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segunda-feira, janeiro 16, 2017

Os centros de reeducação forjaram os "contra-revolucionários"

É que Mercedez Benz usado nesse período me parece muito periférico para discutir. A única coisa relevante é que André Matsangaissa que era chefe ainda militar, ter Mercedez Benz era ser burguês; que também nessa altura qualquer suspeita de aquisição de bens alheios ou enriquecimento ilícito, era sujeito à investigação e até lhe enviarem a um campo de reeducação.
Quanto à aquisicão de carros, houve gente que teve oportunidade de receber até à borla de portugueses que deixaram o país. Victor Terra, o meu professor na escola secundária de Nacala, teve o único carro da sua vida nessa altura. O meu falecido tio, o Ruas, também teve o único carro da sua vida. Lá em Mazua onde nasci, o José foi deixado uma carrinha pelo seu patrão Jácome. E conheço muitos que tiveram essa oportunidade.
Porque ainda não tenho certeza absoluta não estou a dizer que André Matsangaisse não tenha roubado o tal carro como nos induziram. Contudo, isso de roubo ou não não faz elevar ou descer do espaço que Matsangaissa ganhou.
Uma coisa que devia-se saber, é que os centros de reeducação forjaram a contra-revolução, contrariando os objectivos e isso pode ser o que aconteceu com André Matsangaissa. As minhas reflexões vão ao tempo que vivi no Itoculo e onde tive contactos com reeducandos do Centro de Itoculo, incluindo quem havia sido meu professor de desenho em Nacala. Sempre que falei com ele, via-se num revoltoso. Conheci, outros que eram professores, um grupo de 12 trazido da RDA (República Democrática de Alemanha) directamente ao centro, alunos do Instituto Pedagógico Industrial de Nampula. Posso dar muitos exemplos de então reeducandos que conheci e se tornaram meus amigos.
Vejam que a outra vaga de "contra-revolucionários" foi forjada pela Operação Produção.


quarta-feira, outubro 17, 2012

Supostos membros da Renamo vandalizam estátua de Matsangaíssa

O edil da Beira, Daviz Simango, diz ser inadmissível este tipo de casos e revela intenção de responsabilizar os autores do vandalismo. “Devem ser punidos na base da lei”.

segunda-feira, junho 25, 2012

O içar da bandeira nacional continua uma controversa

Continua a controversa em volta das pessoas que levantaram a bandeira no dia Independência, a 25 de Junho de 1975.
Depois da falecida veterana de Luta Armada, Lina Magaia, ter levantado a polémica em volta de quem içou a bandeira no dia da proclamação da Independência, o nome André Machangaissa, primeiro líder da Renamo, foi um dos apontados.

As dúvidas persistem.

37 anos depois, ouvimos da Renamo, que festejou o dia da Independência longe da Praça dos Heróis, com uma palestra em torno da data.
Quem também não confirma nem desmente, preferindo não falar, é o veterano de Luta de Libertação, Marcelino do Santos.
Um nome foi avançado pelo também veterano de Luta armada, Feliciano Gundana.
A proclamação da Independência foi um momento único e esperado por muitos moçambicanos, mas a verdadeira história deve ser conhecida.

Fonte: TIM - 25/06/2012

segunda-feira, outubro 18, 2010

Renamo exalta personalidade de Matsangaissa

A Renamo, principal partido da oposição política em Moçambique, recordou, domingo, a morte do seu primeiro líder, André Matade Matsangaissa, que tombou a 17 de Outubro de 1979, no Distrito da Gorongosa, Província de Sofala, no decorrer de um combate com as tropas governamentais.
Passaram, domingo, 31 anos após a sua morte. No entanto, pelo menos publicamente não é conhecido ainda o destino dado ao seu corpo.
Consta que os seus restos mortais haviam sido recolhidos e transportados numa avioneta ao serviço da Renamo que viria a ser atingida pelas tropas governamentais e ninguém terá dado conta nessa ocasião que entre os corpos das vitimas encontrava-se o de André Matade Matsangaissa.

quarta-feira, junho 03, 2009

QUEM TEM MEDO DA PRAÇA ANDRÉ MATSANGAISSA?

Por Noé Nhantumbo

Será recusa à reconciliação?

Beira (Canal de Moçambique) - É preciso dizer de boca cheia que os que receiam o nome daquela praça na cidade da Beira são os mesmos que não conseguem ver heróis senão nas suas hostes.
O discurso de reconciliação nacional que não passa pelo respeito aos heróis dos outros, é algo que não tem sentido e reflecte uma teimosia que só prejudica Moçambique e os moçambicanos. O frequente sentido de Estado que alguns dizem possuir é factualmente desmentido pelo facto dessas mesmas pessoas não conseguirem entender e mostrar aos moçambicanos que a sua luta e preocupação são este país e seu povo. As horas que foram consumidas procurando deitar a baixo uma resolução da Assembleia Municipal da Beira sobre o nome de uma praça reflecte o que na essência são os partidos políticos que temos…
Querer reconciliar a família moçambicana jogando para a lata do lixo uma parte importante dos moçambicanos que contribuíram com o seu empenho, saber e até sangue é algo que não pode ser aplaudido nem aceite pois representa uma negação autêntica dos esforços tendentes a normalizar a vida do país e lançar os alicerces para o seu desenvolvimento multifacetado.
A teimosia de impor um modelo político unilateral e visando obliterar a contribuição de compatriotas na criação de condições para que o país conquistasse a sua independência vai continuar a ser a preocupação primordial de alguns dinossauros políticos nacionais que com estas atitudes ainda não perceberam o quanto começam hoje a cair no ridículo.
Há gente que não consegue conceber que os outros também são moçambicanos e que possuem igualmente direitos sobre o que o país pode oferecer aos seus.
O combate que se trava na Beira sobre o nome André Matsangaice deve ser visto como algo mais abrangente. Aceitar tal nome para uma praça faz ou provoca arrepios a alguns políticos porque no seu entender seria abrir um precedente. Se admitirem isso terão que algum dia admitir que Uria Simango, Joana Simeão sejam considerados heróis com direito a nome em ruas, avenidas e praças. É isso que alguns “camaradas” temem mais que a morte. Julgam que ceder na Beira seria abrir a “caixa da Pandora” ou a garrafa onde está aprisionado o espírito.
Esta situação que deveria ser tratada de maneira politicamente adulta através de um diálogo que envolvesse todos os moçambicanos, está sendo evitada a todo o custo porque existem pessoas no partido no poder (Frelimo) que não conseguem trazer elementos novos para tal diálogo.
Somos moçambicanos e não há que ter medo ou qualquer receio em abordar a questão dos heróis com a profundidade requerida.
Deixemos para trás as considerações dos tempos do monopartidarismo e conceitos estreitos. Mesmo na Rússia, o último Czar foi reabilitado.
Já não há lugar para algumas manifestações estalinistas como de algumas pessoas que continuam a supor-se especiais e únicas.
Julgo que também há algum jogo de bajulação e elogios infundados para algumas figuras da luta de libertação nacional promovidos por alguma comunicação social. Engorda o ego dessas pessoas quando afinal até a sua filosofia, marxismo-leninismo é contra tais cultos de personalidade…
Deixem André Matsangaice descansar em paz e reconheça-se que o seu papel foi instrumental para que agora Moçambique seja politicamente pluralista…
O que realmente interessa aos moçambicanos é uma reconciliação efectiva onde cada um respeite os outros.
Essa mania de que existem moçambicanos especiais e que é necessário a Assembleia da República ratificar a heroicidade segundo critérios determinados por uma Comissão Política do partido no poder, como alguém procurou fazer entender, não faz sentido pois o povo moçambicano sabe de facto quem são os seus heróis.
Não há departamento de informação e propaganda algum que possa criar ou produzir heróis duradouros na memória popular…

Fonte: Canal de Moçambique

segunda-feira, outubro 20, 2008

Inaugurada na Munhava Praça André Matsangaíssa

Beira (Canal de Moçambique) – A Beira celebrou na última sexta-feira um facto inédito: nem mais nem menos do que a inauguração da Praça André Matade Matsangaíssa, 1.º Comandante da guerrilha do Movimento de Resistência Nacional que mais tarde viria a converter-se em Resistência Nacional de Moçambique dando posteriormente ao Acordo Geral de Paz em Roma, em 1992, ao Partido Renamo.
A Praça André Matsangaissa foi inaugurada pelo Presidente do Conselho Municipal da Beira, Eng.º Daviz Mbepo Simango, filho do ex-vice-presidente que a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Logo que foi descerrado o monumento, num momento de enorme solenidade, foi entoado o Hino Nacional.
O acto foi marcado por uma cerimónia tradicional dirigida por todos os régulos das cidade da Beira e presenciado por numeroso público que formou uma moldura humana sem precedentes num dia de semana.
A inauguração foi também presenciada pelo presidente da Assembleia Municipal, um antigo combatente da Renamo.
Os delegados políticos da Renamo na cidade da Beira e na província de Sofala não estiveram presentes.
Afonso Dhlakama que foi convidado pelo edil da Beira para o acto, não só não esteve na cerimónia, como não se deslocou à Beira.
O secretário-geral da Renamo, Ossufo Momad, embora convidado, também não esteve presente.
A praça André Matsangaissa foi inaugurada precisamente um ano depois de ter sido lançada a primeira pedra. Situa-se no cruzamento entre a Av. Kruss Gomes, com novo pavimento em “pavet” inaugurado também há um ano, e a EN6.
Após a cerimónia que terminou ao início da tarde, um grupo de comerciantes estabelecidas no Mercado «Casa Banana» – nome por que é conhecido mercado que se situa no entroncamento da via que dá acesso ao Nhangau/Savane e foi uma conhecida base da guerrilha contra o regime monopartidário – foi à sede de campanha de Daviz Simango, recém inaugurada na Munhava, oferecer ao candidato independente às próximas eleições autárquicas, um bolo pela passagem do primeiro aniversário do bazar e em reconhecimento ao edil por ter sido durante este seu mandato que está prestes a terminar que o mercado foi construído e apetrechado com frigoríficos públicos que permitem agora a conservação de peixe que dantes ou se estragava ou tinha de ser seco caso não fosse tudo vendido no mesmo dia em que era pescado e para li levado para comercialização.

(Fernando Veloso)

Fonte: Canal de Mocambique, 2008-10-20

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Não há barulho

Sob proposta do Conselho Municipal e quando aprovada pela Assembleia Municipal de Maputo, o órgão legislativo, Marcelino dos Santos poderá ser nome duma rua, nomeadamente a chamada Dr. Lacerda de Almeida, no bairro de Chamanculo.

Porém, admiro bastante da maneira como o Notícias escreve sobre esta proposta que nada traz diferença em relação a proposta e aprovação da denominação à Praça André Matsangaisse, na cidade da Beira.