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sexta-feira, abril 05, 2013

A hora é agora

Temos de dizer não para que o nosso futuro não seja prejudicado pelas más decisões do presente. Um resposta negativa não passa necessariamente pelas urnas, mas pela compreensão plena de que o país não é da Frelimo, da Renamo ou do MDM. Este país é de 22 milhões de habitantes. É de políticos, militantes e apartidários. É de todos e por todos dever ser feito.

Ninguém tem o direito de espezinhar impunemente o povo por aquilo que afirma ter feito no passado. Os homens que lutaram pela liberdade não fizeram mais do que a sua obrigação. O único pagamento que merecem pela luta é o respeito e gratidão profunda das gerações do presente e do futuro. Apenas isso...

É preciso dizer não aos históricos da Frelimo que julgam que o país nada mais é do que seu quintal. Não devemos, de forma alguma, ter medo de gritar com todas as forças “NÃO”. Temos de dizer não ao secretismo na negociação dos megaprojectos. Temos de dizer não à acumulação de riqueza dos empresários emergentes, cujo único certificado de competência é um cartão vermelho e o mais pútrido laço consanguíneo com o poder.

Temos de ter em mente que não podemos fazer nada para mudar o país enquanto o sistema vigente não ruir. E ele deve cair porque já provou que está obsoleto e não serve os interesses da maioria. Ler mais @Verdade editorial)

quarta-feira, abril 03, 2013

É preciso despir-se do medo da mudança


EDITORIAL

Nestes próximos seis meses que precedem as eleições autárquicas de Novembro, veremos mais das mesmas figuras que depois de eleitas em 2008, remeteram-se à sua importância, deixando os seus eleitores a tentarem adivinhar qual é a importância do seu voto.
Durante estes seis meses, aparecerão em mercados, em comícios populares e em tudo quanto é espaço público, todos sorridentes, cara de simpáticos, num esforço para conquistar o voto. Mas chega o dia da tomada de posse, e logo a seguir desparecerão da arena pública. Estarão tão ocupados que já não lhes restará nem um minuto para se encontrarem com as mesmas pessoas de quem agora esperam o seu voto.
E como tem sido hábito para seres mais importantes neste nosso canto do mundo, lá estarão de novo nas suas limousines de vidros fumados, circulando pelas ruas e avenidas das suas respectivas jurisdições, escoltados por homens armados até aos dentes, cujo único contacto que têm com o público é a sua voz autocrática e ameaçadora a gritar: “afastem-se, afastem-se”!

segunda-feira, abril 01, 2013

É preciso despir-se do medo da mudança

EDITORIAL (SAVANA)

Nestes próximos seis meses que precedem as eleições autárquicas de Novembro, veremos mais das mesmas figuras que depois de eleitas em 2008, remeteram-se à sua importância, deixando os seus eleitores a tentarem adivinhar qual é a importância do seu voto.
Durante estes seis meses, aparecerão em mercados, em comícios populares e em tudo quanto é espaço público, todos sorridentes, cara de simpáticos, num esforço para conquistar o voto. Mas chega o dia da tomada de posse, e logo a seguir desparecerão da arena pública. Estarão tão ocupados que já não lhes restará nem um minuto para se encontrarem com as mesmas pessoas de quem agora esperam o seu voto.
E como tem sido hábito para seres mais importantes neste nosso canto do mundo, lá estarão de novo nas suas limousines de vidros fumados, circulando pelas ruas e avenidas das suas respectivas jurisdições, escoltados por homens armados até aos dentes, cujo único contacto que têm com o público é a sua voz autocrática e ameaçadora a gritar: “afastem-se, afastem-se”!

In Savana (29.03.2013)