Saudosismo de um coronel já sem armas
Luís Orlando Sadina
VOLTANDO atrás no tempo, quando o país era monopartidário, todos nós nos lembraremos que havia uma ou duas pás de vozes que eram as que emitiam opiniões, e estavam bem divididos em vozes políticas, culturais, religiosas e académicas cujas afirmações eram puras sentenças e paradigmas nacionais.
Essas vozes estavam inequivocamente ao lado do poder dominante, e não havia muita adivinhação nas rotações governamentais ou de cargos de chefia, porque essas duas pás se revezavam sem esforço, afinal eram os únicos visionários.





