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terça-feira, março 28, 2017

O papel dos produtos florestais não lenhosos em Moçambique (na íntegra)

Pode causar alguma surpresa a sugestão de uma reflexão sobre os produtos florestais não lenhosos, no quadro dos sistemas alimentares, quando todas as tendências se inclinam para a modernização da agricultura e o aumento da produtividade das áreas actualmente cultivadas.
A fome e a malnutrição afectam cerca de 800 milhões de pessoas no mundo inteiro, com maior incidência na África subsaariana e Sul da Ásia. É uma problemática complexa, multifacetada e generalizada. Moçambique está entre os países mais afectados, com uma incidência de insegurança alimentar crónica, estimada em 24% da população.
De um modo geral, cresce a pressão sobre os recursos naturais que sustentam a vida no planeta e permitem a produção alimentar sustentável do ponto de vista ambiental: solos, fauna, ar atmosférico, água e florestas.
A questão florestal é uma das maiores preocupações ambientais em Moçambique, pois ela representa uma das mais importantes fontes de subsistência da população rural. Dos cerca de 29 milhões de habitantes, a maioria vive nas áreas rurais e depende dos recursos naturais, especialmente florestais, para a manutenção dos seus modos de vida. Apenas 10% da população tem acesso à electricidade – a grande maioria utiliza lenha e carvão como fonte energética. A recolha de lenha e a produção de carvão destinadas à preparação de alimentos e aquecimento representam 85% do consumo total de energia no país. A população rural, estimada em 60% da população depende quase exclusivamente da floresta para obter materiais de construção e alimentos.  A floresta é ainda uma importante fonte de símbolos culturais e religiosos, medicamentos, cosméticos e mesmo de protecção contra ventos e erosão pluviométrica.

quinta-feira, março 23, 2017

O papel dos produtos florestais não lenhosos em Moçambique

Por Hélder Muteia
Pode causar alguma surpresa a sugestão de uma reflexão sobre os produtos florestais não lenhosos, no quadro dos sistemas alimentares, quando todas as tendências se inclinam para a modernização da agricultura e o aumento da produtividade das áreas actualmente cultivadas.
A fome e a malnutrição afectam cerca de 800 milhões de pessoas no mundo inteiro, com maior incidência na África subsaariana e Sul da Ásia. É uma problemática complexa, multifacetada e generalizada. Moçambique está entre os países mais afectados, com uma incidência de insegurança alimentar crónica, estimada em 24% da população.
De um modo geral, cresce a pressão sobre os recursos naturais que sustentam a vida no planeta e permitem a produção alimentar sustentável do ponto de vista ambiental: solos, fauna, ar atmosférico, água e florestas. Ler mais ( O País - 23.03.2017)

quinta-feira, novembro 03, 2016

África deverá produzir mais e desperdiçar menos, Hélder Muteia, Representante da FAO na CPLP

Erradicação da fome passa por políticas adequadas e uma liderança forte e comprometida.

Os países africanos de expressão portuguesa registaram, nos últimos 20 anos, uma significativa redução da fome, mas precisam de apostar em estratégias que os conduzam a uma agricultura sustentável.

O ponto é apresentado por Hélder Muteia, Representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, Portugal.

O ex-ministro moçambicano da agricultura, dá o exemplo de Angola, que em 1992 tinha 63.5 por cento de incidência de fome e hoje tem 14.2; São Tomé e Príncipe passou de 22.9 para 6.6; e Moçambique de 56 para 25 por cento.

“Essas melhorias significativas”, diz Muteia, deverão ser acompanhadas pela adopção de políticas públicas, facilitação do acesso à terra para os agricultores, sistemas de comércio de produtos agrícolas e provimento de crédito para “continuarem a fazer a diferença”.

sábado, abril 25, 2015

Os ciclos e engrenagens de um sistema alimentar viável

Por Hélder Muteia

É sobejamente sabido que a fome e a má nutrição são o sintoma mais evidente da pobreza, por isso, a abordagem efectiva destas questões só será possível com base num compromisso global para a erradicação da pobreza absoluta e suas causas primárias.
É também sabido que o sector do agro-negócio não é o único responsável para o cumprimento deste objectivo. Contudo, tem obrigações específicas e acrescidas, por razões óbvias. Ele pode não apenas garantir disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade, mas também gerar dinâmicas económicas com efeito distributivo e multiplicador.
Uma meta fundamental do referido compromisso global para a erradicação da pobreza é mudar os paradigmas do desenvolvimento, colocando a dignidade da condição humana como o epicentro dos processos e sistemas. Isto é, colocar todos os recursos naturais, científicos, tecnológicos ao serviço das pessoas, famílias e comunidades, da sua afirmação e responsabilização como um todo indissociável e movido por uma visão e racionalidade comuns. Ler mais

segunda-feira, agosto 10, 2009

Hélder Muteia lança terceiro livro de poesia no dia 20 de Agosto

Maputo (O Autarca) – Hélder Muteia, para alguns mais conhecido por Político e para outros o seu nome é mais sonante como poeta, escritor e veterinário, lança no próximo dia 20 de Agosto corrente o seu terceiro livro de poesia, sendo que a sua primeira obra foi “verdades dos mitos” e a segunda tem como título “nhambaro”.
Hélder Muteia nasceu em Quelimane em 1960. Formado em Veterinária, poeta e cronista, foi um dos fundadores da Charrua e esteve na origem de uma revista literária da universidade Eduardo Mondlane. Tem várias obras publicadas.
Ao nível da política já foi Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural no último Governo de Joaquim Chissano. Chegou a cândidatar-se para a sucessão de Joaquim Chissano na “Ponta Vermelha”, batalha ganha por Armando Guebuza, actual Presidente da República e do Partido Frelimo. Consta que depois dessa ousadia terá sofrido certo ambiente de hostilidade, mas valeu-lhe o emprego conseguido na FAO, prestigiada instituição das Nações Unidas de que é representante na Nigéria pouco depois de ter cessado do cargo de Ministro da Agricultura em Moçambique, em Fevereiro de 2005.
Mesmo estando fora do País, tem conseguido estar sempre presente entre compatriotas seus, intervindo com alguma regularidade sobretudo nos fóruns de debate on-line onde intelectuais diversos procuram abordar temas considerados importantes para o bom rumo de Moçambique.

Fonte: O Autarca, edição nº 1816 de 07/07/09