“Lamentável” é simplesmente assim como o jornalista e jurista Ericino de
Salema caracteriza a falta de esclarecimento do assassinato, um ano depois. Um
silêncio que, entretanto, não surpreende o jovem jurista.
“Digo sem surpresa porque já são tantos casos de assassinatos neste país
que não têm esclarecimento” diz, deplorando que, passado um ano, não existam
sinais evidentes de que algo esteja a ser feito com vista ao esclarecimento.
Salema ainda não se esqueceu das promessas do ministro do Interior e do
Comandante Geral da Polícia em esclarecer com celeridade o caso, mas não
estranha que, tratando-se de um crime que parece ter motivações políticas, haja
este não esclarecimento, tendo em conta sobretudo que as chefias da polícia e
do ministério em geral são indicadas politicamente para esses cargos. Lembra
também que, antes do assassinato de três de Março de 2015, Gilles Cistac foi
vítima de outro tipo de assassinato, neste caso, de carácter por parte da
“equipa G40”. Por isso, reitera Salema, o acontecimento daquela fatídica manhã
foi apenas o culminar de uma série de assassinatos na esfera pública, incluindo
de pelo menos um (ex) porta- -voz de um partido (Damião José, da Frelimo,
diga-se).






