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domingo, novembro 23, 2014

Guerra na Frelimo

Saudosismo de um coronel já sem armas

Luís Orlando Sadina
VOLTANDO atrás no tempo, quando o país era monopartidário, todos nós nos lembraremos que havia uma ou duas pás de vozes que eram as que emitiam opiniões, e estavam bem divididos em vozes políticas, culturais, religiosas e académicas cujas afirmações eram puras sentenças e paradigmas nacionais.
Essas vozes estavam inequivocamente ao lado do poder dominante, e não havia muita adivinhação nas rotações governamentais ou de cargos de chefia, porque essas duas pás se revezavam sem esforço, afinal eram os únicos visionários.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

A guerra pelo poder

Sucessão fracturante na Frelimo.
Ambiente tenso na Frelimo. A luta é agora bem visível. O nome de Luísa Diogo começa a ganhar peso, mas Aires Ali não está fora do campo de batalha.
Faltando um mês para a decisiva reunião do Comité Central da Frelimo, o jogo nos bastidores é cada vez mais forte e ameaça abrir feridas. A luta interna fez nascer dois grupos: a ala suportada pela actual direcção do partido e pelos antigos combatentes próximos do presidente da República e uma outra apoiada por elementos da governação de Samora Machel e Joaquim Chissano.