador e diretor da Gift of the Givers,

quinta-feira, julho 19, 2012

Vídeo porno leva delegado do INGC em Sofala a pedir demissão

Luís Pacheco, delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC) em Sofala, acaba de ser destituído do cargo, em conexão com a circulação de um vídeo pornográfico em que é protagonista, com a participação de uma jovem estudante universitária de estabelecimento público na cidade da Beira.

quarta-feira, julho 18, 2012

Luís Pacheco não foi exonerado

Apresentou uma carta a colocar o lugar à disposição e ainda não houve deliberação da Direcção Geral do INGC

Maputo (Canalmoz) – Afinal o delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Sofala, Luís Pacheco, não foi exonerado, contrariamente ao que vem sendo propagado em alguma Imprensa.
Luís Pacheco, que é irmão do ministro da Agricultura e membro da comissão política do partido Frelimo, José Pacheco, viu-se envolvido num escândalo sexual quando um vídeo pornográfico por si gravado em privado, acabou por aparecer na internet.
Luís Pacheco aparece no vídeo pornográfico com uma estudante da Universidade UniZambeze em “acrobacias” sexuais. O vídeo parou nas redes sociais e nos telemóveis de muitas pessoas na cidade da Beira e também do país e do estrangeiro. Ler mais

Reflectindo: será que ele vai ser exonerado? Para boa conduta dos dirigentes para que Samora Machel morreu para sempre.