O défice de informação tem colocado as comunidades em desvantagem face aos ganhos que podem obter da actividade e no quadro da responsabilidade social dos investidores.
As comunidades residentes nas zonas circunvizinhas de actividades ligadas à indústria extrativa em Moçambique não têm acesso à Lei do Direito à Informação, o que lhes inibe de tirarem benefícios da exploração dos recursos da suas zonas de origem.
O défice de informação tem colocado as comunidades em desvantagem face aos ganhos que podem obter da actividade e no quadro da responsabilidade social dos investidores.
A exploração de recursos naturais em Moçambique, particularmente o sector extractivo, tem trazido um conjunto de consequências para as comunidades que vão desde a expropriação das terras ao cultivo, bem como alteração das suas estratégias de sobrevivência entre outras.
"Nós temos andado muito nas zonas aonde há extracção de recursos, Palma, Montepuez e Tete, e há um elemento muito crítico nesses projectos: as consultas comunitárias, que são uma parte importante do projecto, porque é através delas que a comunidade dá uma licença social ao projecto, acomoda, acolhe ou não acolhe o projecto", disse Tomas Vieira Mário, director da organização Sekelekani.




