sábado, agosto 29, 2026
UMA VÍTIMA CHAMADA Venâncio Mondlane
terça-feira, dezembro 31, 2024
Sobre o chartão-mor
Ainda bem que ele não me surpreende. Ainda bem que a esta geração ele não a engana. Não digo que na outra ele enganava. Lembro-me que era da blogsfera se faziam debates e ainda podem-se consultar. Mas é lamentável que continue a não ver a causa dos problemas do país e opte por atacar a vítima que a democracia liberal, o eleitorado e finalmente, se assim for, ao cidadão que se entrega para construir um estado de direito democrático. Não é que eu ache que criticar a um candidato é mau, mas acho MAU quando nunca queremos provar que somos os melhores cidadãos também nos canditadando. Talvez como candidatos, sentiriamos na pele do que se passa no processo eleitoral em Moçambique.
quinta-feira, maio 25, 2023
Public servants in Namacurra denounce the collection of identity cards for Quelimane
Some public servants in Namacurra, in Zambézia, accuse the Frelimo Party of obliging them to hand over their identity cards to be taken to Quelimane. The purpose of taking the documents is not known, but it is suspected that these people will be registered as voters in Quelimane.
In Alto Molócuè, our correspondents are reporting cases of members of the Frelimo Party stepping up the collection of voter cards in the neighbourhoods.
Fonte: Mozambique Elections 82, 83 and 85 - 24 May 2023
sexta-feira, maio 19, 2023
“O cerco está fechado” e “o inimigo está aflito”
“CIP Eleições” revela o esquema para excluir
eleitores da oposição na Beira para beneficiar a Frelimo
A coordenação é feita no grupo do Watsaap
denominado “STAE Supervisor Beira”, administrado pelo director distrital do
STAE da Beira, Nelson Carlos do Rosário, cuja queixa-crime o MDM já deu entrada
na Procuradoria Provincial de Sofala. Nas mensagens trocadas entre os elementos
do grupo percebese que a morosidade no atendimento, algumas avarias de
máquinas, a rejeição de testemunhas e de outros documentos oficiais, como a
cédula ou declarações de bairros, são propositadas e fazem parte do esquema
para cansar o eleitorado da oposição e beneficiar a Frelimo. É um filme com
episódios grotescos.
O grupo de Watsaap foi criado pelo director
distrital justamente no dia em que iniciou o recenseamento eleitoral (20 de
Abril), mas só começou a adicionar os supervisores a partir do dia 24 de Abril.
A primeira medida de bloqueio aos eleitores
da oposição foi tomada às 13.46 horas do dia 25 de Abril, quando o director
distrital do STAE orientou aos supervisores para rejeitarem as reclamações dos
fiscais da oposição. “Não assinem nem aceitem as reclamações dos fiscais, não
podemos facilitar.” A orientação do director foi mesmo para dificultar, o
máximo possível, o recenseamento dos que apelidam de “inimigo”. “A missão”,
segundo Nelson Carlos do Rosário “é abater o inimigo”. O inimigo é o eleitor da
oposição.
“Bater forte no inimigo foram as palavras do
nosso chefe, estado-maior. Hoje estamos a aplicar”- comenta o supervisor Nhanombe
TF, que propõe aos colegas que usem o esquema que ele já vem utilizando para
bloquear aos que ele chama de “macacos”: “Para mim (é preciso?) reconhecer
cédula, cartão de eleitor de todos os camaradas com confirmação de um dos
fiscais da FRELIMO e dos membros da brigada. Dos macacos (oposição) um e outro,
para não bandeirar, aceita, mas a maioria Para subscrever a edição em Inglês
https://cipeleicoes.org/eng/ e a versão em português
https://www.cipeleicoes.org/ Eleições 2023-2024 - Boletim Sobre o Processo
Político em Moçambique 78 – 17 de Maio de 2023 2 não.” Ou seja, a sugestão de
Nhanombe (o nome dele é Gito Tomás Nhanombe) é no sentido de os brigadistas
apenas reconhecerem e receberem documentos provenientes da Frelimo e recusar os
que são apresentados pelos eleitores da oposição. Aliás, aos membros e
eleitores da oposição apenas se deve aceitar um e outro para não criar
condições de espaço para contestação e tumultos.
Um dos supervisores adoptou um sistema só seu
de bloqueio. O sistema consiste em exigir mais documentos aos eleitores do seu
posto de recenseamento, localizado na zona Industrial. “Tenho até exigido
cartão de trabalho para quem diz estar a trabalhar no Porto ou CFM” -
congratula-se pela estratégia e afirma com orgulho: “O cerco está apertado”
para oposição. A Gizela Patrício compara o método de bloqueio que usa às
interrogações do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC): “No meu
posto a entrevista fica a parecer que trabalhamos no SERNIC”.
Uma outra mensagem, escrita pela supervisora
Linete Ucama, dirigida ao director do STAE e aos colegas, refere que apareceram
no seu posto de recenseamento, “os ditos chefes de postos do MDM Manga sem
crachás” a procura de “três formados do INE que já iam ao internato. Andaram
com eles até no portão”. De seguida, acrescenta, “perguntaram: quem vos mandou
recensear”, “se não apareceu um carro com jovens de Buzi” e se os jovens
estavam hospedados no internato local. Nessa altura, vinha “um fiscal nosso
(Frelimo). Ligou para o comandante e assim estão detidos”. Não está claro se os
detidos são os chefes de postos ou os jovens.
A resposta do director distrital do STAE foi:
“Bem feito. Família, estamos de parabéns, o inimigo está aflito, mas precisamos
de continuar atacando” - e dá uma orientação: “aceitem testemunhas e cédulas só
se for para nos beneficiar, caso contrário, não”.
Um outro interveniente alerta aos colegas
para que estejam “sempre atentos e alinhados”, porque esta “é a nossa vez”.
João Ernesto, outro membro do grupo, aprova a ideia e aplaude: “Isssoooo
mesmo... Vamos a isso…na guerra não se atira rebuçados…pulga arranca-se e
sangra. Vamos extrair matequenha. Agora somos nós…a força da mudança”.
Numa das mensagens, a supervisora Gizela
Patrício manifesta preocupação por ter havido o recenseamento de um número
considerável de eleitores num dos postos e desabafa: “Espero que que pelo menos
90% sejam nossos cdas (camaradas), que se recensearam, se for o contrário
estamos lixados”.
Os supervisores e os respectivos directores
chegam a celebrar os bloqueios que fazem aos potenciais eleitores da oposição.
Um dos supervisores orgulha-se de ter devolvido cédula de um dos eleitores.
Paulino Tato Luís comunica ao Director Distrital do STAE que “Quero mandar
prender o secretário do 1º bairro Macuti. Está sempre a sondar o meu posto”. Em
resposta, Nelson Carlos de Rosário autoriza: “Faça isso chefe”.
https://www.cipeleicoes.org/wp-content/uploads/2023/05/Boletim-das-eleicoes-78.pdf
sexta-feira, maio 12, 2023
Quando havia ética - Temos algo para RESGATAR, compatriotas.
Antes da introdução do sistema nacional de educação, todas as classes do então ensino primário faziam exames nacionais em cada fim do ano lectivo. Os exames eram elaborados em Maputo e bem selados a cera, eram enviados para todas as províncias e as províncias enviam-nos aos distritos e os distritos nas mãos dos júri indicados ou dos directores chegavam nas escolas. Os júris eram compostos por um presidente e dois vogais.
segunda-feira, fevereiro 11, 2019
Miguel de Brito diz que partidarização da administração eleitoral está esgotada
sábado, dezembro 08, 2018
CNE throws out 1 Marromeu polling station but still gives Frelimo 46 vote victory
Without comment, this morning the CNE presented its official results for Marromeu following the rerun of voting in 8 polling stations on 22 November.
The CNE first threw out the notorious polling station 07127-03 which had 800 registered voters of whom 811 voted. And it made other changes to the Marromeu District Elections Commission (CDE) results, but did not explain them. The CNE reduced the number of voters reported by the CDE by only 649 and reduced the Frelimo vote by 748, leaving Frelimo with victory by just 0.25% of the valid vote. (The full table is in the attached pdf). The results mean 8 municipal assembly seats each for Frelimo and Renamo and 1 for MDM,
The CNE meeting in Maputo took two days on Monday and Tuesday and in the end the results were only approved and then presented by CNE members named by Frelimo or Frelimo-linked civil society groups. Renamo in its objection said that CNE President Abdul Carimo proposed a recount of the votes at the 8 polling station, but the Frelimo-aligned majority refused the recount. Renamo and MDM nominated and aligned members then walked out of the meeting.
Observers present in the 8 polling stations said the turnout was 47% and gave Renamo 75% of the vote. The CDE said the turnout was an incredible 87% and that Frelimo had 75% of the vote. Observers and Renamo say they CDE results were clearly false. Although it did not release details, it appears that for the 8 polling stations the CNE result cut the turnout to 76% and the Frelimo share of the valid vote to 68% (both still much higher than the observer count).
The CNE said the election was "free, fair and transparent" even though its understanding of transparency included its refusal to explain how it changed the CDE results and its refusal to do a recount. "The CNE welcomes the positive form of the voting process", it said.
Fernando Mazanga, a Renamo member of the CNE, this morning presented the opposition position rejecting the CNE decision. The three CNE documents and the Renamo objection (all in Portuguese) are posted on http://bit.ly/Marr-CNE-R
Full tables showing observer, STAE and CDE results, with huge differences, are in our previous bulletin on [bit.ly/LocEl80]bit.ly/LocEl80
quinta-feira, dezembro 06, 2018
Autárquicas 2018: Observação independente à votação parcial em Marromeu dá vitória à Renamo
sábado, novembro 24, 2018
Infiltrados para destruir a Renamo e o MDM?
Resultados oficiais: Frelimo declarada vencedora numa eleição fraudulenta
Contagem paralela mostra vitória da Renamo
Resultados de contagem paralela de todas as 39 mesas de Marromeu mostram que a Renamo ganhou com 59,5% contra 32,7% da Frelimo e 7,7% do MDM. Os resultados estão disponíveis http://bit.ly/MarrProv2
Observadores repudiam actuação dos órgãos eleitorais
Personalidades nacionais que observaram o processo eleitoral de ontem na vila de Marromeu, repudiam a forma como o STAE conduziu o processo, que segundo dados oficiais deu vitória à Frelimo, contrariando os dados da contagem paralela.
Apoiados por agentes da Polícia de intervenção rápida, técnicos do STAE carregaram material de votação das assembleias de voto, sem afixar editais nem deixar cópias de editais com os mandatários da oposição, observadores e à jornalistas, presentes.
Editais falsos foram produzidos pelos membros de mesa de votação, dando vitória à Frelimo, em número muito elevados. Jornalistas e observadores foram proibidos de assistir à parte de votação nas primeiras horas e ao processo de preenchimento de editais, após o fim de apuramento.
“Com o que assistimos, posso dizer que não estamos a exercer nada de democracia neste País. Como é que um presidente da Comissão de Eleições ordena a polícia para carregar as urnas pelas janelas sem que se fixe os resultados por via de editais?”, indagou Júlio Paulino, da Solidariedade Moçambique e Sala da Paz, consórcio de organizações da sociedade civil que observou as eleições em Marromeu.
"Estamos surpresos com os resultados do STAE. Num processo sem edital e urnas como é que um presidente vai validar os resultados de género?”, questionou, por sua vez, Guilherme Mbilana, observador do Votar Moçambique, que está em Marromeu. “[Sem editais] não estaríamos a fabricar resultados? É uma tristeza para este povo!”.
Necessário processo-crime
Guilherme Mbilana, que também é jurista especialista em Eleições, disse ser necessário a instauração de processos-crime contra os agentes envolvidos neste processo eleitoral em Marromeu, por violação grosseira da lei eleitoral. Entende que o roubo de urnas em três mesas na EPC 25 de Junho, o uso da força paramilitar para intimidar eleitores, mancham todo o processo.
Comentário:
Eleições livres, transparentes e justas no próximo ano, estão dependentes de como a CNE e o Conselho Constitucional irão reagir ao caso de Marromeu agora. Mais importante, é como a sociedade civil moçambicana e a comunidade internacional decidirão reagir.
Em Marromeu: STAE E POLÍCIA RETIRAM BOLETINS DE VOTO PELAS JANELAS

segunda-feira, outubro 22, 2018
Tribunais rejeitam recursos da oposição baseando-se em formalidades
… sem nunca analisar o mérito!
A rejeição liminar dos recursos foi na sua generalidade fundamentada em dois argumentos. Primeiro, que os recursos deram entrada 48 horas após a publicação de editais de apuramento intermédio, que são o objecto da reclamação. Segundo, na base de que os partidos recorrentes não apresentaram reclamação prévia junto dos órgãos eleitorais recorridos. Mas alegam que não foi possível apresentar reclamações na hora. De facto, a lei assume que delegados de candidatura dos paridos políticos, técnicos do STAE e vogais das comissões locais de eleições acompanham o processo de apuramento intermédio. Porém, a Renamo alega que foi excluída das operações de apuramento intermédio, não podendo assim apresentar reclamação durante a contagem que sequer nem soube da sua ocorrência.
Com a rejeição dos recursos em tribunais de primeira instância, os recorrentes interpuseram recursos para o Conselho Constitucional (CC), que funciona como Tribunal Superior Eleitoral. O CC deverá decidir antes da validação [ou anulação] e proclamação dos resultados.
quinta-feira, outubro 18, 2018
Comissão Distrital de Eleições de Moatize invalidou 1 400 votos da Renamo
O jornal Malacha, baseado em Moatize, escreve que o presidente da comissão distrital de eleições de Maotize confirmou a recontagem de votos. Havia quatro cadeados no armazém do STAE onde estavam guardados os votos. O STAE, Frelimo, Renamo e MDM tinham as chaves de cada um dos cadeados. A Renamo recusou a fazer a recontagem na noite de 12 para 13 de Outubro e não aceitou abrir o cadeado de que detinha as chaves. A Comissão Distrital de Eleições ordenou o arrombamento do cadeado e fez a contagem na ausência dos vogais indicados pela Renamo.
Aparicio Jose de Nascimento, editor do Malacha, organizou contagem paralela dos votos em Moatize, onde estavam instaladas 49 mesas em 8 postos de votação. Às 2h00 da manhã do dia 11 de Outubro publicou os resultados da contagem paralela, nos quais a Renamo tinha 11 166 votos contra 9 786 da Frelimo. O mandatário nacional da Renamo, Andr’e Madjibire, disse em conferência de imprensa que no apuramento intermédio realizado pelo STAE/CDE de Moatize, a Renamo teve 11 169 votos contra 9 856 da Frelimo, muito próximo da contagem paralela do Malacha.
O editor do AMalacha sofreu meaças de morte de desconhecidos pelo facto de ter realizado contagem paralela e divulgar resultados desfavoráveis à Frelimo.
Nascimento disse que houve um número estranhamente alto de votos reclamados durante a contagem, totalizando 1 449. Parece que a maioria destes votos eram da Renamo e foram aceites como válidos mas posteriormente rejeitados na recontagem, que deu a Frelimo como vencedor, com 9 839 votos contra 9 742 da Renamo. A Renamo viu seus votos reduzidos em 1 424.
quinta-feira, outubro 04, 2018
STAE abre material de votação em sigilo em Nampula
segunda-feira, abril 09, 2018
Detidos dois indivíduos por prestarem falsas declarações no recenseamento
segunda-feira, setembro 04, 2017
Angola: CNE repudia suspeições da oposição sobre processo eleitoral
domingo, setembro 03, 2017
Quénia: Juízes criticam "ameaças veladas" de Uhuru Kenyatta
sexta-feira, setembro 01, 2017
O Supremo Tribunal do Quénia anulou as eleições presidenciais de 8 de Agosto, em que foi reeleito o Presidente Uhuru Kenyatta, com 54,3% dos votos, e ordenou que se realizem novas eleições dentro de 60 dias.




