XIPALAPALA
Por: João de Sousa
joaodesousa47@gmail.com
Um pequeno mas elucidativo texto do meu colega e amigo Machado da Graça, a propósito dos “chumbos” ocorridos nos recentes exames da décima e décima segunda classes, chama a atenção para as águas turvas por onde navega a educação em Moçambique.
Transcrevo esse texto, com a devida vénia: “Há poucos meses li um texto de uma aluna da 7.ª classe. Em 4 parágrafos tinha 36 erros ortográficos e o texto não tinha qualquer nexo. Não se percebia coisa nenhuma. Mas estava na sétima classe e alguém(ens) lhe permitiu lá chegar”.
Esta frase diz tudo. Este é um dos muitos exemplos que acontecem por cá. Sem pretender generalizar situações, começo a chegar à triste conclusão que hoje, na instrução primária, fazer uma redacção, uma cópia ou um ditado, saber somar, multiplicar, diminuir ou dividir deve ser um bicho de sete cabeças.




