Por Ricardo Santos
(Leia a parte 1 aqui)
Tudo isto é absolutamente surrealista, mas é o modo de se pensar e viver hoje em Moçambique. Habituou-se neste país a contentar-se sebastianicamente com rótulos. Um consultor de imagem é agora o dono da profissão mais lucrativa do nosso mercado. Há uma profusão de firmas de marketing e de comunicação e imagem. Paga-se para se ter uma imagem limpa e antiséptica, pouco se trabalha para não se emporcalhar a própria imagem. Dane-se o desempenho das instituições e quiçá do próprio país. Não há problema, um pornocrático sistema publicitário, umas t-shirts e uns bonés na dose certa resolvem.




