quarta-feira, dezembro 31, 2025

BRAZÃO MAZULA

 Escutei hoje o Professor Brazão Mazula a questionar duas coisas que eu que eu que não sou do seu nível venho questionandoe ou propondo.
1. Há mais 10 que sugiro que os antigos combatentes devem-se distanciar aos partidos porque são patrimónios do estado.
2. Há quatro (4) anos, que venho denunciando NEPOTISMO no Porto de Nacala promovida por Agostinho Francisco Langa Junior que embora fácil de apurar se era verdade ou não, ninguém quis se pronunciar. Digo ninguém porque na verdade, todos e todos mesmo, governos distritais, provinciais, Assembleia da República, Ministérios, Gabinete Contra a Corrupcão, Procuradorias de todos os níveis, etc, etc, sabem muito bem disso. O Prof. Mazula questiona de como é possível que a maioria dos que ocupam os postos em Nacala sejam pessoas do sul. Será que Nacala, Nampula, amackuwas não tenham técnicos competentes. A MINHA RESPOSTA é simples: há um indivíduo do sul que levou seus familiares e amigos do sul para ocuparem todos ou quase todos os postos em Nacala. Isso tem todas as consequências:
a) Põe em causa a todos do Sul. Uma táctica antiga para adormecer os de certas regiões vítimas do mesmo predador, explorador, opressor.
b) Chamar de tribalista, regionalista, reaccionário, divisionista e todos os nomes feios que encontra, A QUEM QUESTIONA O NEPOTISMO.
Nota 1): eu CONDENARIA se me dissessem que Rosário Mualeia ou Agostinho Abacar Trinta chamaram aos seus familiares e amigos de Nampula para administradores distritais, chefes disto e daquilo, jardineiros, porteiros, para Gaza e Inhambane respectivamente, quando eram governadores.
Nota 2: o NEPOTISMO que muito se NORMALIZOU é que nos divede em Mocambique. O problema é que o nepotismo favorece aos familiares e amigos e as etnias levam à tabela.

domingo, dezembro 14, 2025

Sobre o regresso do debate político em Mocambique

 Felizmente, gracas ao Venâncio Mondlane o debate político multipartidário voltou em Mocambique.

Depois da morte de Mahamudo Amurane, Afonso Dlhakama e Depois Daviz Simango, os que vibravam, o debate político e sobretudo, multipartidário já havia acabado em Moçambique. A Frelimo (ou os seus membros) já fazia(m) tudo que queria(m) fazer. Entre, o que havia restado era a linha entre pró-Guebuza e pró-Nyusi.
Nas eleições autarquícas de 2023 surge um fenómeno que há muito a Frelimo evitou, mas que parece que estava convencida que estava sob controle do munna Ossufo Momade. Tratava-se de Venâncio Mondlane que nas eleições autárquicas de 2013, como candidato do MDM para edil de Maputo, teve a melhor prestação da oposição e levou para a Assembleia Municipal o maior número de membros, apesar da toda fraude.
Para eleições autarquícas de 2018, o partido no poder aproveitou-se das lutas entre os partidos da oposição para eliminar com sucesso a candidatura do VM. Infelizmente foi o meu partido, o MDM, aproveitado para Venâncio e Ricardo de Tete serem eliminados.
Dez anos depois, nas eleições autárquicas de 2023, Venâncio logra a sua candidatura para edil de Maputo numa altura que ele e o seu grupo de apoio estavam muito preparados na fiscalização desde o recenseamento eleitoral. Muitos devem se lembrar do recenseamento fraudulento em casas de secretários denunciados por fiscais da Renamo em Maputo. Quem tem prova que Venâncio Mondlane não tenha sido o verdadeiro vencedor nas autárquicas de 2023?
O munna OM e a cúpula abandonaram o Venâncio quando reivindicava a verdade eleitoral, um sinal para muitos que o munna Ossufo já estava possuído pela Frelimo. Quanta vergonha minha!
Para o bem da democracia em Moçambique, o Venâncio avançou para as eleições presidenciais de 2024, contando com todos os mocambicanos que o apoiassem. As suas alianças foram sendo eliminadas e infelizmente com apoio da Renamo e o meu partido MDM que são da oposição. Quanta ironia!
A continuidade da luta política de Venâncio Mondlane desde o pós-eleições autárquicas de 2023, devolveu-nos ao debate político. Os que são radicais membros e simpatizantes da Frelimo já voltaram para lá e arremessam contra a oposição. Infelizmente, muitos o fazem porque querem ter a mesma sorte que o Egidio Vaz e aqueles outros tiveram. Os que são da oposição com convicção de mudanças e não com CRENÇA de que é desta que vão ser deputados já voltaram ao debate político.

domingo, outubro 19, 2025

🚨 Chega de Polarização Agora! Ou Unimos Já ou Caímos

VM7 RESPONDE ALFAZEMA E MASSANGO SOBRE O DIÁLOGO DO ANAMOLA

Prognóstico Político: Moçambique nos próximos dez anos III

 Por Egídio Vaz in Ideias de Mocambique

Depois de Maria da Conceição Frechaut, membro do PDD ter deixado o Partido para se aliar a Frelimo na Beira, coube recentemente a vez de Almeida Tambara, ou Tadeu Maia, pseudónimo que usara aquando da sua estadia naquele partido.

Eu já tinha feito um progóstico sobre o futuro da maioria dos partidos políticos emergentes. Dizia eu que, com o cada vez aperto ao cerco sobre membros e simpatizantes de partidos da oposição, tendo como consequência a privação da sua capacidade de poder se reproduzirem material e financeiramente, teriamos ainda este ano, mais deserções no seio dos partidos da oposição. Foi neste post.

Almeida Tambara, sabe-se, é um empresário. Aliás, proprietário de alguns bens e dalguns negócios. Barcos de pesca, camião, e mais coisas. Mas os seus negócios não andam em Chimoio. Está parado. Enfrenta dificuldades para tudo. Os barcos de pesca que se encontram em Vilanculos ou Inhassoro, há muito que carecem de uma manutenção; aliás reparação. Não tem dinheiro. Ninguém quer "bancá-lo". Tambara continuaria a não ser bancável, se teimasse em continuar no PDD. O mesmo pode se dizer em relação ao Matique, chefe dos serviços de documentação da UEM, antigo membro da Renamo, que se apresentou publicamente a Frelimo.

Maria da Conceição Frechaut, também até pouco antes da sua apresentação, era desempregada. Com família por sustentar, não mais podia fazer, senão entregar-se a Frelimo, em troca de um emprego no Ministério da Mulher e Coordenação da Acção Social ou coisa parecida. Começou por rescidnir o seu cargo na Comissão Política do PDD e terminou no palanque da Frelimo, apresentando-se como uma filha pródiga...que regressa à casa.

Yá Qub Sibindy, foi mais original: Não podendo arranjar emprego, optou por fazer uma "oposição construtiva", tendo para tal, criado o sua Fundação Contra a Pobreza, Governo e Parlamento Sombra, com objectivo de ajudar o governo na materialização dos seus propósitos. E como recompensa, beneficiou-se de um Estágio no congresso da Frelimo, onde teve o direito de uso da palavra.

O que nos falta: uma Renamo no parlamento, Afonso Dhlakama, Raúl Domingos, Ya Qub Sibindy, António Palange, Máximo Dias, etc. De partido não se deve falar.

Sobre o discurso dos desertores pouco se pode comentar: não passa de pura recitação de uma minuta previamente elaborada, para ser lida em público. E as razões das deserções não são políticas. São sociais e económicas.