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domingo, março 08, 2026

Um líder não compra mentes - caso de Eduardo Mariamo Salimo, governador de Nampula

Não sei ainda se Salimo é líder ou compra mentes dos nampulenses. Quando ele disse que dá dinheiro a quem ele quer dar e quando quer lhe dar, fiquei logo com impressão e conclusão que compra mentes e em Moçambique, famintos são muitos. Um governante não é para fazer isso. Se ele tem esse dinheiro para dar e faz com imparcialidade, o melhor não seria patrocinar para a construção de umas salas de aulas, maternidade, posto de saúde, uma ponte, etc onde ele não escolhe quem vai usar-los?
Definitivamente, eu não concordo com aquilo de ele dar água mineral a uns passageiros dum minibus em Muecate.

segunda-feira, novembro 04, 2024

Nampula com mais casos de contenciosos e ilícitos eleitorais

 A província de Nampula foi a que mais casos de contenciosos e ilícitos eleitorais registou, durante o dia da votação de 9 de Outubro, com 56 processos. Dos crimes registados, Danos em material de propaganda eleitoral e casos de introdução de boletins de voto na urna são os que mais se verificaram.

Durante as eleições gerais de 9 de Outubro, centenas de pessoas foram detidas, acusadas de prática de ilícitos eleitorais, das quais 305 tiveram os processos apreciados pelo Tribunal Supremo. 

Em relação a distribuição dos processos por província, Nampula é que mais casos de contenciosos e ilícitos eleitorais registou, com 56 processos, seguido de Zambézia com 45. Sofala completa o pódio com 39 processos. Niassa registou 32 casos. Já Gaza e Cabo Delgado foram as que menos casos deram entrada nos tribunais distritais. 

De acordo com o Supremo, dos 305 arguidos, 33 são mulheres, de diferentes profissões, com destaque para agente da Polícia da República de Moçambique e outras funcionárias públicas. 

Com base no documento do Tribunal Supremo,destacamos que foram constituídas arguidas: 4 camponesas, 2 desempregadas, 2 docentes, 1 estudante, 4 funcionários públicos, 4 trabalhadoras domésticas, 2 comerciantes, 1 agente da PRM.

Os outros 232 acusados são homens. 17% são camponeses, 13% desempregados, mas há outras profissões na lista: 15 arguidos são docentes, 15 estudantes, 15 mandatários de partidos, 6 funcionários públicos, 3 directores do STAE, 2 líderes comunitários, 1 chefe de localidade, 1 jornalista, 1 observador nacional e 2 vogais da CNE.

O Tribunal Supremo revelou ainda a lista dos crimes eleitorais mais cometidos durante o processo, que são danos em material de propaganda eleitoral, com 69 casos, maioritariamente registados em Nampula, 18 casos de introdução de boletins de voto na urna e desvio desta ou de boletins de voto. Mais uma vez Nampula destacou-se.

Houve 17 perturbações das Assembleias de Voto, maioritariamente ocorridos em Nampula.  Foram também crimes eleitorais registados, a utilização indevida de bens públicos, incitação à violência, fraudes no apuramento de votos, recusa em receber reclamações, protestos e contraprotestos, entre outras situações.

Fonte: O País, 01.11.2024

domingo, dezembro 31, 2023

Quantos cidadãos foram assassinados pela PRM entre Outubro e Dezembro?

Oficialmente a Polícia confirmou ter assassinado acidentalmente três cidadãos, nomeadamente um em Chiúre, um em Angoche e outro em Marromeu. Mas, uma investigação preliminar do CIP Eleições aponta para mais nove mortos por baleamento protagonizada pela Polícia, dos quais seis foram na cidade de Nampula (no dia 27 de Outubro) e três em Nacala-Porto (dias 26 e 27 do mesmo mês).

No total foram 12 mortos, mas o número poder ser maior.

Durante as manifestações, dezenas de cidadãos foram feridos por baleamento da Polícia em diversos municípios, com maior destaque para as cidades de Nampula e Nacala, vila de Angoche, em Nampula; Chiure, em Cabo Delgado; Guruè, Milange, na Zambézia e Marromeu, em Sofala (leia mais nos boletins 168, 169, 175, 180, 194, 196,197).
Havia cidadãos baleados, que se encontravam hospitalizados em diversas autarquias, cujo desfecho ainda não foi publicamente conhecido.

https://www.cipeleicoes.org/wp-content/uploads/2023/12/Boletim-das-eleicoes-207.pdf

segunda-feira, setembro 16, 2019

Campanha da Frelimo paralisa função pública em Nampula e deixa centenas de alunos sem aulas

Centenas de alunos de escolas públicas ficaram sem estudar um pouco por todos os distritos da província de Nampula na sequência da visita do candidato da Frelimo, Filipe Nyusi, naquele ponto do país. Os professores e demais funcionários públicos foram obrigados pelos, seus superiores, a abandonar os seus postos de trabalho para se juntarem à campanha da Frelimo.
Na tarde do dia 11 de Setembro, dia em que o candidato da Frelimo fez campanha na cidade de Nampula, alunos das Escolas Secundárias de Nampula, Muatala, Maria de Luz Guebuza, entre outras, não tiveram aulas porque os professores e outros funcionários do aparelho do Estado foram fazer campanha pela Frelimo.
Depois de visitar Mogovolas e Mossuril no dia 12, na sexta-feira (13), o candidato à presidente da república da Frelimo, visitou os distritos de Monapo e mais tarde Nacala-Porto. No distrito de Monapo, não houve aulas em todas as escolas porque os professores foram convocados pelo Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), para se fazerem presentes no comício do candidato da Frelimo, reportaram os nossos correspondentes. Os professores foram encarregues de ajudar nos preparativos do evento a nível da sede do partido.
O mesmo ocorreu em Nacala-Porto, para onde Nyusi se deslocou depois de Monapo. Alunos das Escolas Primárias e Secundárias daquele distrito foram comunicados pelos Directores das respectivas escolas a não se fazerem presentes às aulas porque o candidato da Frelimo visitara àquele distrito.
No distrito de Liupo, ainda em Nampula, funcionários públicos, na sua maioria professores, paralisaram as suas actividades com a chegada do Assistente da Frelimo, Carlos Mesquita, tendo os alunos ficado sem aulas. O cenário repete-se um pouco por todos outros distritos, entretanto, o que difere dos casos ocorridos nas escolas de Monapo e Nacala-Porto dos da EPC de Nanrava em Liupo, foi a falta de aviso prévio o que permitiu com que os alunos encontrassem as portas da escola encerradas como se de um feriado se tratasse.

Fonte: Eleições Gerais 2019 - Boletim Sobre o Processo Político em Moçambique 51 - 15 de Setembro de 2019

quinta-feira, outubro 04, 2018

STAE abre material de votação em sigilo em Nampula

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral em Nampula abriu o contentor de material de votação da próxima quarta-feira sem ter antes comunicado aos partidos políticos em Nampula. O material é destinado às autarquias de Malema, Ribaue, Monapo, Angoche, Ilha de Moçambique, Nacala porto, incluindo a Cidade de Nampula. 
O acto de abertura do contentor que dispunha o referido material que se encontra aprovisionado na sede provincial daquela instituição foi testemunhado apenas pelo grupo de jornalistas presentes, agentes da PRM, técnicos do STAE e com ausência dos mandatários dos partidos políticos, pois estes não lhes foram comunicados. 
O facto foi confirmado por Ussufo Ulane, mandatário do partido Renamo que segundo ele ao se aperceber do descarregamento daquele material transportado por um camião dirigiu-se aos armazéns do STAE. Chegado lá descobriu duas caixas de material de votação estavam abertas e coladas novamente. O mandatário da Renamo exigiu que os armazéns sejam trancados com cadeados de todos partidos, facto recusado pelo Director Provincial do STAE, Príncipe Lino Uataia.

Fonte: CIP/AWEPA – 04.10.2018

domingo, maio 13, 2018

O Governador de Nampula não sabe do caos instalado no processo de recenseamento eleitoral?


Pelo que tenho acompanhado tanto nas redes sociais por cidadãos não suspeitos como na imprensa, está instalado um caos no recenseamento eleitoral , pelo menos em Nampula. Eleitores que esperam horas a fio para recensear e que por vezes nunca conseguem; corrupção que envolve os agentes de recensemeanto; etc; etc. O recenseamento eleitoral é um processo do Estado. STAE é uma instituição do Estado que presta contas ao Estado Moçambicano. O representante máximo do Estado numa província é o governador da mesma. A pergunta que não quer calar é se o governador de Nampula, o senhor Victor Borges, ainda não sabe do caos instalado no processo de recenseamento.

terça-feira, maio 01, 2018

O Recenseamento proibido

Por Paula Lovena Amade Amosse

O meu marido hoje pôs-se em pé quando eram 05:20h da manhã, para ir recensear-se.
Quando chegou ao Posto de Recenseamento da Escola Primária dos Belenenses (isso é em Nampula), já lá estavam cerca de trinta pessoas na fila masculina (organizam duas filas por género).
Por voltas das 07:00h, voltou à casa para "forrar o estômago", estava tão apressado que a Kewa nem teve tempo de exigir "leite, pai pepaia".
Agora há pouco, ele enviou-me uma mensagem de texto com o seguinte teor " Desde as 7h só entrou 1 pessoa da bicha, outros são improvisos de pessoas que vêm chegando, até pagam 100mt. Falta pouco filmar, polícia é que recebe a mola."
O que esperar desse processo? Para que serve realmente à Polícia?
De referir que esta é a quinta vez que tentamos nos recensear.
In Paula Lovena Amade Amosse (01.05.2018)

quinta-feira, abril 12, 2018

Presidente interino de Nampula "forçado" a renunciar antes da posse do novo edil

MDM admite que renúncia pode ser do interesse do partido

O presidente interino da cidade moçambicana de Nampula, Américo Iemenle, pode ser forçado a renunciar ao cargo por indicação do seu próprio partido, o MDM , antes de entregar as pastas ao novo edil eleito, Paulo Vanhale, da Renamo.

Para o chefe da bancada do MDM na Assembleia Municipal, a renúncia de Lemenle é parte de organização interna do partido, mas a tutela das autarquias alerta que Lemenle pode incorrer em ilegalidade se abandonar o cargo antes da posse do novo presidente daquele município.

A Assembleia Municipal incluiu à última hora na proposta de agenda da sua primeira sessão que decorre hoje e amanhã, a eleição de um novo presidente e vice-presidente do órgão.

Américo Iemenle, que assume interinamente a autarquia desde a condenação de Manuel Tocova em Novembro do ano passado, na qualidade de presidente da Assembleia Municipal, deverá deixar o cargo e, por inerência, a presidência da cidade antes da posse do novo edil.

terça-feira, abril 10, 2018

Radar Magrebe Lusófono #19: Mocambique, as ilações a tirar das Intercalares em Nampula (na íntegra)

A vitória da RENAMO nas Intercalares de Nampula e a perspectiva de um reviralho político em Moçambique nas Eleições Gerais de 2019. Artigo e análise do Politólogo e Arabista da VOA, Raúl M. Braga Pires.
A notícia que marcou o mês de Março em Moçambique, foi a vitória do candidato da RENAMO, Paulo Vahanle, nas Eleições Intercalares para o Município de Nampula, tendo sido eleito Edil local com 58,53% dos votos, contra os 41,46% obtidos por Amisse Cololo António, candidato da FRELIMO.
Que consequências tirar deste processo eleitoral, que foi intercalar, em consequência do assassinato do Edil anterior, Mahamudo Amurane, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), uma 3ª via surgida no país em 2009, em alternativa à dicotomia FRELIMO/RENAMO, que sempre pautou o Moçambique independente?
Em primeiro lugar, situar no tempo o facto de Vahanle tomar posse em Abril e apenas poder governar Nampula cidade até Outubro deste ano, mês de Eleições Autárquicas, num Moçambique de novo envolto num Processo de Guerra e Pazdesde 2014/15, ou seja, praticamente desde a eleição do actual Presidente Filipe Nyusi e, que terá também Eleições Gerais (Legislativas, Presidenciais e Provinciais) em 2019.
Ora a parte do Processo de Paz que tem pautado as negociações entre o Presidente Nyusi (FRELIMO) e o Presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, prende-se precisamente com a partilha do “bolo governativo”, que a FRELIMO tem permanentemente açambarcado desde a independência, apesar de a maioria das províncias Centro e Norte do país, darem maioria à RENAMO. Esta questão parece estar resolvida, através de um processo de Revisão Constitucional que abrirá o caminho para uma descentralização que permitirá que o Partido mais votado na Assembleia Provincial, apresente o seu candidato a Governador da respectiva Província e assuma, de facto, o Poder. Parece justo.

quinta-feira, março 29, 2018

RENAMO e MDM de mãos dadas em Nampula

RENAMO quer reforçar aliança com MDM para viabilizar o programa do seu candidato, Paulo Vahanle, que venceu a segunda volta das eleições intercalares em Nampula. Analista saúda a cooperação. Será que aliança fará escola?
Dos 45 membros da assembleia, 24 são do MDM, 20 da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e um do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO). Por isso, a RENAMO precisa de ajuda para viabilizar o programa do edil Paulo Vahanle, eleito na eleição intercalar de 14 de março, em substituição de Mahamudo Amurane.
MDM garante apoio "incondicional"
"O apoio que o partido MDM deu ao candidato Paulo Vahanle foi incondicional, tal como dissemos [na campanha]. O MDM está disposto a servir os munícipes da cidade de Nampula",

Fonte: Deutsche Welle - 29.03.2018

segunda-feira, março 26, 2018

*A derrota da FRELIMO em Nampula e o tribalismo*


Por Alexandre Chivale

Noto com alguma inquietação o avolumar de vozes, sobretudo dentro do Partido, socorrendo-se no TRIBALISMO para justificar a nossa derrota na pretérita eleição intercalar.
Esse exercício não só é perigoso como também e sobretudo pernicioso nos esforços para inverter o cenário.
Convocar a tese do tribalismo é um estratagema de auto-consolação, como o é dizer que a Frelimo não perdeu as eleições, mas tão somente as não ganhou, pois já estava na oposição em 2013. O pior é que a Renamo também estava na oposição e nem concorreu quando a Frelimo virou oposição. Ora, num jogo há 3 resultados possíveis: vitória, empate ou derrota. Tirando o caso do empate, verificando-se vitória (ou derrota) para um dos contendores, ao outro, necessariamente, se verifica derrota (ou vitória). Não há como um ganhar e o outro dizer que não perdeu!
No que se refere ao tribalismo como causa justificativa da derrota, vale recordar que sendo Nampula uma cidade cosmopolita (também como resultado da emergência de várias instituições de ensino superior e de outros tantos projectos empresariais, de 2005 a 2014), os votos que deram vitória Paulo Vahanle tanto podem ser de um makonde, changana, chuabo, lomwé, mwani, bitonga, matswa, ndau...etc. Aliás, há macuas que garantiram vitória noutros municípios e que a ser válida a tese do tribalismo só por mecanismos metafísicos podemos explicar isso.
Fazer um enquadramento hermeneutico tão reducionista como esse é adiar a resolução de um problema e convocar outros. Espero que daqui a 6 meses não se diga que perdemos Chókwé ou Mocímboa porque os machanganas e mwanis são tribalistas.
Apreciando o cenário nas calmas

Alexandre Chivale

segunda-feira, março 19, 2018

Ninguém é responsável?

Comentário  de Joseph Hanlon

De novo, em Nampula, houve atrasos na abertura de mesas de voto. De acordo com relatório de observação do Votar Moçambique, em pelo menos quatro escolas onde funcionaram postos de votação, não havia tinta indelével para eleitores mergulhar o dedo após votar de modo a evitar dupla votação. Em uma escola, faltavam cadernos eleitorais. Em uma outra escola foram boletins de voto usados na primeira volta.
O material é entregue nos postos de votação em kits que são organizados no STAE central antes do dia da votação. Se falta tinta indelével ou cadernos eleitorais no kit, significa que ninguém verificou os kits antes de seguirem para os postos. Ou alguém furtou tinta indelével?
Em todo o mundo há sistema de verificação antes da entrega das encomendas. Alguém inspeciona a encomenda para verificar se está tudo correcto e depois coloca na encomenda uma senha com o nome ou número de identificação do verificador.
No STAE, o sistema parece ser de que ninguém é responsável por nada. O STAE devia indicar verificadores dos kits que seriam os primeiros responsáveis em caso da falta de conteúdo nos kits. E os verificadores cujos kits não tenham nada em falta, seriam publicamente reconhecidos.. jh

Fonte: - Boletim Sobre o Processo Político em Moçambique 21 - 16 de Março de 2018

quinta-feira, março 15, 2018

Comunicado de observação da 2ª volta da eleição intercalar de Nampula


Moçambique saúda os munícipes de Nampula pelo seu comportamento exemplar durante a votação. O Programa Votar Moçambique reconhece o esforço dos Órgãos de Gestão Eleitoral na organização do processo de votação, sobretudo na abertura pontual das urnas, de uma forma geral. Entretanto, há a destacar os seguintes aspectos negativos:
• Atrasos de até 3 horas por falta de alguns materiais tais como tinta indelével e cadernos eleitorais em algumas mesas. Estes casos aconteceram, por exemplo, na EPC Nthota, EPC de Apea e EPC de Murrapaniua;
• Ainda sobre o inicio tardio do processo de votação, destaque para uma mesa em que tal sucedeu por se ter encontrado boletins de voto da primeira volta;
• Registo de casos de falta de nomes de eleitores nos cadernos, embora alguns tenham votado nas mesmas mesas na primeira volta e ainda serem portadores dos seus cartões. Em alguns casos os técnicos do STAE não conseguiram resolver estas situações, o que impediu parte dos eleitores de votarem;
• Um indivíduo identificado como secretário do Partido Frelimo foi encontrado na posse de 40 boletins de simulação de voto nas proximidades das mesas da Assembleia. Interpelado, o referido indivíduo não conseguiu explicar porque razão ele estava no local com aquele material, tendo sido neutralizado e entregue às autoridades. O mesmo individuo foi flagrado com boletins de voto preenchidos numa barraca denominada “O Cantinho da Lola”, que se situa nas proximidades do local de votação da EP1 Nthota;
• Simpatizantes dos dois partidos exibiram material de campanha durante o processo de votação.
O Programa Votar  Nampula, 14 de Março de 2018

segunda-feira, março 12, 2018

MDM sai à caça de votos para Renamo

Os membros do Movimento Democrático de Moçambique, na cidade de Nampula, cumpriram com sua promessa de apoiar o candidato da Renamo, Paulo Vahanle, na segunda volta da eleição intercalar, Paulo Vahanle.
Este sábado, oitavo dia da campanha, a delegação do MDM saiu em massa às ruas e, ao lado de Vahanle, pediu votos ao eleitorado no mercado Muaco Wanvela.
Vahanle, por seu turno, agradeceu o gesto do MDM e renovou suas promessas de tudo fazer em prol da melhoria das condições de vida dos munícipes de Nampula.       
Ainda neste sábado, o candidato da Renamo visitou outros mercados do município onde foi interagindo com os eleitores.
Os partidos políticos candidatos à segunda volta da eleição intercalar para a escolha do presidente do município tem apenas mais dois para pedirem votos.

Fonte: O País – 11.03.2018

sexta-feira, março 09, 2018

Renamo e Frelimo trocam acusações em Nampula

Aumenta "temperatura" na campanha eleitoral

A campanha eleitoral para a segunda volta da eleição intercalar par a presidência do Conselho Municipal de Nampula, na província moçambicana de Nampula, está a decorrer num clima de acusações.

A Renamo diz que o candidato da Frelimo está a usar espaços públicos para campanha, enquanto Frelimo refuta as acusações e afirma quemembros da Renamo destruíram material de propaganda eleitoral.

O porta-voz do candidato da Renamo, Ossufo Ulane, acusou o candidiato da Frelimo de usar espaços públicos para fazer campanha e apresentou como exemplo a escola de Muegane, palco de uma reunião com professores.

Para além disso Ulane disse, sem avançar números, que há na cidade de Nampula eleitores provenientes de outros distritos para votar no candidato da Frelimo.

“Também há idosos que foram ameaçados de corte da pensão do Instituto de Segurança Social caso não votarem no candidato da Frelimo", denunciou.

domingo, março 04, 2018

Electoral crimes confirmed


The public prosecutor (Ministério Público) confirmed that there were "verified" electoral criminal offences referred to it by the CNE, but it said that these did not influence the results which should therefore be accepted. No details of the crimes were given.

Source: Mozambique Political Process Bulletin
- 14 February 2018

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

CC determina realização da segunda volta em Nampula até 14 de Março

O Conselho Constitucional determinou, hoje, a realização da segunda volta das eleições intercalares, em Nampula, entre o candidato da Frelimo, Amisse Cololo, que obteve 44.51% dos votos e o candidato da Renamo, Paulo Vahanle, que obteve 40.32%.
A eleição deverá decorrer dentro de 30 dias, ou seja, até o dia 14 de Março.

Fonte: O País – 14.02.2018

terça-feira, janeiro 23, 2018

By-election in Nampula: Only small incidents

The only possibly serious incident of the campaign was the murder of a young MDM member, Buana Agostinho, son of a local MDM women's league head, Tina Mario. But it now believed the killing of the taxi driver was not political.

The Catholic church protested about the posting of leaflets on the wall of the archbishop's house, and Frelimo agree to remove the posters and repaint the wall.
The use of state cars for campaigning is prohibited, and there was less problem than usual. There were many cars with red state number plates but that was because of the large number of senior parliamentarians from all three parties who were campaigning in Nampula. MPs have a right to their official car after five years and it is accepted they treat the cars as personal, and the parties agreed that their use in the election as personal cars was acceptable, even though they have red registration plates and still officially state owned.

One issue was controversial. During the election campaign rubbish collection trucks from Quelimane arrived in Nampula to clear up the rubbish piles. Nampula and Quelimane are both MDM majority cities. Was this improper support for the MDM campaign? It was argued that it was indeed an attempt by MDM cities to support each other, but that the agreement on rubbish trucks had been signed by the Quelimane mayor Manuel de Araujo  and Mahamudo Amurane, the Nampula mayor shot down on 4 October, before Amurane was killed, and the trucks were only just arriving.

In Mozambique Political Process Bulletin 22 January 2018

quarta-feira, dezembro 27, 2017

II Congresso do MDM

https://www.facebook.com/MDMGabinetedeInformacao/videos/916023628547785/

https://www.facebook.com/MDMGabinetedeInformacao/videos/916023628547785/


quinta-feira, novembro 30, 2017

Os desejos dos munícipes de Nampula para novo presidete

Municipes de Nampula já fazem pedidos para o novo presidente que sairá das eleições intercalares de 24 de Janeiro de 2018. O novo presidente municipal irá ocupar o posto em aberto com o assassinato de Mahamudo Amurane (Ver o vídeo - Voz da América, 29.11.2017)