Por Leonel Marcelino
Será possível uma cultura sem amos?
Como dizia Agostinho da Silva: “o mundo tem tantas possibilidades que até o impossível é possível”. Para este filósofo, a “cultura (era) tornar melhor a vida das pessoas”.
À primeira vista, todos estaremos de acordo. Se...Mas... Pois é. Metem-se pelo meio uns ses e uns mas que dão cabo de tudo. É que o conceito de “tornar melhor a vida das pessoas”, não é igual para todos. Se para uns, tornar melhor a vida das pessoas é dar-lhes mais educação, melhor saúde, melhor alimentação, melhores vias de comunicação, melhores transportes, mais justiça, emprego pleno, etc., para outros, tornar melhor a vida das pessoas será amarrá-las a preconceitos, obrigá-las a cumprir o calvário de tradições que as matam, as injustiçam, as fanatizam, as reduzem a escravidões diversas, antigas e modernas. Mas, pois é,
mas... continuam a defender-se e a incrementar-se fundamentalismos religiosos, étnicos, políticos, ideológicos, culturais, e outros que encerram as pessoas numa cápsula de aço para além da qual não existe




