Mostrar mensagens com a etiqueta assassinato de Gilles Cistac. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta assassinato de Gilles Cistac. Mostrar todas as mensagens

sábado, março 05, 2016

“As pessoas não têm a dimensão dos danos que criaram” – Ericino de Salema

“Lamentável” é simplesmente assim como o jornalista e jurista Ericino de Salema caracteriza a falta de esclarecimento do assassinato, um ano depois. Um silêncio que, entretanto, não surpreende o jovem jurista.

“Digo sem surpresa porque já são tantos casos de assassinatos neste país que não têm esclarecimento” diz, deplorando que, passado um ano, não existam sinais evidentes de que algo esteja a ser feito com vista ao esclarecimento.

Salema ainda não se esqueceu das promessas do ministro do Interior e do Comandante Geral da Polícia em esclarecer com celeridade o caso, mas não estranha que, tratando-se de um crime que parece ter motivações políticas, haja este não esclarecimento, tendo em conta sobretudo que as chefias da polícia e do ministério em geral são indicadas politicamente para esses cargos. Lembra também que, antes do assassinato de três de Março de 2015, Gilles Cistac foi vítima de outro tipo de assassinato, neste caso, de carácter por parte da “equipa G40”. Por isso, reitera Salema, o acontecimento daquela fatídica manhã foi apenas o culminar de uma série de assassinatos na esfera pública, incluindo de pelo menos um (ex) porta- -voz de um partido (Damião José, da Frelimo, diga-se).

Um ano de assassinato de Gilles Cistac: Queixa morta

Dias antes do seu baleamento, recorde-se, Gilles Cistac disse em exclusivo ao SAVANA, naquela que foi a sua última entrevista na vida, que ia avan- çar com uma queixa sobre aqueles que, ao invés de discutir suas ideias, assassinavam a sua personalidade na opinião pública, chegando ao extremo de apelar ao ódio de base racista contra o professor franco-moçambicano.

Os mestres dessa empreitada foram pseudo-analistas acorrentados ao Governo, num letal grupo conhecido por G40 da “escola frelimista”, cuja missão é cantar vivas ao executivo e ridicularizar qualquer ideia diferente, sobretudo, vindas da oposição ou que a ela alinhem.

Na entrevista desta semana, perguntamos ao porta-voz da procuradoria da cidade sobre o ponto de situação da denúncia submetida pessoalmente pelo professor Cistac, naqueles que foram os seus últimos dias de vida.

sábado, junho 20, 2015

Há “muitos avanços” na investigação da morte de Gilles Cistac - PGR

A Procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, garantiu hoje, em Coimbra, que "há muitos avanços" na investigação do homicídio do constitucionalista moçambicano Gilles Cistac.
Questionada sobre as críticas da Renamo e do MDM, principais partidos de oposição em Moçambique, quanto à forma como a PGR tratou a questão da morte de Gilles Cistac, Beatriz Buchili garantiu que "há muitos avanços na investigação", recusando-se a avançar com mais informações por o processo estar em segredo de justiça.
A Renamo criticou a alegada leviandade com que a PGR tratou o homicídio de Gilles Cistac, que morreu a 03 de março no centro da capital, depois de ter sido atingido a tiro por desconhecidos, e o MDM considerou que há falta de informação sobre a morte do constitucionalista.
Fonte: LUSA - 20.06.2015

segunda-feira, abril 13, 2015

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou hoje a detenção de dois suspeitos de envolvimento na morte do constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac, assassinado em Março no centro de Maputo.
"A polícia deteve dois indivíduos, indiciados de envolvimento no assassínio de Gilles Cistac. São eles Lúcio Manuel e Arsénio Nhaposse. Eles já foram apresentados ao tribunal da cidade de Maputo e, por termos notado fortes indícios, o tribunal emitiu a prisão dos mesmos", disse hoje à Lusa o porta-voz da PRM em Maputo, Arnaldo Chefo.

quinta-feira, março 26, 2015

Família de Cistac recorre à justiça francesa

Na queixa pede-se ao Ministério Público de França que investigue o homicídio do constitucionalista este mês em Maputo.

O advogado da família do constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac, assassinado a tiro em Maputo, anunciou ontem que a família apresentou queixa na justiça francesa por homicídio. A queixa, dirigida ao Ministério Público de Paris, pede que “todas as diligências sejam feitas” no âmbito deste caso, afirmou Thierry Carrère, citado na edição eletrónica do jornal francês 20 Minutes, quando passam três semanas sobre o homicídio de Cistac, ainda por desvendar pelas autoridades moçambicanas.

“Parece que ele foi assassinado simplesmente porque tinha emitido uma interpretação sobre o texto da Constituição moçambicana”, declarou o advogado, antigo colega de Cistac quando ambos estudavam Direito na Universidade de Toulouse.

terça-feira, março 17, 2015

Polícia diz que não há evolução na investigação à morte de Gilles Cistac

A Polícia da República de Moçambique (PRM) informou hoje que ainda não há evolução na investigação sobre o homicídio do constitucionalista moçambicano de origem francesa Gilles Cistac, quando passam hoje duas semanas após o crime.
"Ainda não temos novidades, a polícia está a trabalhar", afirmou, em conferência de imprensa de balanço semanal da actividade da corporação, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa.
Cossa recordou que as autoridades pediram ajuda à Interpol (Polícia Internacional) e às polícias dos países da África Austral, que possam ter na sua posse informações que levem à captura dos autores do homicídio.

Fonte:  LUSA - 17.03.2015

terça-feira, março 10, 2015

O equilíbrio de forças em Moçambique depois da morte de Gilles Cistac

Por Liliana Henriques

Continuam a afluir as reacções e sobretudo os questionamentos em torno do assassinato ontem em Maputo em plena luz do dia de Gilles Cistac, constitucionalista no coração de uma polémica por ter considerado que não existem entraves jurídicos para a criação de províncias autónomas, uma ideia defendida pela Renamo na oposição. Quem matou Gilles Cistac, porquê e que repercussões isso pode ter? 
Para Michel Cahen, pesquisador do Instituto de Estudos Políticos de Bordéus, no oeste de França, com quem conversamos no quadro de um seminário sobre política africana aqui em Paris, Moçambique está numa encruzilhada.

Escute: http://www.portugues.rfi.fr/aef_player_popup/rfi_player#


Fonte: RFI - 07.03.2014

"A mediocridade com que fomos governados nos últimos anos estampou-se ali, à nossa frente, com fardas negras dignas de filmes de ficção científica"

MARCO DO CORREIO 

Por Machado da Graça

Olá amigo Luís

Como vai a tua saúde e a da tua família? Do meu lado está tudo bem, felizmente.

Queria hoje falar-te da marcha que fizemos, aqui em Maputo, para protestar contra o assassinato do Prof. Gilles Cistac.

Não sei quantas pessoas éramos. Sou mau a fazer esse tipo de contas. Amigos meus calcularam entre 2000 e 4000. Mas éramos muitos e profundamente indignados. Havia gente de todas as raças, de to­das as religiões, de todas as idades. Muitos jovens, provavelmente estudantes universitários.

Vi lá dirigentes do MDM, nomeadamente Manuel de Araújo e Lutero Simango, e da Renamo, de que recordo Ivone Soares e António Muchanga.

Só não vi ninguém do partido Frelimo nem do Governo. Apesar de ambas as entidades terem, nos dias anteriores, declarado publicamente o seu choque com o assassinato, nem um só dos seus dirigentes, a qualquer nível, encontrou na sua ocupada agenda espaço para estar presente na marcha.

O TRILHO DA MORTE JÁ É ANTIGO

Por Noé Nhantumbo

...Acomodação, conveniência, conluio e cumplicidade consequentes

Beira (Canalmoz) - Em nome da revolução ou de qualquer outro artifício conveniente construído deve haver capacidade de discernir que o assassinato político é de génese antiga em Moçambique.

O caminho para a independência nacional tem exemplos bastantes para elucidar quem esteja interessado em conhecer um lado negro da nossa história que alguns recusam que os moçambicanos conheçam.

Embora seja compreensível que quando se luta a morte é uma das consequências directas, outra coisa diferente é montar ou pretender fundar um estado em alicerces dessa natureza.
A cultura da morte como solução de litígios e desinteligências mina a possibilidade de a tolerância reinar e das pessoas viverem em paz e concórdia.

Milhares no adeus a Cistac

Mais de mil pessoas participaram, ao princípio da noite de hoje, terça-feira, no velório do constitucionalista Gilles Cistac, assassinado na última terça-feira em Maputo. Os novecentos lugares do Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane foram poucos para acolher a moldura humana, constituída por académicos, políticos, amigos, e cidadãos anónimos que se fizeram ao local para prestar o último adeus ao constitucionalista Gilles Cistac, assassinado há uma semana.
O evento iniciou com um momento musical pelo Grupo Cultural da UEM, seguido de uma oração feita pela Igreja Católica. Chegado ao momento do elogio fúnebre, a família lamentou o brutal assassinato numa terra “que Gilles Cistac tanto amou e à qual dedicou lealdade intelectual de forma incondicional”.
O reitor da Universidade Eduardo Mondlane, onde Gilles Cistac era quadro, descreveu as qualidades profissionais e humanas do académico e considerou indiscritível o vazio que deixa na instituição e na sociedade moçambicana.
Os restos mortais de Gilles Cistac seguem esta quarta-feira para França, a terra natal, onde será sepultado.  

Fonte: O País – 10.03.2015

Para a Frelimo Gilles Cistac era ingrato

A Frelimo, partido no poder há quase 40 anos, considerava o constitucionalista moçambicano Gilles Cistac, assassinado na terça-feira (03) em Maputo, “ingrato e mal-agradecido” à “hospitalidade e ao acolhimento dos moçambicanos”, por ter declarado que à luz do número 04, do artigo 273 da Constituição, a Renamo pode criar “regiões autónomas” nas províncias que diz ter ganho nas últimas eleições gerais.

PGR cria equipa de peritos para investigar homicídio de Gilles Cistac

A Procuradoria-Geral da República (PGR) constituiu uma equipa de peritos para orientar metodologicamente a polícia na investigação ao homicídio de Gilles Cistac, anunciou o procurador-geral adjunto e porta-voz da instituição, Alberto Paulo.
"A equipa já está no terreno. A integração do Ministério Público, nos termos da lei, tem a obrigação de orientar metodologicamente o trabalho que é desenvolvido pela Polícia de Investigação Criminal", disse Alberto Paulo aos jornalistas, citado pelo Notícias, diário de maior circulação no país, no final de uma visita da direcção da PGR à PGR da cidade de Maputo.

sábado, março 07, 2015

FIR interrompe marcha em memória de Gilles Cistac

A marcha de protesto contra o assassínio do constitucionalista Gilles Cistac foi hoje interrompida em Maputo pela Força de Intervenção Rápida (FIR), alegando falta de autorização para o percurso final da manifestação.
A marcha foi travada a meio da manhã por cerca de 30 homens da FIR, altamente armados e munidos de equipamento anti-motim, que bloquearam a avenida Kenneth Kaunda, no centro da capital, quando centenas de pessoas se dirigiam para a praça da Paz, a poucos quilómetros do local.

sexta-feira, março 06, 2015

Mediador: Frelimo devia ter travado “ódio racista” contra Cistac

O académico Lourenço do Rosário, mediador do diálogo entre a Frelimo e a Renamo, considerou quinta-feira que o partido no poder devia ter travado o "ódio racista" contra o constitucionalista Gilles Cistac, assassinado na terça-feira em Maputo.
"O meu partido, quando digo meu partido sabem a que partido me refiro, porque sou da Frelimo, devia ter parado com o ódio racista que se incentivou contra o professor Gilles Cistac", afirmou Rosário, reitor da Universidade A Politécnica, numa declaração que antecedeu a oração de sapiência de abertura do ano letivo neste estabelecimento.

Liga dos Direitos Humanos chama Frelimo para marcha contra assassínio de constitucionalista

A Liga dos Direitos Humanos (LDH)  afirmou hoje que a Frelimo, partido no poder, deve distanciar-se de acusações relacionadas com a morte de Gilles Cistac, participando sábado na marcha da sociedade civil de repúdio pela morte do jurista.
"A Frelimo tem de mostrar com atos que está distante, que não tem nada a ver com a morte de Gilles Cistac. Gostaríamos que a Frelimo, que todos os partidos políticos participassem nesta marcha", afirmou Alice Mabota, presidente da LDH, uma das promotoras da iniciativa, marcada para sábado, durante uma conferência de imprensa sobre o evento.

quinta-feira, março 05, 2015

Quem mandou matar Gilles Cistac ?

O assassinato de Gilles Cistac cai imediatamente aos pés da FRELIMO. Dados que conduzam a tal suspeita são vários, tal como há outros que a anulam. Posições diferentes foram ouvidas pela DW África.


Várias vezes Gilles Cistac, enquanto constitucionalista, colocou em xeque decisões do Governo da FRELIMO. Por exemplo, teria levado Armando Guebuza, enquanto chefe de Estado, a revogar a Alta Autoridade da Função Pública, substituindo-a pelo Ministério da Função Pública, depois de ter denunciado que o Presidente não tinha competência para criar tal entidade. Ler mais

Quando o assassino é o juiz!

Por Matias Guente

O que me impressiona em Moçambique não é capacidade do partido Frelimo em fazer mal às pessoas. Entenda-se aqui o mal como um circunscrito acto de torturar e até assassinar, que é a subdivisão máxima da maldade e o muro mais alto da estupidez humana. Não me impressiona e já nem assusta o facto de eu saber que a Frelimo assassina pessoas e depois envia condolências às famílias enlutadas. Não é isso que me impressiona. Nem tão pouco me causa mossa o facto de eu saber que a qualquer altura também posso ser vítima de uma encomenda de morte, com retoques disfarçantes do tipo atropelamento, bala perdida ou mesmo acidente de viação. Estas possibilidades não me assustam. Não me assusta a ideia de saber que estamos numa coutada em que o pensamento próprio paga-se com a vida própria. Isso também não me assusta. Tal como não me causa o mínimo desconforto o facto de eu saber que o que eles querem é que todos pensemos segundo a estupidificante lógica de rebanho, em que a directiva máxima é reproduzir e seguir. Tudo isso não me assusta.

“Há pistas dos criminosos que mataram Cistac”

Quarenta oito horas após o assassinato do constitucionalista Gilles Cistac, o Ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, pronunciou-se hoje, quinta-feira, pela primeira vez em público para dizer que já há pistas dos criminosos. Todavia, sem revelar pormenores. Para não comprometer as investigações.
De acordo com Monteiro, as investigações estão ser baseadas nos testemunhos directos e também nos vestígios das balas da arma usada no crime.
Para lograr sucesso, as autoridades têm estado a solicitar ajuda de investigadores de vários países, incluindo da França, terra natal da vítima de atentado.
O professor catedrático Gilles Cistac morreu no Hospital Central de Maputo, na terça-feira, após ter sido baleado por quatro indivíduos quando saia de um restaurante na Avenida Eduardo Mondlane.

Fonte: O País – 05.03.2015

quarta-feira, março 04, 2015

EMBAIXADA FRANCESA EXIGE PUNIÇÃO DOS ASSASSINOS DE GILLES CISTAC

A embaixada da França em Moçambique espera que seja efectuado um inquerito que leve a detençao, julgamento e condenação dos assassinos do constitucionalista Gilles Cistac, que foi barbaramente baleado na cidade de Maputo, na terça-feira, por um grupo de quatro indivíduos ainda a monte.



Cistac, que era françes naturalizado moçambicano, foi alvejado a tiros quando saia de um restaurante na capital do pais, de onde foi evacuado para o Hospital Central de Maputo (HCM), onde mais tarde veio a perder a vida.

Estudantes da Faculdade de Direito organizam marcha em homenagem a Gilles Cistac

Os estudantes da Faculdade de Direito, da Universidade Eduardo Mondlane, estão a organizar uma marcha em homenagem ao falecido jurista Gilles Cistac. A marcha terá inicio pelas 9h do próximo Sábado, e parte da avenida Eduardo Mondlane, local do crime, até à Faculdade de Direito, em Maputo.
Segundo avançou o director da faculdade, o professor doutor Armando Dimande, a iniciativa é organizada pelos próprios estudantes,  e contará com o apoio da direcção daquela universidade.