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terça-feira, abril 30, 2013

Os filhos dos dirigentes africanos que amealham fortunas



Cerca de 60 figuras nos pleitos eleitorais de base

Personalidades da sociedade civil submetem candidaturas na Zambézia.

Algumas organizações ainda não colocam fé no processo já que tiveram evidências de viciação do mesmo.
A comissão de eleições da Zambézia efectuou, em Quelimane, a abertura das 58 propostas de candidaturas a membros das comissões de eleições distritais e de cidade no âmbito da realização das eleições autárquicas marcadas para o dia 20 de Novembro. Trata-se de um acto público que visa criar transparência no processo de selecção dos candidatos àqueles cargos.

PGR mesmo com matéria quente não se manifesta

Caso ONP-Leopoldo da Costa mancha perigosamente CNE…


Parece que os defensores da legalidade no país estão mudos e surdos.

Uma acusação grave de falsificação de assinaturas para sustentar uma candidatura não recebe reacção de que se espera numa situação que aumenta a dúvida sobre a credibilidade institucional em Moçambique. Uns apelidam a isto de “gangsterização do Estado”. Outros referem-se a uma máfia política com tentáculos fortes nos centros do poder.
É preocupante que segmentos da sociedade acusem Leopoldo da Costa, presidente da CNE, de candidatura ilegal para sua própria sucessão na CNE e que os órgãos a quem cabe garantir a legalidade no país se “fechem em copas” e nada digam.
Há como que uma concertação estratégica que escolheu o silêncio como forma de acção. “Os cães ladram e caravana passa”…
O Dr. Augusto Paulino parece que se encontra manietado e incapaz de agir conforme a prerrogativa das funções que desempenha. Ler mais

Assembleia da República convoca ONP para esclarecimentos

Sobre a candidatura fraudulenta de Leopoldo da Costa

A presidente da ONP criou por despacho uma comissão de inquérito para apurar quem andou a falsificar assinaturas. Custódio Duma, proeminente jurista e presidente da Comissão Nacional dos Direitos Maputo, vai liderar a comissão de inquérito

“Estou ciente que estou a lidar com gente poderosa, mas nunca terei medo de defender a verdade, a justiça e a transparência. Só queremos transparência e justiça” – Beatriz Manjama.
A Assembleia da República (AR) enviou na tarde de ontem uma carta à presidência da Organização Nacional dos Professores (ONP) a convocá-la para esclarecimentos em sede da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade, sobre a polémica candidatura do actual presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que é acusado por professores de ter falsificado assinaturas e propor a sua candidatura à revelia da classe.
Quem revelou o facto foi a própria presidente da ONP, Beatriz Manjama, que falava no princípio da noite de ontem em conferência de Imprensa, naquilo que constituiu a primeira aparição pública da ONP para reiterar o seu distanciamento da candidatura de Leopoldo da Costa e do grupo que falsificou assinaturas que suportaram tal candidatura. Ler mais

segunda-feira, abril 29, 2013

Reitores dizem que processo eleitoral pode ficar manchado

Caso Leopoldo da Costa”.

Lourenço do Rosário diz que esta polémica pode dar razão àqueles que contestam a sociedade civil. Por seu turno, Jorge Ferrão diz não perceber por que há confrontações em torno da CNE.

"Não candidatamos ninguém" reafirma ONP sobre a candidatura de Leopoldo da Costa à CNE

A Presidente da Organização Nacional dos Professores (ONP), Beatriz Muhoro, reafirmou nesta Segunda-feira (29) que a Agremiação que dirige não propôs a candidatura de João Leopoldo da Costa para uma das três vagas reservadas à Sociedade Civil na futura Comissão Nacional de Eleições (CNE). "A presidência que actualmente dirige o Secretariado Nacional não recebeu qualquer pedido de suporte de candidatura para a Comissão Nacional de Eleições do Sr. João Leopoldo da Costa".

Benilde Nhalivilo renuncia à candidatura a membro da CNE

A candidata a membro da Comissão Nacional de Eleições em representação do Fórum Mulher, Benilde Nhalivilo, enviou uma carta de renúncia à Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade da Assembleia da Republica devido ao que considera falta de transparência no processo.

Segundo o documento, ao qual o @Verdade teve acesso, Benilde Nhalivilo justifica a sua decisão alegando que “os vários acontecimentos registados no processo de candidaturas a membros da CNE, que foram caracterizados por apresentação e legitimação de candidaturas de uma forma duvidosa e não clara, demonstram que existe uma forte tendência em colocar pessoas pré-determinadas como membros da CNE”.

E acrescenta: “as motivações que me levam a essa renúncia prendem-se com o facto de não pretender ver a minha imagem e a minha dignidade, adquiridas e conquistadas ao longo dos vinte anos dedicados à causa dos Direitos Humanos e aos movimentos verdadeiramente da sociedade civil, associadas a situações de falta de transparência e de não profissionalismo”.


A renúncia de Benilde Nhalivilo surge numa altura em que está a ser posta em causa a candidatura do actual presidente da CNE, Leopoldo da Costa, que afirma ter concorrido em representação e com o "aval" da Organização Nacional dos Professores, apesar de esta agremiação ter vindo a terreiro distanciar-se da mesma.
Fonte: @VERDADE – 29.04.2013

RENAMO EXIGE MAIS DINHEIRO COMO CONDIÇÃO PARA SE MANTER COMO PARTIDO

Por Gustavo Mavie

Maputo, 28 Abril (AIM) – A liderança da Renamo acaba de confirmar, de forma tácita, que exige mais dinheiro do governo, para além dos três milhões de meticais (cerca de 100 mil dólares ao câmbio corrente) que, segundo o seu antigo secretário-geral, vem recebendo e que em 1992 se situava naquele montante e que agora pode ter sido incrementado no orçamento deste ano de 2013.

“Reitero que fui contactado pela ONP”

Leopoldo da Costa quebra o silêncio:

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo da Costa, não diz se vai retirar ou não a sua candidatura para mais um mandato neste órgão, apesar da polémica que envolve o processo que suporta a proposta submetida pela Organização Nacional de Professores (ONP).
O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo da Costa, não diz se vai retirar ou não a sua candidatura a mais um mandato neste órgão, apesar da polémica que envolve o processo que suporta a suposta proposta submetida pela Organização Nacional de Professores (ONP).

domingo, abril 28, 2013

As manifestações e o desespero de um governo

A manifestação popular é um direito constitucional cada vez mais em voga num mundo que se quer cada vez mais civilizado e mais aberto ao diálogo e concórdia entre as partes que, nalgum momento, apresentaram pontos dissonantes. É uma exigência cada vez mais actual e necessária, mas que, cá entre nós, está a tornar-se cada vez mais distante. Exemplos que atestam que o país está a trilhar caminhos contrários à cultura e promoção do diálogo são vários e a esmagadora maioria (dos diferendos) opõe os cidadãos/organizações ao Governo do Dia.

Há que combater o abandono da família às sextas-feiras

Por Dulce Glória Castro

Às sextas-feiras os homens têm sempre passado ao lado de uma mulher e quando regressam a casa, apresentam-se cansados, a cheirar outro tipo de perfume diferente do habitual. Para agravar a situação, apenas regressam na segunda-feira, depois do trabalho. Assim, a mulher fica preocupada sem saber o que teria acontecido porque uma primeira atitude do homem é desligar o telefone, por volta das 16.00 horas de sexta-feira, passando a usar um outro número. Por favor, homens mudem a maneira de ser.
Sendo pai, que educação é que pretende dar ao seu filho? E qual é o respeito que tem por eles? Para dizer que quando isso acontece, os lares se destroem, as crianças ficam abandonadas e é muita coisa que pára, sobretudo com o salário magro que auferimos pois nada sobra, muitas famílias sofrem com esta situação.
Àqueles homens que respeitam as suas esposas e os filhos estão de parabéns.
Àqueles que não honram seus compromissos traçados desde o namoro, faço votos para que mudem de atitude.
Desejo tudo de bom para todos os casais que se amam e se respeitam.

Fonte: Jornal Notícias - 29.04.202013

Ao Senhor Leopoldo Da Costa


Por Gaby Lomengo

Por vezes deparamo-nos com situações que não se enquadram na nossa forma de pensar ou que na verdade não as entendemos, desembocando na indignação. Por isso, Estou aqui mais uma vez para demonstrar essa tamanha Indignação para com o senhor Leopoldo Da Costa que sem vergonha na cara depositou a sua candidatura camuflada como um dos representantes da Sociedade Civil que apesar das suas conhecidas ligações com partido no poder, foi seleccionado na surpresa de todos entre os 29 candidatos iniciais. Como não ficar indignado com essa palhaçada?

Sociedade civil do centro de Moçambique defende paridade na Comissão de Eleições

Organizações da sociedade civil no centro de Moçambique defenderam quinta-feira a paridade na constituição da Comissão Nacional de Eleições (CNE), uma exigência da Renamo para participar do processo, mas que a Frelimo, no poder, não aceita. "A paridade na representação dos partidos políticos na CNE não é um problema, por isso não vejo a necessidade da recusa (da Frelimo). O debate que devia preocupar os partidos são as abstenções, os governos estão a ser eleitos com apenas 30% do eleitorado" disse à Lusa Martinho Marcos, politólogo.

Governo privilegia empresa da Frelimo

O governo está envolvido numa nova confusão na cobiçada área dos grandes projectos, depois de ter decidido atribuir, sem concurso público, o contrato para o projecto de desenvolvimento do futuro Corredor de Macuze, na província da Zambézia, a um consórcio indo-moçambicano que inclui a principal holding da Frelimo, a SPI. Ler mais

Comissão ad hoc diz que não se responsabiliza pelas divergências na ONP

Escrito por Argulado Nhampossa

Apesar de confirmada a falsidade do processo de candidatura de João Leopoldo da Costa a membro da CNE (Comissão Nacional de Eleições), o presidente da comissão ad-hoc da AR (Assembleia da República), Carlos Moreira Vasco, diz que a instituição não se responsabiliza pelas “divergências internas” no seio da ONP e já remeteu a lista dos candidatos a CNE à presidente da AR que deverá agendar a sua votação em sessão plenária.
 
A presidente da ONP (Organização Nacional dos Professores), Beatriz Helena Muhoro, veio a público exigir a retirada da candidatura de João Leopoldo da Costa a membro da CNE, com suporte da sua organização.

A paridade nos órgãos eleitorais


Por: Gabinete de Estudos da Renamo
O artigo 73 da Constituição da República de Moçambique (CRM), cuja epigrafe é “SUFRÁGIO UNIVERSAL”, determina que o povo moçambicano exerce o poder político através do sufrágio universal, directo, igual, secreto e periódico para a escolha dos seus representantes, ... ... ...
O termo igualdade que consta do texto supra tem de ser concretizado no âmbito das eleições, de tal modo que à partida, todos os actores políticos disponham das mesmas condições.

Cecile Kyenge é a primeira mulher negra a integrar governo italiano

Entre os novos membros do governo formado este sábado pelo moderado Enrico Letta, destaca-se a titular do novo ministério da Integração e primeira mulher negra a alcançar o posto de ministra na História da Itália, Cecile Kyenge.

"É um passo decisivo para mudar a Itália concretamente", disse esta oculista de 49 anos, de origem congolesa, que chegou à Itália em 1983.

A sua prioridade, o direito à nacionalidade italiana por nascimento. "Provavelmente vou encontrar resistência, temos que trabalhar muito para chegar a isto", admitiu. A cidadania italiana determina-se por filiação (direito de sangue). "Uma criança, filha de imigrantes, que nasceu e cresceu aqui, deve ser cidadã italiana", afirmou.

sábado, abril 27, 2013

Angola proíbe operação de igrejas evangélicas do Brasil

O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país.
Segundo o governo, elas praticam "propaganda enganosa" e "se aproveitam das fragilidades do povo angolano", além de não terem reconhecimento do Estado.
"O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa", disse à Folha Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido, que está no poder desde a independência de Angola, em 1975.

Negociações entre Governo de Moçambique e Renamo a 02 de maio em Maputo

O Governo moçambicano e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido da oposição, agendaram para 02 de maio, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o debate à crise político-militar no país, foi hoje anunciado em Maputo.
As negociações, inicialmente marcadas para segunda-feira passada, foram canceladas após a contraparte, a Renamo, ter contestado o local indicado pelo Governo, que alega a "neutralidade" do local e não o Ministério da Agricultura, pelouro sob responsabilidade de José Pacheco, chefe da delegação governamental às discussões.

Afonso Dhlakama movimenta-se das matas da Gorongosa a cidade da Beira

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, movimentou-se nesta quinta-feira das matas da Gorongosa a cidade da Beira, em Sofala.
É a primeira movimentação do líder desde que fixou residência nas matas da Gorongosa em Setembro do ano passado e a seguir aos recentes ataques em Muxúnguè protagonizados pelos seus homens armados.

sexta-feira, abril 26, 2013

UniLúrio projecta construir escola secundária no Niassa

A Universidade Lúrio (UniLúrio) projecta construir uma escola secundária especial para os estudantes da 11ª e 12ª classes, na província do Niassa, cujo objectivo principal será prepará-los para o ensino superior, segundo avançou na passada quarta-feira o respectivo Reitor, Jorge Ferrão, o qual justificou que tal iniciativa surge do facto de até hoje o número de estudantes daquela província que entram no ensino superior público situar-se em cerca de quatro por cento do total dos estudantes do país, devido fundamentalmente à sua preparação deficiente.

UGANDA / GOVERNO PRETENDE BANIR USO DE MINI SAIAS NA VIA PÚBLICA

As mulheres que saírem a rua em Uganda vestindo mini-saias poderão ser condenadas a prisão ou sofrer multas pesadas, de acordo com uma nova proposta de lei anti-pornografia submetida pelo governo daquele país ao parlamento. 

A legislação, a ser apreciada pelo parlamento, também prevê o banimento de dramas e filmes com conteúdos considerados pornográficos. Essa medida inclui o banimento de cantoras como Beyoncé e Madonna da televisão local, por se considerar os seus vídeos musicais como sendo “muito sensuais”.

A proposta de lei anti-pornografia estipula que as infractoras desta medida sejam penalizadas com multas até 10 milhões de shillings ugandeses (cerca de 3.800 dólares americanos) ou condenadas a prisão até 10 anos ou por ambas medidas.

Tribunal ordena soltura de membros do MDM

 Detidos durante manifestações pacíficas em Vilanculos

O Tribunal Judicial do Distrito de Vilanculos, na província de Inhambane, mandou, na última segunda-feira, restituir à liberdade os dois jovens do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que haviam sido presos pela Polícia da República de Moçambique (PRM), naquele ponto do País, no passado dia 18 de Abril corrente, na sequência das manifestações de repúdio contra a actuação brutal da Força de Intervenção Rápida (FIR), nos processos eleitorais.
Os dois jovens eram acusados, pela Polícia em Vilanculos, de aderência à manifestação ilegal e, consequentemente, de tentativas de perturbação da ordem pública, segundo deu a conhecer ao Canalmoz o delegado político provincial do MDM em Inhambane, Adelino Marrengula, alegações essas que não convenceram o juiz para mantê-los em cárcere, mandando-os, por isso, em liberdade.
Os membros do MDM, no distrito de Vilanculos, saíram à rua no passado dia 18 de Abril, não somente para protestar contra a actuação da Polícia, mas, também, para homenagear os mais de trinta (30) jovens do partido, presos pela Polícia no mesmo dia do ano passado, acusados de envolvimento em ilícitos eleitorais, aquando das eleições intercalares no município da cidade de Inhambane, suscitadas pela morte do então edil, Lourenço da Silva Macul. Ler mais

Parlamento vai pronunciar sobre candidatura de Leopoldo da Costa à CNE

A comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade deverá pronunciar-se sobre os alegados vícios contidos na candidatura da Organização Nacional de Professores (ONP), que suporta a concorrência do actual presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), João Leopoldo da Costa, a membro deste órgão.

O facto é reportado pelo jornal Notícias, citando o presidente da Comissão “Ad-hoc” da Assembleia da República para a seleccção de candidatos ao órgão eleitoral, Moreira Vasco. Segundo ele, o grupo de especialidade já concluiu o trabalho de selecção dos 16 candidatos a membros da CNE oriundos de organizações da sociedade civil.

quinta-feira, abril 25, 2013

Governo e Renamo voltam à conversa segunda-feira

O Governo propôs o Ministério da Agricultura para as negociações com a “perdiz”, mas esta recusou o local.
É já esta segunda-feira que retomam as negociações entre o Governo e a Renamo à volta da tensão política que se instalou no país, agudizada pelos recentes confrontos de Muxúnguè.

Candidatura de Leopoldo da Costa à CNE supostamente suportada pela ONP

Ilegalidade confirmada!
- Apesar de a Assembleia da República continuar muda, a ONP reitera a exigência da retirada da candidatura do actual presidente do órgão responsável pela gestão eleitoral
Está confirmado.

Dúvidas mais não existem sobre a existência de ilegalidade ou não no suporte institucional da (re) candidatura de Leopoldo da Costa a membro da CNE (Comissão Nacional de Eleições) e, quiçá, a mais um mandato como presidente do órgão. É uma ilegalidade com alto pendor criminal, visto que todas as informações que nos têm chegado, atestam que as pessoas que orquestraram o processo da (re)candidatura de Leopoldo da Costa forjaram documentos, inventaram assinaturas, usaram ilegalmente o nome da instituição (sem autorização dos seus superiores), contornaram deliberadamente os órgãos superiores da ONP. Tudo isto aconteceu com conhecimento e aceitação do candidato João Leopoldo da Costa e protecção de políticos ligados ao partido no poder, assim como de deputados da Assembleia da República.

Contra as mentiras da Luísa Consula que usou o nome da Igreja para fins ilícitos

Católicos prometem medidas duras
O assunto da Luísa Consula que foi empossada como Vogal da Comissão Provincial de Eleições alegando ter vindo da Igreja Católica continua na ordem do dia.
Depois dos Católicos negarem categoricamente o suporte da candidatura daquela senhora nos órgãos eleitorais, eis que medidas duras estão por vir.
Numa entrevista concedida em exclusivo ao “Diário da Zambézia”pelo Padre MenesesCarlos Barroso, Pároco da Sagrada Família e também Vigário Geral da Diocese de Quelimane, ficamos a saber que a igreja católica não vai tolerar esta atitude perpetrada pela Luísa Consula, dai que segundo ainda o Padre Meneses, nos próximos dias, medidas duras serão tomadas contra esta cidadã que usou o nome da Igreja para fins ilícitos.

TEMOS QUE DIZER BASTA!!!!

POR: AMADE CAMAL “IN” CANAL DE MOÇAMBIQUE, ED. 197

ESTE GOVERNO DA FRELIMO QUE AJUDEI A ELEGER TORNOU-SE CANIBAL, COMENDO OS SEUS PROPRIOS FILHOS...

Quando os governos limitam as liberdades fundamentais dos cidadãos, dão um sinal de descontrolo e desespero, como foi o caso do regime colonial português e, só para citar os últimos de 2012, as ditaduras do Iraque, Tunísia, Egipto, Yemen.

Todos os regimes ditatoriais tiveram as segundas repúblicas ou segundas revoluções desde a Europa, USA, América do Sul, Euro-Ásia, África, e Médio Oriente.

Leopoldo da Costa proposto por secretariado dissolvido pela ONP

Membros da ONP denunciam falsificação de assinaturas.
Os mesmos dizem não ter participado em nenhuma reunião e não ter sequer subscrito qualquer documento que visasse candidatar Leopoldo da Costa à CNE.
A verdade sobre a polémica recandidatura de Leopoldo da Costa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) começa a vir à tona.
Afinal, o secretariado nacional executivo da Organização Nacional dos Professores (ONP) que assina o suporte da candidatura de Leopoldo da Costa foi dissolvido a 26 de Março último, uma semana antes da realização da suposta reunião que propôs o actual presidente da CNE como candidato.

quarta-feira, abril 24, 2013

“Estamos sentados num barril de pólvora que a qualquer momento pode explodir”

O negociador-chefe do Acordo Geral de Paz por parte da Renamo, Raul Domingos, diz haver condições suficientes para a eclosão de uma guerra no país, dado que existe um grande exército de moçambicanos descontentes...
... Em alguns sectores, entende-se que a Renamo podia ter obtido mais ganhos com o acordo de Roma, sobretudo no campo económico. Partilha desta opinião?
Eu creio que sim, e penso que esta possibilidade continua em aberto. Nós não nos detivemos a discutir assuntos económicos em Roma e é importante dizer que o acordo que conseguimos foi o melhor que podíamos conseguir naquela época, tendo em conta a pressão que havia. Na mesma altura que negociávamos, em Roma, o acordo de paz para Moçambique, os angolanos negociavam em Portugal o acordo para Angola, que foi alcançado em seis meses de negociação, sob pretexto de que o importante era o cessar-fogo e que as outras questões seriam discutidas no país e em paz. O resultado é aquele que assistimos em Angola, meses depois voltaram à guerra. Em Moçambique, nós levámos mais tempo, procurámos aprofundar as questões políticas e militares com algum detalhe. Mas, infelizmente, os nossos irmãos tomaram o acordo geral de paz como o cessar das hostilidades e um trampolim para o retorno ao monopartidarismo, tentando relaxar e depois voltar ao ataque relativamente àquilo que é o Estado autoritário, através de várias manobras. Temos estado a assistir a situações semelhantes que perigam a paz, que são as escaramuças em Muxúnguè, os incidentes de Nampula, Gondola, tudo como consequência de uma gestão pouco apropriada da paz. Ler mais

terça-feira, abril 23, 2013

“Estamos sentados num barril de pólvora que a qualquer momento pode explodir”

Raul Domingos, em Grande Entrevista.


O negociador-chefe do Acordo Geral de Paz por parte da Renamo, Raul Domingos, diz haver condições suficientes para a eclosão de uma guerra no país, dado que existe um grande exército de moçambicanos descontentes.
Onde é que está o PDD?
O PDD está em todo o território nacional. Tem sedes em todas as províncias e uma implantação territorial considerável, praticamente com representações em todos os distritos do país.
Quais as principais dificuldades que os partidos extra-parlamentares enfrentam para se afirmarem no contexto político nacional?

Leopoldo da Costa é mesmo candidato dos professores à CNE

São já conhecidas as dezasseis personalidades que vão concorrer para os três lugares reservados à sociedade civil na Comissão Nacional de Eleições (CNE). O facto foi dado a conhecer ao jornal Notícias pelo presidente da Comissão “Ad-hoc” da Assembleia da República (AR), Moreira Vasco, cujo grupo está encarregue de liderar tal processo.
A fonte daquele matutino, não quis avançar o nome dos abrangidos por alegadamente o processo de apuramento não ter sido concluído, explicando  que os 16 ora apurados ainda vão ser ratificados pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade da AR, antes de a lista ser submetida ao plenário do órgão legislativo. 

Católicos não reconhecem esta cidadã como sua proponente


Depois de ter dito que entrou nos órgãos eleitorais em nome da igreja
 Mais uma camuflada da FRELIMO descoberta como mentirosa e pecadora diante de Deus
Quase todos seguimentos tem vindo a dar razão ao líder da Renamo, Afonso Dlhakama quando afirma que não há sociedade civil neste país e os que dizem que são, são uma ramificação do partido no poder.
Na Zambézia, as coisas tem vindo a ser piores, sobretudo neste processo de constituição dos órgãos eleitorais.
Se na semana passada renunciaram dois membros camuflados como sendo da Sociedade Civil mas que na verdade são membros da Frelimo, agora entrou mais uma senhora nos órgãos eleitorais.
Trata-se de Luísa Consula, que tomou posse na última sextafeira, como sendo membro da Sociedade Civil, mas desta vez, vindo da igreja Católica, Paróquia da Sagrada Família.
O assunto não é pequeno, porque Luísa Consula é esposa de um administrador distrital reformado, dai que não haja duvidas que a senhora seja membro da Frelimo.

Mocambique está sob tensão à espera de diálogo político

Em Moçambique, a negociação entre a RENAMO, o maior partido da oposição, e o Governo da FRELIMO foi adiada para o dia 29 de abril. O jornalista moçambicano Fernando Lima diz que o adiamento é estratégico.
Moçambique aguarda um desfecho pacífico para a tensão política que se vive no país. No início do mês, confrontos entre membros da RENAMO e a polícia em Muxungué (centro) resultaram em quatro mortos e mais de dez feridos. Ler mais e escutar (DW)

MDM diz que a sociedade civil em Moçambique trabalha a reboque da Frelimo

O porta-voz do Gabinete Central das Eleições do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), José de Sousa, diz que a sociedade civil, em Moçambique, é constituída por pessoas, na sua maioria, ligadas ao partido Frelimo, e que estes trabalham a reboque deste.

Chefes de quarteirões em Namiepe forçam jovens a filiarem-se à Frelimo

Alguns chefes de quarteirões da Unidade Comunial de Namiepe, no bairro Namicopo, arredores da cidade de Nampula, organizados em comissões de trabalho, encontram-se a realizar uma campanha de inscrição "obrigatória" de jovens com o intuito de passarem a fazer parte do partido Frelimo.

Diálogos ou negociações de natureza dúbia confirmando estratégias belicistas?

Por Noé Nhantumbo

Jogos de última hora, manobras dilatórias ou a diplomacia da força camuflada
O ambiente está ao rubro e de consequências desconhecidas. Os que julgam que dominam os dossiers em causa podem estar a fazer leituras desfasadas da realidade actual. Quem conta com o desgaste do outro, com a fraqueza do outro, com a sua própria supremacia militar e policial pode estar equivocado. Quem conta com a cooperação e assistência militar dos vizinhos e com alguma concertação diplomática visando isolar o adversário político de hoje, pode estar a elaborar em pressupostos não tão firmes como se pode entender ou parecer.
Moçambique é uma realidade política e económica complexa em que vários actores se fazem presente simultaneamente. A simples ausência física de uns não quer dizer ou significa a sua inexistência no contexto nacional.
Aquela realidade que mostra um governo possuidor de dispositivos militares e policiais de nomeada, com a capacidade de dissuadir ou confrontar-se com êxito com supostos adversários militares, provenientes da ex-guerrilha comandada pela Renamo e uma assumpção que merece uma análise cuidadosa, tendo em conta a real dimensão e capacidade das forças governamentais. Ler mais

Frelimo tem dever de dar exemplo

Devido a sua estatura naturalmente conferida pelo curso histórico do partido que conduziu a luta armada de libertação nacional e governa o país desde da proclamação da Independência Nacional e em vários contextos... A Frelimo tem responsabilidades até de sobra e como dever de dar exemplo a outros partidos políticos moçambicanos que podemos ainda considerar emergentes.

segunda-feira, abril 22, 2013

Observatório Eleitoral denuncia falta de transparência no processo

Na selecção de membros das comissões provinciais de Eleições.

A indignação é subscrita pelos Conselho Cristão de Moçambique (CCM); Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO); Igreja Católica; Liga dos Direitos Humanos; Associação Moçambicana para o Desenvolvimento e Democracia (AMODE); Fórum para a Educação Cívica (FECIV);  Organização de Resolução de Conflitos (OREC);  Centro de Estudos de Democracia e Desenvolvimento, entre outras.
Algumas organizações filiadas no Observatório Eleitoral dizem-se agastadas com a forma como decorreu o processo de selecção de personalidades da sociedade civil para candidatos a membros das Comissões Provinciais de Eleições.

ONP diz que não apoia Leopoldo da Costa

A ONP exige a reposição da verdade.

A Organização Nacional de Professores, ONP, distancia-se da candidatura de João Leopoldo da Costa à membro da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Num comunicado enviado à Assembleia da República, esta organização diz que em nenhum momento caucionou a recandidatura de Leopoldo da Costa para aquele órgão de gestão eleitoral. Portanto, a ONP exige a reposição da verdade distanciando esta organização da candidatura de Leopoldo da Costa.

Fonte: O País online - 22.04.2013

Detido líder dos oleiros que paralisaram a Vale

A Polícia da República de Moçambique deteve o líder dos oleiros de Moatize, Refo Agostinho, de 43 anos.

Na altura da sua detenção, a polícia não terá apresentado nenhum mandado de busca e captura, emitido pela procuradoria ou tribunal. Segundos os oleiros, esta detenção é uma forma de intimidá-los para não continuarem a exigir uma justa indemnização da mineradora Vale.

A bancada da Renamo tinha razão!

Por Matias Guente

Maputo (Canalmoz) – Ao recusar-se a fazer parte de qualquer processo que visasse a organização dos próximos pleitos eleitorais, a Renamo não poderia ser mais inteligente e coerente! O vilipêndio a que a Renamo foi vítima após ter tomado tão lúcida decisão é, digamos, uma espécie de manifestação inequívoca de que o embuste eleitoral que a Frelimo desenhou foi quase que perfeito e pegou os tais vilipendiadores em estado avançado de cegueira política. A Renamo descobriu, por força da experiência, que com a Frelimo tudo é às “trafulhices”. Ora vejamos: A nível das Comissões Provinciais de Eleições, a Frelimo, tal como noticiámos neste jornal, abocanhou tudo e montou seus lacaios todos disfarçados em sociedade civil, e que por razão da norma acabaram eleitos presidentes destas mesmas Comissões Provinciais.

Os Jovens do MDM manifestando em Lichinga

A marcha da liga da juv do MDM alusiva ao 1o aniversário dos presos politicos.


Fonte: aqui

Fascismo


A TALHE DE FOICE
Por Machado da Graça
Creio que a maior parte da população do nosso país já não viveu debaixo do regime fascista português. Ou era criança, quando ele terminou, poucas ou nenhumas recordações tendo desse período sombrio.
Pelo contrário, os “jovens” da minha idade recordam-se, sem dúvida, de como aquilo era e de como funcionava a máquina de repressão fascista.

domingo, abril 21, 2013

Ninguém podia tolerar aquela arrogância do primeiro-ministro, Alberto Vaquina

Por: Alfredo Manhiça*
Na sua primeira visita oficial de Estado a um país estrangeiro, o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, esteve na Itália, na semana passada. No país europeu com cooperação profunda com Moçambique, Vaquina visitou diversas instituições do Estado italiano e privados bem como foi recebido pelo Papa Francisco Primeiro, mas foi na reunião com a comunidade moçambicana naquele país que o primeiro-ministro deixou uma imagem de “ditadura e arrogância”, segundo descreve um Professor Doutor moçambicano que trabalha e reside em Roma, em texto enviado ao Canal de Moçambique. O texto do Professor Alfredo Manhiça revela com detalhe como Vaquina tratou a comunidade moçambicana residente na Itália e acusa o primeiro-ministro de arrogância e falta de respeito para com os moçambicanos no seu todo.
Eis o texto na íntegra.
O “guebuzismo” que ameaça a estabilidade política em Moçambique chegou até a cidade de Roma, e a comunidade moçambicana residente na Itália manifestou expressamente que não estava disposta a tolerar tamanhas arrogância e presunção.

Renamo diz que encontros com Governo para diluir tensão sem resultados concretos

Maputo - A Renamo, principal partido da oposição moçambicana, disse hoje (quinta-feira)  que os encontros com o Governo para o desanuviamento da tensão no país não produziram "resultados concretos", acusando o executivo de apostar numa opção que levará ao "suicídio militar".

A Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) e os ministérios da Defesa e do Interior mantiveram na semana passada encontros, visando impedir que o país deslizasse para um conflito generalizado, após confrontos entre antigos guerrilheiros da Renamo e a polícia e outras situações de violência, no centro do país, terem provocado oito mortos e vários feridos e detidos.

sábado, abril 20, 2013

NAMANHUMBIR, CABO DELGADO - O travão que demorou a chegar!

Por Pedro Nacuo
Nesta rua ainda se encontram ilegais
Nesta rua ainda se encontram ilegais
Está a custar, no seio de pequenos agentes económicos e todos aqueles que se estavam a habituar a ganhar dinheiro por meios menos trabalhosos e sobretudo a maioria dos que haviam ido a Montepuez porque o dinheiro “era mato”, mas hoje convencem-se que, na verdade, a vida não é assim, tão fácil. Tudo isso, depois de um travão que demorou a chegar!


A riqueza que parecia andar de mão em mão está a voltar a seguir os cordelinhos do sistema fiduciário existente no país, onde o Estado aparece como o primeiro beneficiário, graças a medidas de segurança que a empresa que explora a mina de Namanhumbir impôs, que a pouco e pouco vão fechando as brechas por onde passavam as pedras preciosas que depois iam inundar todo o mundo com a fama de terem vindo de Montepuez, em Moçambique.
O nosso Jornal esteve recentemente em Montepuez, onde encontrou certa animosidade da parte de todos os que se enriqueciam pela acção arrojada dos fora-da-lei.

João Leopoldo não é da Sociedade Civil

O carnaval para os lugares da Sociedade Civil na futura Comissão Nacional de Eleições (CNE) continua. O actual presidente João Leopoldo da Costa que se candidatou à sua própria sucessão, proposto pela Sociedade Civil, e apesar das suas conhecidas ligações com partido Frelimo, foi selecionado entre os 29 candidatos iniciais para a shortlist de 16 candidatos de onde serão eleitos os três membros da CNE provenientes sociedade civil moçambicana.

Pateguana, para os mais próximos, nos círculos familiares sobretudo, é medico de profissão. Simultaneamente, exerce a função de reitor do Instituto Superior de Ciências Técnicas de Moçambique (ISCTEM), facto que se configura anti-ético a vários níveis.

Efectivamente, a lei, naquela altura, especificava que nenhum membro da CNE poderia ter outro emprego e salário estranhos ao órgão. Leopoldo manteve, até hoje, o seu posto de trabalho académico e disse que outros membros da CNE também poderiam desempenhar outras funções remuneradas – em total violação da lei.

Lei 7 de 2001 sobre manifestações

,Lei n."712001:
Altera os artigos 3, 4, 7, 8, 16 e 17 da Ler n • 9/91, de 18de Julho ver aqui

Reunião e manifestação: conheça os seus direitos

Por Rui Lamarque

O discurso oficial desqualifica a mais pacífica manifestação de protesto, apresentando-a como um expediente que não resolve os problemas do país. O coro oficial assume, muitas vezes, formas de violência física quando em nome de uma pretensa reposição da ordem e tranquilidade públicas a FIR é mobilizada a descarregar balas de borracha – mais recentemente –, gás lacrimogéneo e jactos de água sobre cidadãos indefesos e desarmados que protestam contra as mais variadas injustiças. No fundo, a retórica securitária visa camuflar em delito colectivo um direito constitucional, cujo usufruto não carece da homologação política ou administrativa dos burocratas do regime. Um aviso a quem de direito e a necessária cautela para se evitar que os direitos de terceiros não sejam prejudicados são expedientes suficientes para uma manifestação de sucesso. As causas, essas, não parecem faltar num país onde a cada dia que passa vai nascendo mais um grupo de protestantes de direitos coarctados pelo Estado. Ler mais

"Não sou contrabandista" - Ministro José Pacheco

O ministro moçambicano da Agricultura, José Pacheco, desmentiu, hoje, na Assembleia da Republica (AR), informações postas a circular por alguns órgãos de comunicação social em Maputo, dando conta do seu envolvimento no negócio de exploração florestal e contrabando de madeira.

Falando na sessão de perguntas ao Governo, terminada hoje em Maputo, Pacheco disse que as notícias que circulam sobre o seu relacionamento com operadores de madeira chineses são uma “pura e grosseira mentira” porque ele nunca teve, não tem e nem tenciona fazer negócio de exploração florestal.

“Se eu tiver necessidades de madeira compro nos estabelecimentos existentes, por isso distancio-me de todo o tipo de intrigas propaladas sobre o meu envolvimento nesse tipo de negócio, disse Pacheco, manifestando a sua disposição para qualquer tipo de investigação para esclarecer o caso.

Desta forma, Pacheco respondia a pergunta da Renamo sobre “qual e o posicionamento do Governo com relação ao envolvimento do cidadão José Pacheco no negócio ilegal de madeira enquanto membro do Executivo ainda em exercício”.

Sobre esta matéria, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, que chefiou a delegação do Governo presente nesta sessão, disse que Moçambique é um Estado de Direito Democrático, baseado no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais do Homem, o que significa que a sua actuação baseia-se no respeito de todos os direitos consagrados na Constituição.

“Todo o cidadão tem direito a honra, ao bom nome, a reputação, a defesa da sua imagem pública e a reserva da sua vida privada. Esta norma aplica-se a todos os cidadãos sem excepção. Não podem afirmar tal como o fizeram, que um membro do Governo ou qualquer outro cidadão está envolvido em actos ilícitos sem apresentarem qualquer prova valida”, disse Vaquina.

A Constituição da República, segundo Vaquina, consagra que todo o cidadão, sem excepção, goza do direito a presunção de inocência, o que significa que enquanto não houver um processo judicial com provas que culminem com sentença condenatória transitada em julgado, proferido por um órgão competente o cidadão é inocente.

“Estas normas foram aprovadas por esta Magna Casa. Surpreende-nos que algumas das pessoas que aprovaram a Constituição vigente estejam a violá-la de forma tão elementar”, disse Vaquina.

Segundo explicou, o mesmo se pode dizer relativamente ao Governo de Moçambique, que a luz da Constituição da República não pode tomar posicionamentos em ralação a uma declaração feita por um cidadão ou pelos órgãos de comunicação social sem qualquer prova material, sob risco de agir contra a lei.

“De qualquer modo e sobre este assunto, gostaríamos de afirmar que em Moçambique todas as questões são tratadas nos termos da lei e pelos órgão competentes”, destacou o Primeiro-Ministro.

Fonte: (RM/AIM) - 19.04.2013

sexta-feira, abril 19, 2013

PRM reprime manifestação pacífica do MDM

Na cidade de Maputo.

Uma marcha de repúdio à má actuação da polícia acabou em confrontos entre agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e militantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade de Maputo.

Alguns agentes da polícia impediram o início de uma manifestação do MDM contra a má actuação da PRM nos pleitos eleitorais, em especial nas eleições intercalares de Inhambane.

Famílias Atingidas Forçam Diálogo com a Vale e prometem endurecer a Luta

A Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais – ADECRU manifesta grande preocupação e cepticismo em relação ao anunciado “processo de negociação” entre representantes da Vale e das 1365 famílias atingidas e reassentas na região de Cateme e Unidade 6 do Bairro 25 de Setembro, marcado para o final do dia de hoje, 19 de Abril de 2013, nos escritórios da Vale em Moatize mas que a última hora foi alterado para o Governo Distrital de Moatize. As famílias que estarão no diálogo são provenientes de Cateme, bairro 4 – Nthibu, bairro 25 de Setembro e Capanga na Zona de Matchikitchiki. Ler mais

Ministro da Agricultura de Moçambique desmente envolvimento no tráfico de madeira

O ministro da Agricultura de Moçambique, José Pacheco, desmentiu hoje o seu alegado envolvimento no tráfico de madeira com operadores florestais chineses, colocando-se à disposição de qualquer investigação para se apurar a verdade sobre o caso.

"As notícias que circulam à volta de qualquer relacionamento com algum operador florestal no nosso país são mentiras, porque eu não tenho nenhum negócio. Disponho-me à investigação que for recomendada para este efeito", disse José Pacheco.

Filho de ex-Presidente senegalês detido por enriquecimento ilícito

O ex-ministro de Estado, Karim Wade, filho do antigo Presidente senegalês Abdoulaye Wade (2002-2012), foi inculpado e detido, Quarta-feira (17), com sete outras pessoas, pela Comissão de Instrução do Tribunal de Repressão do Enriquecimento Ilícito (CREI), soube a PANA de fonte judicial.

Governo ignora deputados e...nem fala sobre contrabando de madeira

Suposto envolvimento de José Pacheco no “esquema”.

Os deputados da Renamo e do MDM consideram que o Governo ainda não respondeu às suas preocupações e instam os ministros a apresentarem factos que retratam a realidade do país.

O Governo está, desde ontem, na Assembleia da República (AR) a responder a 15 perguntas colocadas pelas bancadas parlamentares da Frelimo, Renamo e MDM.

quinta-feira, abril 18, 2013

Eles têm medo de nós

@Verdade EDITORIAL

Somos incapazes de fiscalizar os nossos recursos naturais e de proteger, devidamente, as nossas fronteiras. O saque aos nossos recursos e fauna bravia não nos deixa mentir. No entanto, a Força de Intervenção Rápida anda fortemente armada o que é, no mínimo, estranho para um país em paz. Ou seja, vivemos amordaçados por um Governo que, pelos gastos em material bélico, está voltado para a repressão aos seus cidadãos e não para proteger as suas/nossas fronteiras. O que prova, sem grandes dificuldades, que o Executivo teme os cidadãos que dirige.

UNIÃO EUROPEIA APELA INCLUSÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS DA OPOSIÇÃO

Para próximas eleições em Moçambique

Frederique de Man, que lidera uma delegação de 11 embaixadores da União Europeia que desde terça-feira, encontra-se na província de Nampula,defendeu a necessidade do envolvimento de todos os partidos da oposição nos próximos pleitos eleitorais em Moçambique, como forma destes se assumirem, efectivamente, como processos democráticos e transparentes.

Governo e Renamo retomam diálogo 2ª Feira

O governo moçambicano e a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, deverão regressar a mesa das negociações na segunda-feira, em Maputo, revela um comunicado de imprensa do Gabinete de Informação (GABINFO), citado na noite desta quinta-feira pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

“Na sequência de uma carta endereçada ao Presidente da República, Armando Guebuza, pelo líder da Renamo, Afonso Macacho Marceta Dhlakama, datada 13 de Abril de 2013 e intitulada “Necessidade de negociação urgente entre o Governo de Moçambique e a Renamo, o governo constituiu uma delegação chefiada por José António Condugua Pacheco, Ministro da Agricultura, que no dia 22 de Abril corrente, pelas 09.00 horas deverá receber a contraparte indicada pela Renamo, no complexo Indy Village, em Maputo, capital da República de Moçambique”, lê-se no comunicado.

A delegação do governo integra ainda, vice-Ministro da Função Pública, Abdurremane Lino de Almeida, o seu homólogo das pescas, Gabriel Serafim Muthisse, entre outros quadros. O governo reitera na nota que sempre esteve disponível ao diálogo.

Fonte: Rádio Moçambique - 18.04.2013

LDH diz que Lei Eleitoral do País nunca foi transparente em relação à composição da CNE

A Liga dos Direitos Humanos (LDH) pronunciou-se esta terça-feira em Maputo sobre a Lei Eleitoral que está a ser recusada pela Renamo, e pela voz da presidente da organização, Maria Alice Mabota, disse que a lei eleitoral em Moçambique “nunca foi transparente em relação à composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE)”.
Maria Alice Mabota falava numa conferência de Imprensa que a LDH convocou para manifestar “profunda preocupação e inquietação com a situação política do País”.
Alice Mabota repudiou que “moçambicanos estejam a ser confrontados com ameaças de guerra em vésperas de mais um ciclo eleitoral”.

Culpa do parlamento e da comunidade internacional

“As eleições não interessam a ninguém aqui em Moçambique, porque estamos numa situação igual a do Zimbabwe de Robert Mugabe, de não querer-se abandonar o poder”, disse a jurista activista dos direitos humanos, responsabilizando a Assembleia da República, órgão que aprova as leis e no caso concreto a Lei Eleitoral, usando a ditadura de voto, pelo actual clima político-militar no País.
 “O problema está com a Assembleia da República que é usada por Guebuza para forjar as coisas”, disse Alice Mabota acrescentando que “também a comunidade internacional é cúmplice porque fecha os olhos onde não devia e abra os olhos onde não devia”. Ler mais

SG da Renamo e deputado Armindo Milaco detidos hoje

A Força de Intervenção Rápida (FIR) deteve na manhã desta quinta-feira na vila de Gorongosa, província de Sofala, o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo e o deputado e homem de confiança de Afonso Dhlakama, Armindo Milaco, ambos acusados de incitação à violência devido aos discursos belicistas proferidos nos últimos dias.
Este pode ser o entornar de caldo nas relações entre o Goveno e a Renamo e o futuro avinha-se agora muito difícil.
Segundo apurou o Canal de Moçambique com o chefe de Departamento de Administracao Interna e Poder Local, Jeremias Pondeca, para além de terem sido detidos, os dois quadros superiores da Renamo foram espancados pela FIR. Pondeca, não avançou as circunstâncias em que Manuel Bissopo e João Armindo Milaco foram detidos. Ler mais

PRM proíbe MDM de manifestar

O Movimento Democrático de Moçambique, MDM, havia marcado, para o dia 18 de Abril uma manifestação popular que consistiria uma marcha pelas avenidas da cidade de Maputo e uma comissão faria entrega de uma carta de repúdio ao Ministério do Interior devido ao recurso abusivo da força policial para reprimir a oposição e até para ganhar uma eleição, como foi o caso da eleição de intercalar de Inhambane, em Abril de 2012 e a tentativa falhada em Dezembro de 2011, na intercalar de Quelimane.

quarta-feira, abril 17, 2013

Beirenses devolvem mais de 7,5 milhões de meticais

Alocados no âmbito do alívio à pobreza.

O CMB acredita que o nível de devolução  do dinheiro é relativamente considerável e diz que tal se deve à formação dada aos mutuários.

O Conselho Municipal da Beira (CMB) recebeu, até ao momento, 7,5 milhões de meticais dos reembolsos dos 29 milhões de meticais do Fundo de Revisão e Alívio à Pobreza, que foi alocado pelo Governo Central a 535 beneficiários, desde 2011. Trata-se de um dinheiro que deverá ser entregue, brevemente, a outros beneficiários, de acordo com Maconde Joaquim, gestor do fundo em alusão no CMB.

ACTIVISTAS DE DIREITOS HUMANOS NA RDC CONDENADOS A 20 ANOS DE PRISAO

Um tribunal de República Democrática do Congo (RDC) condenou 12 activistas de direitos humanos a 20 anos de prisao cada acusados de planear uma marcha de protesto contra os altos preços da água e electricidade e ainda a má gestão da sua província.

O antro dos patetas!

Por Matias Guente

As recentes notícias sobre a composição da Comissão Nacional de Eleições e das Comissões Provinciais e de Cidade fazem-me recordar uma produção cinematográfica cómica cujo título cito de memória: “O antro dos patetas”. Tal como refere o título, o antro era habitado por seres manifestamente esquizofrénicos a quem recaía a justa denominação de patetas. O enredo resume-se no seguinte: Os patetas aceitam ser governados (não me recordo se por sufrágio ou imposição) por gente com propósitos estranhos aos seus desejos e aspirações. Os tais gerentes (assim eram denominados os governantes) descobriram que afinal os patetas eram tão patetas que mesmo mexendo com seus hábitos e regras não contestavam. O clímax do filme surge quando os gerentes começaram a exigir que os patetas (homens) produzissem com altos rendimentos em suas machambas enquanto isso deleitavam-se sexualmente com as esposas dos patetas e no final de contas exigiam que os patetas tivessem filhos com as suas esposas para incrementar ainda mais a mão-de-obra e, por inerência, a produção.

CEM RENOVA APELOS PARA DIALOGO PERMANENTE PCO

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) renovou o apelo às forças políticas, particularmente ao governo, à Frelimo e à Renamo, na pessoa dos respectivos dirigentes, para que restabeleçam o método de diálogo e reafirmem o compromisso assumido no Acordo Geral de Paz, assinado, em 1992, na cidade de Roma, capital da Itália.

No compromisso assumido aquando da assinatura do AGP ficou, segundo o CEM, estabelecido que cada um dos signatários não agiria de forma contrária ao que rezam os vários protocolos que puseram termo ao conflito armado de 16 anos no país.

Dom João Carlos, porta-voz da CEM, que falava em conferência de imprensa havida hoje em Maputo, para manifestar o sentimento da Igreja, afirmou que “não está dito que depois de 20 anos, este compromisso cessaria, compromisso que é, afinal de contas, norma universal para todos os povos que desejam viver em paz”.

Resposta a Elísio Macamo e José Macuiana

1. Sempre esperei que os subordinados e ex-subordinados de Armando Guebuza a quem querem ser imputados aos atropelos da sua governacão, reagissem. Mas infelizmente não o fazem.

2. Como será possível desculpar de tudo que acontece lá fora, quando a má actuacão dos pupilos de Guebuza é muito mais notável na altura que saem da Escola da Matola? Assim que terminaram (recentemente) a sessão do CC e a reunião com os presidentes dos municípios, quanta coisa perigosa estamos a assistir? Só para lembrar: Gôndola, Macia, Muxungwè, membros da Frelimo nas comissões provinciais de eleicões fazendo-se passar de membros da sociedade civil pela porta da ONP... Quanta coisa vamos assistir ainda nas províncias onde ele está em "presidência aberta", mas que na verdade é pré-campanha eleitoral? Não estará lá a cultivar a intolerância?

3. Quando nas reuniões da Matola se diz algo bom, nós cá fora ouvimos. Foi assim que soubemos do apelo de Raimundo Pachinuapa à tolerância política. Também já pudemos ouvir isso, numa reunião de quadros da Frelimo realiza da na Beira, na altura de Joaquim Chissano. Mas alguma vez ouvimos apelos feito por Armando Guebuza aos membros da Frelimo?

4. Elísio Macamo critica Armando Guebuza pelas suas presidências abertas muito caras. Isso fazem muitos mocambicanos. A vez que tentou reformulá-las, pelo menos para não usar helicopteros para zonas próximas de Maputo, foi quando os "vândalos" agiram na Matola e Maputo... Ora, se Guebuza considera as críticas e seus críticos, porque hoje ele vai fazer a mesmíssima coisa em Cabo Delgado e Nampula e assim sucessivamente?

5. Acho que a avaliacão de Guebuza com base nos resultados eleitorais, e, pior ainda, com base nos dos que foram votar, pode não nos dizer a realidade. Sugiro que o próprio processo eleitoral tem que ser analisado e avaliado. Portanto não acho que é pelo facto de Joaquim Chissano ter obtido um fraco resultado eleitoral em 1999 que ele deixa de ser melhor que Armando Guebuza.

6. Quanto às negociacões para a paz em Mocambique é o mérito de Jaoquim Chissano e não de Armando Guebuza porque este último foi delegado pelo primeiro. Acho que seria um erro julgarmos José Pacheco pelo insucesso ou fracasso das conversacões entre o governo da Frelimo e a Renamo.

7. Se há problemas de gestão na funcão pública, quem é o responsável disso? Afinal não é Armando Guebuza quem deu relevância o cartão partidário que a competência dos mocambicanos? O que é que os "camaradas" ministros, governadores, administradores, directores, etc, podem fazer se a vontade do presidente o chefe máximo do partido é essa de basear-se no cartão partidário na gestão da coisa pública?

Eleições 2013: há um silêncio cúmplice da Sociedade Civil na Zambézia


Já passam duas semanas após a tomada de posse dos órgãos eleitorais que compõem a Comissão Provincial de Eleições na Zambézia, num processo em que alguns sectores da Sociedade Civil na Zambézia, afirmam não ter sido transparente. A nova Comissão Provincial de Eleições no segundo maior círculo eleitoral de Moçambique é constituído maioritariamente pela membros indicados pela Organização Nacional dos Professores.

Guebuza é intransigente


“O Chefe do Estado moçambicano não é flexível, não é pelo diálogo..." A activista dos Direitos Humanos, Alice Mabota, acusa o presidente da República, Armando Guebuza, de ser intransigente e de não mostrar vontade de dialogar sobre assuntos que interessam e inquietam os moçambicanos.

A presidente da Liga dos Direitos Humanos, que falava hoje numa conferência de imprensa sobre a situação política do país, com destaque para a tensão e onda de violência em Muxúnguè, referiu que o silêncio de Armando Guebuza causa estranhesa e sugere cumplicidade no assunto.

Eleições 2013: dois "frelimistas" eleitos para Comissão de Eleições na Zambézia renunciaram


Dois dos cinco membros da Sociedade Civil, que tomaram posse, na passada Terça-feira (9), como membros da Comissão de Eleições na província da Zambézia renunciaram nesta Terça-feira (16), são eles Jone Dias e Constância Constâncio.
Até ao momento desconhecem-se as razões das renúncias contudo, as relações de ambos com o Partido Frelimo e a forma pouco clara como decorreu o processo de selecção dos candidatos e a eleição, tornadas públicas pelo jornal Diário da Zambézia, podem ter forçado as duas saídas.

Jone Dias, um professor de carreira, já foi candidato nas eleições internas do partido Frelimo, do qual é membro, para o cargo de Secretario do Comité da Cidade de Quelimane.
Já Constância Constâncio, também professora de profiasão, é esposa do deputado da Frelimo, Muibo e membro da Frelimo na Zambézia, pertencente a bancada daquele partido na Assembleia Municipal de Quelimane.

Fonte: @Verdade - 16.04.2013

Zimbabwe retoma a sua terra: Reforma agrária no Zimbabwe


Lançamento de um novo livro de
Joseph Hanlon, Teresa Smart e Jeanette Manjengwa


Zimbabwe retoma a sua terra: Reforma agrária no Zimbabwe

Quarta-feira dia 17 de Abril, 17.30
Associação Moçambicana de Fotografia Av. Julius Nyerere, 618, Maputo

Oradores: Professor Dr. João Mosca e Teresa Smart

A história da reforma agrária no Zimbabwe que não é aquela que se espera                


Quando 170,000 agricultores negros ocuparam 4,000 quintas de farmeiros brancos no Zimbabwe em 2000, o movimento provocou ondas de choque por todo o mundo. Passados dez anos, em Zimbabwe Takes Back Its Land, conclui-se que os novos agricultores estão a andar relativamente bem, melhorando as suas vidas e produzindo cada vez mais, em especial desde que o dólar dos EUA passou a ser a moeda corrente local. 
Mesmo sem pôr de lado as devastações provocadas pela governação de Mugabe e admitindo que membros das elites perto do Presidente beneficiaram das suas larguezas, o livro contraria as narrativas dominantes na imprensa sobre opressão e estagnação económica no Zimbabwe.  Hanlon, Manjengwa e Smart, demonstram como, apesar da violência política e duma inacreditável hiperinflação, os cidadãos comuns do Zimbabwe assumiram os seus destinos com espírito inovador e criatividade.

Este livro levanta questões de interesse para Moçambique. No Zimbabwe, pequenos agricultores com 5 a 20 hectares, estão a demonstrar que são mais produtivos que os agricultores das enormes propriedades mecanizadas que eles foram substituir. E empregam mais trabalhadores e fazem mais pela para reduzir a pobreza.  Moçambique tem dado a maior ênfase ao grande investimento estrangeiro em agricultura.  Pode a experiência do Zimbabwe sugerir que Moçambique deveria dar mais apoio aos agricultores comerciais de média dimensão?