A cidade contínua mais calmo que o normal.
As eleições presidenciais na Costa do Marfim poderão ir a uma segunda volta, após os resultados parciais mostrarem uma disputa renhida entre os principais candidatos.
Com cerca de metade dos boletins de votos contados, o actual presidente Laurent Gbagbo e o seu rival Alassane Ouattara estão com uma estreitissima diferença, indica a comissão eleitoral.
As últimas informações davam 37% do votos para o presidente Gbagbo e 34% para Alassane Outtara.
Estas eleições destinam-se a reunificar totalmente o país, após anos de controlo da zona norte pelos rebeldes.
As eleições que tinham sido marcadas para 2005, já foram adiadas seis vezes.
Alguns receiam o surgimento de actos de violência após o anúncio dos resultados finais. Tem havido muita tensão causada pelo atraso na divulgação dos resultados das eleições de domingo, naquele que é o país maior produtor de cacau do mundo.
O líder do exército apelou a calma, durante um comunicado na televisão, antes do anúncio dos primeiros resultados na terça-feira.
O correspondente da BBC em Abidjan, John James afirma que o centro da cidade contínua mais calmo que o normal, mas os bancos estão a funcionar.
Ouattara, um antigo economista do Fundo Monetário Internacional, FMI, é bastante popular entre a população muçulmana no norte, onde muitos reclamam da discriminação.
Ele foi excluído das eleições anteriores devido a alegações de que os seus pais eram de origem estrangeira.
O antigo presidente Henri Konan Bedie, o terceiro maior candidato, conseguiu 27% dos votos contados até agora, segundo a Comissão Eleitoral Independente (CEI).
Ele é o candidato do partido que governou a Costa do Marfim durante os 39 anos depois da independência, até o golpe de estado de 1999.
Os dois concorrentes e o Presidente Gbagbo são tidos como os três candidatos mais fortes. Todos acreditavam que iriam vencer, o que aumentou os receios de protestos violentos após o anúncio dos resultados.
Se nenhum dos candidatos vencer as eleições na primeira volta, haverá uma segunda volta nos finais do mês de Novembro.
Fonte: BBC África - 03.11.2010





