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segunda-feira, julho 13, 2015

Da DITADURA à DEMOCRACIA: Uma Estrutura Conceitual para a Libertação

ENFRENTANDO DITADURAS REALISTICAMENTE

Nos últimos anos, várias ditaduras - tanto de origem interna quanto externa - entraram em colapso ou caíram quando confrontadas por pessoas desafiadoras e mobilizadas. Muitas vezes vistas como firmemente entrincheiradas e inexpugnáveis, algumas dessas ditaduras provaram ser incapazes de suportar o desafio político econômico e social organizado do povo. Desde 1980, as ditaduras ruíram perante o desafio predominantemente não violento de pessoas na Estônia, Letônia e Lituânia, Polônia, Alemanha Oriental, Checoslováquia e Eslovênia, Madagascar, Mali, Bolívia e Filipinas. Resistência pacífica tem promovido o movimento em direção à democratização no Nepal, Zâmbia, Coreia do Sul, Chile, Argentina, Haiti, Brasil, Uruguai, Malásia, Tailândia, Bulgária, Hungria, Nigéria, e em várias partes da antiga União Soviética (desempenhando um papel significativo na derrota do golpe de estado de linha dura de Agosto de 1991). Ler mais

sábado, julho 11, 2015

As 198 lições do pai das revoluções pacíficas

Em 1993, o professor de Massachusetts escreveu um guia para derrubar a ditadura na Birmânia. Desde então, as suas palavras já fizeram cair autocratas da Sérvia ao Egipto.

P or apenas seis dólares (pouco mais de quatro euros), qualquer pessoa pode descarregar o livro From Dictatorship to Democracy (Da Ditadura à Democracia), de Gene Sharp, disponível em 25 línguas no site da Albert Einstein Institution. Um preço convidativo que talvez explique como é que, desde a sua primeira publicação, em 1993, estas 198 regras simples para derrubar autocratas de forma não violenta chegaram a vários países, da Birmânia até ao Egipto.
E enquanto na praça Tahrir, em pleno coração do Cairo, os manifestantes anti-Hosni Mubarak liam as palavras do americano, traduzidas para árabe, em Boston, Sharp continuava calmamente a dedicar--se ao cultivo das suas amadas orquídeas. O académico continua a viver no apartamento que, segundo o New York Times , lhe custou 150 dólares em 1968 e em cuja cave funciona a instituição que criou.
Nos anos 1990, Sharp foi desafiado pelo movimento democrático da Birmânia a escrever um guia para derrubar uma ditadura, na sequência da detenção da líder da oposição Aung San Suu Kyi pelos militares. Sem conhecimentos específicos sobre o país, o homem que em 2009 seria nomeado para Nobel da Paz decidiu fazer uma obra genérica. O que então parecia uma fraqueza, acabou, por se tornar na sua força. E o modelo segundo o qual "se lutar com violência está a lutar com a melhor arma do inimigo e pode tornar-se num herói morto" voltou a ser usado. O segredo do sucesso para Sharp é: "Se não tiver medo da ditadura essa ditadura está em grandes sarilhos. Ler mais