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sábado, agosto 22, 2009

Chipande reitera suas convicções sobre direito à riqueza

O histórico combatente da Luta de Libertação Nacional e membro da Comissão Política da Frelimo, Alberto Chipande, reiterou as suas declarações se­gundo as quais os membros do partido Frelimo têm o direito de enriquecer, porque lutaram pela independência de que os moçambicanos estão hoje a usufruir.
Em contacto com a nossa equipa de reportagem, Chipan­de não só disse reiterar as suas declarações, como também ins­tou os órgãos de comunicação social a difundirem “duas ou mais vezes ao dia” as suas decla­rações, de forma a permitir que o “povo e a sociedade” compre­endam a sua mensagem.

“Não fui mal compreendido”

Alberto Chipande disse, ain­da, que não se sente incompre­endido pela sociedade, pelo que instou os órgãos de comu­nicação social a difundirem cada vez mais as suas declara­ções. “publiquem na íntegra, duas ou mais vezes ao dia, para que o povo possa ouvir. Não estou mal compreendido, e eu quero que vocês (órgãos de co­municação social) divulguem mais as minhas declarações. Reafirmo o que disse”, vincou Chipande.

“Não concordo”

Em jeito de reacção às decla­rações de Chipande, o antigo ideólogo da Frelimo, tido como uma das últimas reservas morais do partido no poder, Jorge Re­belo, disse não concordar com as declarações de Chipande.
“Eu não concordo”, disse Re­belo, para de seguida explicar que os jovens que pegaram em armas para libertar o país (onde Chipande se enquadra) devem sentir-se privilegiados por aque­le acto de heroicidade.

“Talvez ele tenha sido mal interpretado”

Rebelo, antigo combaten­te, disse que talvez Chipande tenha sido mal interpretado. Quando ele diz nós continu­amos os mesmos, é certo que nem todos continuam em termos do postura. Eu co­nheço-o e não encontro nele um comportamento que jus­tifique toda esta campanha que está a ser movida contra ele. Portanto, em conclusão, eu acho que foi um lapso por parte dele.

“Ele foi mal reportado”

Sérgio Vieira, também an­tigo combatente, supõe que “ele foi mal reportado e in­terpretado, porque o que ele estava a tentar dizer, e con­cordo perfeitamente, é que qualquer moçambicano, atra­vés do seu trabalho honrado e suas iniciativas, tem o direito de melhorar a sua vida. Ele fez parte da geração que libertou o país, e não é uma geração que deve ser maltratada."

Fonte: O País online

Nota: O General na reserva pediu para para os seus pronunciamentos serem difundidos, julgo que só que não respeita não os difundirá. Mais do que ele ninguém mais pode dizer o que ele pensa e sabe. A verdade dói mas tem que ser dita.