Mostrar mensagens com a etiqueta China. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta China. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, setembro 27, 2016

Negócio (da China) que lesou o país em mais de 17 biliões

China é o principal destino da madeira exportada em Moçambique, com 90%. Até aí tudo bem. Mas o assunto muda de figura quando estudos comprovam que muita dessa madeira sai ilegalmente
Subfacturamento! Isto é o que acontece no processo de exportação de madeira para China. “Os valores reportados como importação por parte da China são bastante superiores aos reportados pelo governo de Moçambique como exportações”, conclui um estudo encomendado pela organização ambientalista WWF, publicado em 2014.
Há anos que se fala de pilhagem de madeira no nosso país para alimentar o “negócio da China”, entretanto, ninguém consegue encontrar os integrantes desse circuito ilegal.
Em Junho deste ano, o assunto foi levantado por uma das administradoras do Banco de Moçambique, Joana Matsombe, durante as jornadas científicas promovidas pelo Banco Central: “pegando na madeira, lembro-me de ter lido, em algum momento, um número que aparecia... que dava a indicação de que o volume de madeira que exportámos nesse determinado ano não tinha nada a ver com aquilo que tinha sido declarado aqui, portanto, dando uma clara indicação de que o elemento ‘subfacturação’ é algo que nós temos que tomar em consideração”. Ler mais ( O País – 27.09.2016)

sexta-feira, maio 20, 2016

Analistas advertem para a "angolanização" do conflito moçambicano

Em causa, visita de Filipe Nyusi a Angola e acordo militar com a China.
Analistas temem que o alto endividamento do Estado moçambicano resultante da elevada despesa com a defesa, as visitas do Presidente Filipe Nyusi à China e Angola e a ausência de diálogo sejam indícios de que o Governo pretende resolver, militarmente, a presente tensão político-militar no país, mas as autoridades dizem que isso nao faz parte da sua estratégia.

Fonte: Voz da América – 20.05.2016

domingo, maio 15, 2016

Financiamento chinês a Moçambique: a outra face da moeda

Eduardo Sengo é economista moçambicano e diz que "maioritariamente os empréstimos da China não são comerciais, estão entre os concessionais e os moderadamente comerciais. De forma geral, são empréstimos acessíveis. Uma boa parte do financiamento ajudou-nos a melhorar um pouco o défice das infrastruturas, é um marco."

Ministérios, centros de pesquisa e de ensino, estradas e pontes são apenas alguns dos visíveis exemplos que se podem verificar por todo o país. Mas na construção de estradas, por exemplo, carros com matrículas chinesas e trabalhadores chineses também estão presentes. À boca pequena diz-se que até os pregos utilizados nas obras também vêm da China.

Tag aid deixa empresariado local de fora

Este tipo de financiamento, em que a maior parte do empréstimo não sai da China, não permite o desenvolvimento da indústria e do empresariado moçambicano. O economista considera que "este financiamento chinês não veio empoderar os recursos que foram canalizados pela comunidade empresarial. O que aconteceu é que as insfraestruturas em si são um benefício para as empresas existentes. Mas em termos do que chamamos conteúdo local nos seus projetos [a participação] tem sido pouca.

Entretanto, esta tendência não se regista apenas com o investimento chinês. O economista lembra que o mesmo acontece com o norte-americano, por exemplo, embora "não tão descarado como o chinês".

O analista e jornalista moçambicano Ericino de Salema também recorda esta tendência e explica que "isso tem a ver com o que se designa de ajuda ligada, tag aid em Inglês. Se são fundos chineses, japoneses ou portugueses há-de ser uma empresa proveniente desses países a ganhar a obra" e finaliza: "Quanto a isso acho que é uma questão um pouco explicada pela indústria do desenvolvimento." Ler mais (Deutsche Welle – 13.05.2016)

quarta-feira, maio 04, 2016

MOÇAMBIQUE E CHINA ASSINAM ACORDO DE 16 MILHÕES DE DÓLARES

Os governos de Moçambique e China assinaram um acordo de Cooperação Técnica e Económica no qual aquele país asiático vai conceder pouco mais de 16 milhões de dólares americanos para a aquisição de 80 autocarros para transporte público e abertura de 200 furos de água potável.

O acordo foi assinado hoje, em Maputo, pela vice-ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nyelete Mondlane, e pelo embaixador da China acreditado em Moçambique, Sun Jian.

Este acordo representa uma valiosa contribuição do Governo chinês aos esforços do nosso governo na prossecução dos objectivos de desenvolvimento económico e social para financiar a abertura de 200 furos de água potável, 80 autocarros e outros projectos de impacto social
”, afirmou a vice-ministra.

Para além de se centrar na área de transporte público e abertura de furos de água, segundo Mondlane, o valor servirá, igualmente, para a construção do Centro Cultural China-Moçambique.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Campanha anticorrupção na China atingiu mais um vice-ministro

A campanha anticorrupção na China, considerada uma das mais persistentes e diversificadas das últimas décadas, atingiu mais um quadro dirigente com categoria de vice-ministro, anunciou hoje a Comissão Central de Disciplina do Partido Comunista Chinês.

Desta vez foi um vice-ministro da Administração Estatal da Indústria e Comércio, Sun Hongzhi, que, segundo aquela Comissão "está a ser investigado por suspeita de ter violado a disciplina do PCC e a lei".

Cerca de 60 quadros dirigentes chineses, entre os quais um antigo chefe da Segurança e um ex-vice-presidente da Comissão Militar Central, foram já atingidos pela campanha anticorrupção desencadeada pela nova liderança do PCC, há dois anos.

Fonte: LUSA - 26.12.2014

sábado, agosto 02, 2014

Chineses escravizam trabalhadores moçambicanos em Nampula

Nos últimos dias, os trabalhadores moçambicanos do sector dos transportes no estaleiro do projecto ferroviário do Corredor de Nacala, secção 6 e 7 do CR20G, no distrito de Meconta, província de Nampula, vivem momentos difíceis. Tudo porque a empresa chinesa subcontratada pela multinacional Vale Moçambique tem vindo a violar sistematicamente os direitos laborais. O @Verdade apurou que, além de intimidações, baixos salários e falta de contratos de trabalho, os funcionários nacionais são frequentemente espancados pelos chineses.

quarta-feira, abril 23, 2014

Países asiáticos interessados em gás moçambicano

A exploração de gás natural poderá representar 20% do PIB moçambicano já em 2020. O mercado asiático parece ser um dos mais interessados nas grandes reservas por explorar. Mas Moçambique terá de melhorar infraestruturas.
As análises mais otimistas apontam para que 2018 seja o ano em que Moçambique comece a exportar gás natural em maior escala, já que só nessa altura deverão estar concluídas as infraestruturas necessárias à produção e escoamento do produto. Ler mais (Deutsche Welle)

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Moçambique vai aumentar a produção de madeira em 2014

Moçambique deverá produzir 150 mil metros cúbicos de madeira em toro em 2014, representando um aumento de cerca de 50 mil metros cúbicos em relação a 2013.
O aumento da produção deverá resultar da sobrevalorização da madeira e do aumento das taxas de exploração, para além do reforço de mecanismos de controlo da exportação da madeira não processada no país, segundo o Ministério da Agricultura(MINAG).

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Pré-candidatos da Frelimo ligados a China

Os três pré-candidatos da Frelimo a sucessão de Armando Guebuza tem ligações empresariais a interesses chineses, revelou ontem a publicação Indian Ocean Newsletter (ION), editada em Paris. Filipe Nyussi, José Pacheco e Alberto Vaquina, que vão a votos na próxima sessão do Comité Central da Frelimo, nos fim deste mês, a qual se espera seja muito “quente” em função das já conhecidas rixas internas, têm interesses empresariais em vários domínios mas a nota de realce é uma aproximação a capitais e interesses chineses.

domingo, maio 05, 2013

China condena um político à prisão perpétua por corrupção

A China condenou um ex-vice-governador provincial à prisão perpétua por aceitar quase 2 milhões de dólares em subornos, a autoridade mais graduada a ser punida desde que a nova liderança do país fez da luta contra a corrupção a sua prioridade.
Huang Sheng, ex-vice-governador da província oriental de Shandong, aceitou mais de 12 milhões de iuans (1,95 milhão de dólares) de organizações e indivíduos, entre 1998 e 2011, informou a agência de notícias oficial Xinhua.
Além da pena de prisão, os bens de Huang foram confiscados, segundo a Xinhua. O presidente Xi Jinping, que assumiu o cargo em Março, numa transição de liderança de uma vez por década, tem desempenhado uma ofensiva contra a corrupção, alertando que o problema é tão grave que pode ameaçar a sobrevivência do partido.
Até agora, poucas autoridades de alto escalão foram capturadas durante a repressão.

Fonte: @Verdade - 04.05.2013

sábado, fevereiro 23, 2013

Quando os “cães” são estrangeiros…

Por Pedro Nacuo

Pelos vistos a caravana pára quando “cães” estrangeiros ladram! Mas ela (a caravana) passa quando “cães” nacionais ladram, ajustando-se, qual carapuça, à máxima secular dos povos segundo a qual “os cães ladram, a caravana passa”.

Estamos todos atarantados, depois de um relatório de uma instituição de investigação estrangeira ter apresentado o que todos sabíamos: como a madeira sai, ilegalmente, de Moçambique; quanto o país perde sem que sejam punidos os prevaricadores. A importantização do que é de fora ficou, mais uma vez, patente, na reacção da sociedade e instituições moçambicanas.

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Insinuações de primeira classe (na íntegra)

Há alguns meses um amigo jornalista, Emídio Beúla, chamou a minha atenção para um relatório britânico sobre a exploração ilegal de madeira em Moçambique e disse-me que ia dar de falar.

Li o relatório e não fiquei muito impressionado pela sua qualidade. Entretanto, o vaticínio do Emídio Beúla confirmou-se. O relatório está a dar que falar. Muita gente até exige a demissão do Ministro da Agricultura, José Pacheco, que se sai muito mal nesse relatório. Se se confirmar que ele está envolvido num negócio ilícito e, felizmente, a Procuradoria Geral da República está a investigar, ele terá de se demitir. Por enquanto, ele devia gozar do benefício da dúvida ou, melhor ainda, da presunção de inocência que é tão importante para o Estado de direito. Digo isto na brincadeira, mas a coisa é séria: está a ficar fácil desestabilizar Moçambique. Basta uma pessoa suspeita, vamos lá, um homem de negócios chinês, dizer que... para a gente começar a gritar “demita-se!”. Percebo, mas não me parece prudente.

domingo, fevereiro 10, 2013

Tráfico de madeira e corrupção em Moçambique


Por Vítor Matias

« Laços de primeira classe : Tráfico de madeira e corrupção em Moçambique », assim se intitula o relatório publicado hoje em Londres, que denuncia as ligações de alto nível entre moçambicanos e importadores chineses pouco escrupulosos. No ano passado, Moçambique perdeu 30 milhões de dólares (22 milhões de euros ), devido ao tráfico ilegal de madeira.

domingo, outubro 28, 2012

China: Família do primeiro-ministro tem negócios chorudos

As autoridades chinesas responderam de imediato à extensa reportagem do New York Times bloqueando o acesso à sua página na internet e bloqueando também o acesso a buscas com o nome de Wen Jiabao ou New York Times num dos mais populares servidores de blogs da China.

A extensa reportagem do jornal, produto daquilo que foi obviamente uma longa e detalhada investigação, diz que muitos familiares de Wen Jiabao incluindo o seu filho, filha, irmão mais novo e cunhado tornaram-se extremamente ricos desde que este ascendeu aos postos mais altos da China o que começou em 1998 quando foi nomeado vice-primeiro-ministro.

Em muitos casos, diz o jornal, os nomes dos interesses empresariais dos seus familiares estão escondidos por detrás de parcerias e veículos de investimentos envolvendo amigos, colegas e parceiros empresariais. Ler mais

domingo, setembro 09, 2012

Ausência de política agrícola clara aumenta pobreza - estudo

Maputo, 09 set (Lusa) - Moçambique precisa de uma política agrícola clara, sem ser vulnerável a interesses de momento, porque alguns projetos surgiram sem uma análise das suas implicações, aumentando a pobreza, defende-se na obra "Desafios para Moçambique-2012", publicada esta semana.

sexta-feira, agosto 24, 2012

A madeira que (já) não é nossa!

Desde princípios deste ano, aqueles que directa ou indirectamente trabalham com a madeira, sobretudo os carpinteiros, têm estado a passar por enormes dificuldades para adquirir esta matéria-prima indispensável à sua profissão. Paradoxalmente, Moçambique é um dos principais fornecedores deste recurso aos mercados asiático e europeu.
Os problemas relacionados com a aquisição da madeira nacional começaram a despontar em Janeiro, as razões ainda não são claramente conhecidas, mas o que é sabido é que apesar de Moçambique ser um dos principais fornecedores da madeira a alguns países asiáticos e europeus, ela está cada vez mais rara para os compradores e exploradores nacionais.
A zona Norte do país é a principal abastecedora dos mercados das restantes regiões do país. Mas desde o mês de Janeiro que o fornecimento daquela matéria-prima reduziu drasticamente para uma esmagadora maioria de compradores a grosso e a retalho, sobretudo a nível da região Sul onde a dependência continua extrema. Ler mais

sexta-feira, agosto 03, 2012

China abre nova linha de crédito de 20 biliões USD para África

Em cúpula com 50 nações africanas em Pequim, o presidente Hu Jintao disse que os empréstimos são destinados a infra-estruturas, agricultura e pequenos empresários africanos. O valor será disponibilizado nos próximos três anos e tem como objectivo aumentar ainda mais o comércio na região.

terça-feira, julho 17, 2012

Nampula exporta primeiro ferro para a China

A primeira exportação de minério de ferro produzido no distrito de Lalaua, província de Nampula, terá lugar até ao final do ano, tendo como destino a China, com o primeiro lote a ser constituído por cerca de 28 mil toneladas de magnetite de ferro.

quinta-feira, julho 05, 2012

China constrói uma cidade fantasma para meio milhão de pessoas em Angola

Alguns experimentos sociais resultam inovadores para a população mundial; outros, simplesmente, um desastre. Este é o caso de Kilamba, uma cidade fantasma localizada a 30 quilômetros de Luanda, a capital angolana construída por uma empresa chinesa chamada China International Trust and Investment Corporation. Ler mais