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sexta-feira, julho 28, 2017

Economist: Moçambique não deverá divulgar auditoria até congresso da Frelimo

A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que o Governo de Moçambique só deverá autorizar a divulgação do relatório total da Kroll sobre a dívida pública escondida no final do congresso da Frelimo, partido no poder, em Setembro.
"A publicação de uma versão total e detalhada do relatório, dizendo quem beneficiou dos empréstimos, teria implicações políticas abrangentes, dado que membros de topo do partido no poder, incluindo talvez o Presidente, Filipe Nyusi, arriscam-se a ser implicados em irregularidades", dizem os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist.
Numa nota de análise sobre a visita do Fundo Monetário Internacional a Moçambique, que terminou dia 20, e a que a Lusa teve acesso, os analistas da Economist escrevem: "Pensamos que é improvável que o Governo ceda aos pedidos do FMI antes do congresso da Frelimo em Setembro, quando o papel de Nyusi como líder do partido podia estar em risco".

quinta-feira, julho 06, 2017

Painelistas de debate sobre relatório da Kroll duvidam da capacidade da PGR

Painelistas apelam à sociedade a estar atenta às medidas do Governo para ultrapassar a crise da dívida
Num debate sobre as dívidas ocultas, em Maputo, o académico Jaime Macuana disse que a sociedade deve exigir que a responsabilização pelas dívidas ocultas não sirva para vinganças nem benefícios de grupos.
Por sua vez, Baltazar Fael, pesquisador do CIP, tem dúvidas em relação ao papel da Procuradoria na investigação das dívidas ocultas e diz mesmo que o Ministério Público é o elo mais fraco no processo de investigação.
Além dos factos levantados pela Kroll, o jornalista Fernando Lima diz que mais preocupante é saber como as instituições públicas estão empenhadas em esclarecer e ultrapassar a crise da dívida.
João Mosca, economista, apresentou uma pesquisa que mostra que os problemas da dívida contribuem para o recuo de vários indicadores de estabilidade e alertou para a eclosão de uma nova crise económica, caso não sejam tomada decisões estruturais.
As ideias dos quatro painelistas foram apresentadas hoje, numa discussão organizada pelo Fórum de Monitoria do Orçamento, onde também se vincou a necessidade de reforço das instituições.
Fonte: O País – 06.07.2017

sexta-feira, junho 30, 2017

Presidente da Ematum, MAM e Proindicus ataca autor do relatório sobre Moçambique

O presidente das empresas Ematum, MAM e Proindicus, António do Rosário, confirmou hoje à agência Bloomberg que expulsou os auditores da Kroll do seu escritório "porque queriam detalhes sobre questões da segurança do Estado".
De acordo com uma carta obtida pela Bloomberg e que foi autenticada pelo responsável destas três empresas públicas no centro do escândalo da dívida de Moçambique, António do Rosário assume que é a 'Pessoa A' identificada no sumário executivo publicado pela Procuradoria-Geral da República e mostra-se desafiante face às críticas da consultora.
"Para a Kroll, nós sabemos quem vocês realmente são e o que querem", escreveu o presidente das empresas na carta obtida pela Bloomberg, acrescentando: "Estou contente de ver a maneira muito negativa como me atacaram, porque isso prova que nós não cedemos a pressões e não temos medo".
A direcção das empresas, continuou, fará o que for preciso para que tenham sucesso, e explicou que a compra dos navios, através dos empréstimos, era necessária para proteger os 2.800 quilómetros de costa de piratas do mar.
As três empresas entraram em incumprimento financeiro nos últimos meses ao não pagarem os cupões relativamente aos títulos de dívida pública, em Janeiro, e aos empréstimos, cujas prestações começaram a ser falhadas já no ano passado.
António do Rosário disse ainda, na carta enviada à Kroll e citada pela agência de informação financeira Bloomberg, que as críticas que lhe foram dirigidas vêm de pessoas não identificadas que “querem desesperadamente" que as forças de segurança falhem.

quinta-feira, junho 29, 2017

Auditoria à dívida de Moçambique é “incorreta e enganadora”, aponta Credit Suisse (na íntegra)

O banco suíço Credit Suisse considerou que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são "incorretas e enganadoras", disse o banco numa declaração citada pela Bloomberg.
O banco suíço Credit Suisse considerou esta segunda-feira que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são “incorretas e enganadoras”, garantindo que as comissões recebidas foram de 23 milhões de dólares (20 milhões de euros). “A conclusão [da auditoria] de que o Credit Suisse recebeu 100 milhões de dólares (89 milhões de euros) ou mais em taxas de mediação financeira é incorreta e enganadora”, disse o banco suíço numa declaração citada pela agência de informação económica Bloomberg.
As taxas bancárias para o Credit Suisse totalizaram 23 milhões de dólares, mais ou menos 2,3% do financiamento total e estão em linha com as transações financeiras comparáveis realizadas nos mercados emergentes”, acrescenta o banco que mediou, juntamente com o russo VTB, os empréstimos de empresas públicas moçambicanas que não foram comunicados nem às autoridades do país nem aos doadores internacionais.

quarta-feira, junho 28, 2017

Estados Unidos aguardam acções da PGR de Moçambique depois da auditoria às dívidas ocultas

Comunicado da Embaixada americana em Maputo congratula a PGR pela divulgação do documento
Os Estados Unidos congratularam a Procuradora-Geral da República de Moçambique pela divulgação pública do sumário executivo da auditoria independente realizada pela conceituada empresa de consultoria internacional, Kroll, e dizem esperar por acções concretas.
“A divulgação do sumário executivo marca um passo importante para uma resolução transparente relativamente à emissão de mais de dois mil milhões de dólares em empréstimos à EMATUM, Proindicus, e Mozambique Asset Management”, diz a Embaixada americana em comunicado divulgado em Maputo.
“Como maior doador bilateral de Moçambique”, afirma a representação diplomática, “os Estados Unidos têm um interesse na gestão apropriada e transparente de fundos por parte do Governo de Moçambique”. Ler mais (Voz da América)

segunda-feira, junho 26, 2017

Auditoria à dívida de Moçambique é “incorreta e enganadora”, aponta Credit Suisse

O banco suíço Credit Suisse considerou que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são "incorretas e enganadoras", disse o banco numa declaração citada pela Bloomberg.
O banco suíço Credit Suisse considerou esta segunda-feira que as conclusões da auditoria da Kroll à dívida escondida de Moçambique são “incorretas e enganadoras”, garantindo que as comissões recebidas foram de 23 milhões de dólares (20 milhões de euros). Ler mais (O Observador – 26.06.2017)

terça-feira, junho 06, 2017

Suécia confiante no trabalho da PGR moçambicana sobre dívidas ocultas

A Embaixada da Suécia em Maputo manifestou hoje confiança na forma como a Procuradoria-Geral da República de Moçambique (PGR) está a tratar dos resultados da auditoria às dívidas ocultas, defendendo a divulgação do documento o mais breve possível.

A embaixada sueca financiou a realização da auditoria exigida por um grupo de parceiros internacionais para retomar os apoios ao Estado moçambicano, depois de há um ano terem sido reveladas dívidas ocultas de 1,4 mil milhões de dólares.

"[O relatório da auditoria à dívida pública] está nas mãos das autoridades, acho que eles é que vão publicar. Temos uma colaboração muito boa com a PGR e temos plena confiança no trabalho deles", disse aos jornalistas, em Maputo, o conselheiro político e comercial da embaixada da Suécia, Andreas Perez Fransius.

sábado, maio 13, 2017

PGR RECEBE RELATÓRIO DA AUDITORIA INTERNACIONAL SOBRE DÍVIDAS OCULTAS

A Procuradoria-geral da República confirmou, este sábado, em comunicado, ter recebido, no final do dia de ontem, o relatório da auditoria internacional realizada pela empresa Kroll Associates UK, às chamadas dívidas ocultas.
De acordo com o comunicado, a PGR vai proceder à verificação e análise do relatório para aferir a sua conformidade com os termos de referência indicados para a produção do relatório.
O documento refere que depois da análise do relatório a PGR vai partilhar os resultados da auditoria com o público, salvaguardando o segredo de Justiça, por o processo estar em instrução preparatória.
A Kroll Associates UK venceu o concurso internacional para fazer a auditora ao processo de constituição, financiamento e funcionamento das empresas Proíndicus SA, Empresa moçambicana de Atum SA (EMATUM) e Mozambique Asset Management SA (MAM), que juntas contraíram um empréstimo que ascende os dois biliões de dólares, com garantias do governo. 

Fonte: Rádio Moçambique - 13.05.2017


sexta-feira, maio 12, 2017

Relatório da auditoria às dívidas ocultas em Moçambique só será entregue amanhã

Prazo era esta sexta-feira
O relatório da auditoria independente às chamadas dívidas ocultas contraídas pelo Governo de Moçambique, que vem sendo realizada desde finais do ano passado pela consultora Kroll, não será entregue nesta sexta-feira, 12, como revelou recentemente no Parlamento a Procuradora-Geral da República no seu discurso sobre o estado da justiça no país.
Este é o quarto adiamento depois de o prazo ter sido fixado inicialmente para fins de Fevereiro.
A VOA apurou que o relatório vai ser entregue amanhã, 13, à embaixada sueca, financiadora da auditoria, que depois fará a sua entrega à Procuradoria-Geral da República.
As chamadas dívidas ocultas foram tornadas públicas em Abril de 2016 durante as reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Washington pelo ministro moçambicano das Finanças, Adriano Maleiane, no valor de 1,4 mil milhões de dólares.
O montante real, no entanto, pode estar próximo dos dois mil milhões de dólares.
As dívidas foram contraídas por três empresas públicas moçambicanas sem o conhecimento do FMI e do BM, nem dos actores políticos nacionais, além de as mesmas não constarem do orçamento do Estado.
O FMI, o Banco Mundial e vários países suspenderam então o apoio orçamental a Moçambique e exigiram uma auditoria independente.

Fonte: Voz da América – 12.05.2017

quinta-feira, abril 27, 2017

Dívidas ocultas: "Mão interna" pode estar a atrasar auditoria em Moçambique

Em entrevista à DW África, economista do Grupo Moçambicano da Dívida defende que "autoridades públicas" podem estar a tentar adulterar resultado da auditoria, que esta quinta-feira foi adiada pela terceira vez.

Em Moçambique, a Procuradoria Geral da República anunciou esta quinta-feira (27.04) que a divulgação do relatório sobre as dívidas ocultas, que está a ser elaborado pela empresa Kroll, só será conhecida a 12 de maio, e não no final deste mês de abril como era previsto.

Esta é a terceira vez que a divulgação da auditoria é adiada. Para o economista do Grupo Moçambicano da Dívida, Humberto Zaqueu, o adiamento da apresentação do relatório da auditoria pode representar um "trabalho interno", feito por atores políticos, para adulterar os resultados.

"O que está a acontecer agora é que as autoridades públicas não aceitam que o relatório saia como está antes que se mudem algumas coisas. Pode ser este o ângulo de fricção", considera o economista.

Em entrevista à DW África, Zaqueu comentou a recente "legalização" das dívidas ocultas pela Assembleia da República, fato que poderá enfraquecer a imagem do país internacionalmente e a responsabilização dos possíveis autores dos empréstimos. Ler mais (Deutsche – 27.04.2017)

Kroll já não vai entregar amanhã relatório sobre a auditoria às dívidas ocultas

Entrega do relatório sobre auditoria às dívidas públicas adiada para 12 de Maio
Mais um adiamento. A Kroll já não vai entregar amanhã, à Procuradoria-Geral da República, o relatório sobre a auditoria às dívidas que financiaram às empresas Proindicus, EMATUM e MAM. A empresa prevê entregar o documento só até o dia 12 de Maio de 2017.
A informação foi tornada pública, hoje, pela Procuradoria-Geral da República, através de um comunicado.
“No dia 26 de Abril do corrente ano, a Kroll remeteu à PGR uma comunicação, que foi partilhado com a Embaixada da Suécia, financiadora da auditoria e com o Fundo Monetário Internacional, indicando que decorrem ainda os trabalhos de reverificação e da competente tradução, para a língua oficial portuguesa, em cumprimento dos termos de referência, prevendo-se a entrega do relatório até ao dia 12 de Maio de 2017”, lê-se no comunicado de imprensa da PGR.
É a terceira vez que a Kroll pede a alteração da data de entrega do relatório sobre a auditoria internacional e independente. Através de um Comunicado, no dia 12 de Março, a Procuradoria-Geral da República informou ao público que tinha sido fixado o dia 28 de Abril de 2017, como data para a entrega, pela empresa Kroll Associates, do relatório sobre a Auditoria Internacional Independente às empresas Proindicus; EMATUM-Empresa Moçambicana de Atum; e MAM, que recorreram a financiamentos em bancos estrangeiros, com garantias emitidas pelo Governo moçambicano.

Fonte: O País – 27.04.2017

terça-feira, abril 25, 2017

O embaixador dos EUA sobre auditoria da Kroll

Pittman lembrou que a confiança é importante para os investidores e disse esperar pelos resultados da auditoria da Kroll, “uma empresa é muito respeitada".
O diplomata americano alertou no entanto que o mais importante, é saber “o que vão fazer com essa informação, como vai mudar as práticas ou melhorar a situação para evitar este tipo de coisas no futuro".

Fonte: Voz da América – 25.04.2017

quarta-feira, abril 05, 2017

“Este foi o último adiamento da publicação da auditoria”

Afirma Embaixadora da Suécia Irina Nyoni


Por Argunaldo Nhampossa

Antes de partir, nesta quinta-feira, para sua nova missão em Nova York, nos Estados Unidos da América (EUA), onde vai representar o seu país no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), a embaixadora da Suécia, Irina Nyoni, concedeu uma entrevista ao SAVANA, na qual pede paciência ao povo mo- çambicano, aos investidores e doadores, afirmando que a auditoria internacional independente está bem encaminhada e não há motivos de alarme. A diplomata diz que esta foi a última prorrogação do prazo (até 28 de Abril) para a Kroll entregar o relatório final à Procuradoria Geral da República (PGR), entidade que tem a missão de divulgá-lo.
Nyoni explicou que, numa primeira fase, a PGR deverá publicar um sumário executivo do trabalho, sendo que 90 dias depois deverá publicar o relatório final, que, segundo os termos de referência acordados entre as partes, não inclui a divulgação dos nomes dos orquestradores das dívidas ocultas estimadas em mais USD 1.4 mil milhões, avalizadas pelo Estado a favor das empresas EMATUM, MAM e ProÍndicus, e muitos menos a informação militar classificada.
Alega a embaixadora que, paralelamente a auditoria, a PGR está a fazer as suas investigações para averiguar se houve ou não prática de factos que consubstanciam crime para levar os infractores à barra do tribunal. Deste modo, não seria razoável publicar o relatório final antes da conclusão das investigações da PGR.

sexta-feira, março 24, 2017

Moçambique volta a alargar prazo da auditoria à dívida pública

A Procuradoria-Geral da República de (PGR) Moçambique anunciou hoje o alargamento por mais um mês da auditoria às dívidas contraídas por três empresas públicas e avalizadas pelo Governo à revelia da Assembleia da República e dos doadores internacionais.
Em comunicado enviado à Lusa, a PGR refere que a prorrogação do prazo resulta de um pedido feito pela filial britânica da consultora norte-americana Kroll, à qual foi adjudicada a auditoria. Ler mais (RTP - 24.08.2017)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Kroll pede mais tempo para concluir auditoria às dívidas da EMATUM, Pro Indicus e MAM

O auditor das dívidas da EMATUM, Pro Indicus e MAM, a empresa britânica Kroll Associates UK, solicitou mais tempo para concluir o processo.
O documento deveria estar pronto no final deste mês, mas a Kroll pediu a extensão do prazo para 31 de Março próximo.
"Porque estas diligências de recolha e tratamento da informação são complexas e ainda estão em curso, no país e no estrangeiro, envolvendo mecanismos de cooperação internacional, com o auxílio da PGR, o auditor solicitou mais tempo para a conclusão da auditoria", consta de um comunicado divulgado há pouco pela Procuradoria-Geral da República. 

Fonte: O País – 13.02.2017

quinta-feira, novembro 24, 2016

Empresa contratada pela PGR para auditar dívidas ocultas acusada de espionagem no Brasil

A KROLL, firma norte-americana seleccionada para auditar as contas da chamada dívida oculta da Ematum, MAM e PROINDICOS, é acusada de estar por detrás de vários casos de espionagem no Brasil, escreve A Bola África.
A imprensa brasileira relata que, em Outubro de 2004, executivos da empresa foram detidos pela Polícia Federal do Brasil por espionagem comercial, incluindo a figuras preponderantes do Governo da altura, como o Presidente Lula da Silva, escreve o jornal.
Noutro desenvolvimento, A Bola escreve que as autoridades detiveram o presidente da KROLL no Brasil, Eduardo Sampaio Gomide, o gerente Vander Aloisio Giordano, a investigadora Júlia Marinho Leitão da Cunha e Rodrigo de Azevedo Ventura, além de Ricardo Sanchez, ambos acusados de operar sofisticados equipamentos de escuta, que também foram apreendidos.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Auditoria à dívida pública será feita em 90 dias pela inglesa Kroll

Já foi identificada a empresa que vai fazer a auditoria às dívidas da Ematum, ProIndicos e Mam. Chama-se Kroll, baseada em Londres, Inglaterra, e tem 40 anos de experiência de auditoria em vários países.
A Auditoria será concluída no prazo máximo de 90 dias, contados a partir da data da celebração do contracto com a empresa inglesa. Findo o contrato, a Procuradoria-Geral da República dará a conhecer os resultados da auditoria.
No processo de selecção, concorreram cinco empresas de reputação internacional, e a auditoria é financiada pela Suécia.