Investigação concluiu que Embraer pagou 800 mil dólares a "Agente C", que se sentiu insultado por oferta de 50.000 dólares.
Os Estados Unidos conhecem os nomes de duas pessoas em Moçambique que receberam subornos na venda de dois aviões da companhia brasileira Embraer às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), em 2008
Detalhes do caso estão incluídos num acordo submetido a um tribunal da Florida no qual a Embraer se compromete a pagar uma multa de pouco mais de 107 milhões de dólares, por casos de suborno envolvendo a venda de aviões à República Dominicana, Índia, Arábia Saudita e Moçambique.
EUA conhecem nomes de moçambicanos subornados
No documento a que a VOA teve acesseo, são mencionados dois indivíduos em Moçambique como tendo estado envolvidos no processo.
Um é identificado como “uma entidade oficial cuja identidade é conhecida pelos Estados Unidos …com uma posição de alto nível com poderes de decisão no governo de Moçambique”.
“A entidade de Moçambique tinha influência sobre decisões tomadas pelas Linhas Aéreas de Moçambique”, diz o documento que, depois, acrescenta sem dar outros pormenores: “A entidade de Moçambique era uma entidade estrangeira”.
O outro individuo é apenas identificado como sendo o “Agente C”, cuja identidade é também conhecida das autoridades americanas mas não citada no acordo, e cuja tarefa foi a de “canalizar subornos a entidades moçambicanas para se obter ou manter negócios em Moçambique”.





