Novos distritos, novas despesas
O maior disparate reside no facto de, enquanto os países produtivos (doadores) tentam emagrecer os seus gastos, cortando nas despesas e nos sectores menos importantes, nós, país improdutivo (receptor de ajuda), procuramos maximizar os nossos gastos criando sectores desnecessários.
O Governo aprovou, esta semana, a criação de 22 novos distritos, que, adicionados aos actuais 128, o país passará a ter 150 distritos. O argumento do Governo é pura e simplesmente de que a medida visa “responder à dinâmica actual do desenvolvimento sócio-económico e cultural do país”. Esta decisão representa um disparate na medida em que o que o país precisa, neste momento, é de mais medidas que impulsionem a produção e a produtividade, reduzindo os gastos. É pelo menos o que os países produtivos fazem. O maior disparate reside no facto de, enquanto os países produtivos (doadores) tentam emagrecer os seus gastos, cortando nas despesas e nos sectores menos importantes, nós, país improdutivo (receptor de ajuda), procuramos maximizar os nossos gastos criando sectores desnecessários.




