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quarta-feira, setembro 17, 2014

ELEIÇÕES 2014/MDM FALA DE PROJECTO DE HABITAÇÃO SOCIAL PARA JOVENS

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a segunda maior força de oposição, disse, hoje, ao eleitorado da cidade de Maputo, que o seu governo vai implementar, no país, um projecto de habitação social, à semelhança do que o governo sul-africano fez quando dirigido pelo então Presidente Nelson Mandela.

Falando no âmbito da campanha eleitoral, Venâncio Mandlane, candidato ao cargo de deputado da Assembleia da República, pela bancada do MDM, disse aos eleitores que o governo da vizinha África do Sul levou a cabo um projecto de habitação social que beneficiou a muitos cidadãos economicamente carenciados.

quinta-feira, setembro 11, 2014

MDM PROMETE REVOLUCIONAR SISTEMA DE TRANSPORTES PÚBLICOS

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), um dos partidos políticos que concorrem para as eleições gerais e das assembleias provinciais de 15 de Outubro próximo, promete melhorar os transportes públicos no país, caso vença o pleito.

Esta foi a principal mensagem transmitida hoje aos moradores do bairro de Magoanine, arredores da cidade de Maputo, por Venâncio Mondlane, coordenador do gabinete do candidato presidencial do MDM, Daviz Simango.

O problema de transportes é seríssimo e é um dos mais notáveis e com mais impacto na renda familiar. Esta área é extremamente crucial. Por isso, queremos montar um sistema de transportes públicos mais eficiente e mais social”, disse Mondlane, ajuntando que “as normas internacionais dizem que as pessoas não podem usar mais de 20 por cento dos seus rendimentos para o transporte. Aqui as pessoas usam cerca de 50 por cento, o que é inadmissível.

quarta-feira, maio 21, 2014

PARA A ESPECIFICIDADE REGIONAL: MDM revê manifesto eleitoral

A direcção e os membros dos gabinetes eleitorais das províncias de Nampula, Cabo delgado, Niassa e Zambézia, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terminaram ontem, na cidade de Nampula, o processo de revisão pontual do manifesto eleitoral daquela formação política com objectivo de adequá-lo às especificidades sócio-politicas dos eleitores da região norte do país.
Segundo o presidente daquela força política da oposição, Daviz Simango, através do exercício ora concluído, a mensagem constante naquele documento orientador, tornou-se mais simples e de compreensão fácil.
“Ao longo dos dois dias debruçarmo-nos sobre a definição da estratégia, metodologia e formas de trabalho que podem nos levar a transmitir, de forma mais simples possível, a mensagem constante no nosso manifesto aos eleitores, em que, igualmente, não foi posta de lado a questão relativa ao uso de línguas locais”, destacou Simango, que orientou uma reunião em que participaram presidentes dos conselho municipais, mesas das assembleias municipais onde o partido do “Galo” tem maioria absoluta, para além de alguns vereadores das autarquias da região norte do país.

segunda-feira, abril 21, 2014

Gerais 2014: Daviz Simango e jovens do MDM traçam linhas mestras do manifesto eleitoral

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, e a Liga Juvenil do seu partido, a nível de cidade de Maputo, reuniram sábado último (19) na capital do país para definirem a estratégias de actuação nos pleitos eleitorais que se avizinham e estabelecerem as linhas que orientarão o seu manifesto eleitoral.
No encontro, os jovens do MDM apresentaram ao seu líder e candidato o que consideram serem os pontos a serem tidos em conta no processo de caça ao voto, com vista à concretização da "missão de revolução" em Outubro.
A inclusão de todos os moçambicanos no processo de desenvolvimento e no gozo do mesmo foi o ponto que mais se destacou nas diversas intervenções que, sob cânticos e aplausos, iam surgindo na sala.

segunda-feira, março 10, 2014

POPULAÇÃO EXIGE CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS ELEITORAIS

No distrito de Moma

A população do posto administrativo de Chalaua e da vila de Macone, no distrito de Moma, em Nampula, disse, na passada Sexta-feira, à governadora de Nampula que o incumprimento dos manifesto eleitorais por parte do partido Frelimo poderá prejudicar aqui lo que denominaram de boas relações entre aquela formação política e o seu eleitorado naquele ponto do país.

quarta-feira, maio 30, 2012

Parlamento Juvenil: manifestos eleitorais tratadocomo documentos de elite

“os manifestos eleitorais continuam a ser tratados como documentos de elite”. Com essa realidade, entende a organização que tem que haver mais acesso e debate sobre os manifestos eleitorais municipais e, no caso de Inhambane, “o deficitário acesso à internet limitou a participação política dos jovens de Inhambane nos debates eleitorais através das redes sociais, de modo que a maior parte dos jovens que debatiam estas eleições por meio de internet não são oriundos de Inhambane.”

Fonte: O País online - 30.05.2012

quarta-feira, maio 23, 2012

“Não houve campanha de educação cívica em Inhambane”

O estudo sugere que a submissão de manifestos eleitorais à CNE seja uma condição obrigatória para aprovação da candidatura dos partidos.

De acordo com o estudo a ser apresentado hoje em Maputo, pelo Centro de Estudos e Promoção de Cidadania, Direitos Humanos e Meio Ambiente (COOD), “não houve campanha de educação cívica em Inhambane”.
O CODD sugere que, em eleições municipais, a submissão de manifestos eleitorais à Comissão Nacional de Eleições seja de carácter obrigatório e, por esta via, uma das precondições para a aprovação de uma candidatura ao cargo de presidente do município, pois assume-se que o manifesto seja o compromisso que o candidato a presidente do município deve apresentar aos eleitores. Ler mais

domingo, setembro 27, 2009

MDM forma 56 brigadas móveis

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) está a desenvolver, na província de Nampula, um apreviável trabalho de campanha eleitoral, que resultou já na criação de 56 novas brigadas móveis, cujas acções centram-se nos locais de maior concentração populacional.
Segundo António Gonçalves, director do Gabinete de Eleições daquela formação política, 35 brigadas trabalharão na cidade de Nampula, enquanto as restantes 21 serão distribuídas para os distritos afim de apoiar as subdelegações políticas locais.
O nosso entrevistado deu, ainda, a conhecer que as referidas brigadas terão a missão de divulgar o manifesto eleitoral do seu candidato nos mercados, estações rodoviárias e ferroviárias.

Fonte: Wamphula Fax, in @ VERDADE

sábado, setembro 26, 2009

O Manifesto Eleitoral do MDM

Logo ao lado direito deste blog, encontra-se o Manifesto Eleitoral do MDM e o seu candidato presidencial Daviz Simango. Eis o que Simango diz na introducão:

Moçambicanas e Moçambicanos!
Negrito
Chegou a hora de o MDM vos apresentar, não só a vós, como também aos amigos de Moçambique, o seu Projecto de Governação.
O Projecto do MDM baseia-se nos princípios fundamentais de Boa Governação e assenta essencialmente em quatro pilares-chave:
· Alargamento da participação dos cidadãos, sobretudo jovens e mulheres, na
vida pública;
· Responsabilização dos eleitos;
· Produção de riqueza e sua distribuição equitativa;
· Melhoria da qualidade dos serviços públicos do ESTADO.
Moçambique precisa de um novo projecto de governação, que esteja profundamente enraizado num princípio fundamental: Servir o Povo Moçambicano e não Servir-se do Povo.
Para que isso aconteça é imprescindível que se verifique uma mudança real. Esta mudança só pode acontecer com novos rostos, novas ideias e, por conseguinte, com uma nova mentalidade e uma nova maneira de pensar Moçambique.
O futuro de Moçambique depende exclusivamente da nossa capacidade de análise, do nosso rigor, da nossa exigência, da nossa lucidez e do nosso desejo de um novo Moçambique: um MOÇAMBIQUE PARA TODOS. No dia 28 de Outubro, na hora da escolha do Presidente da República e da força política que irá governar e legislar no nosso País, nos próximos cinco anos, o Povo Moçambicano terá a oportunidade de exprimir a sua vontade. Portanto, pensemos seriamente no que queremos para Moçambique.
Vamos trabalhar juntos em benefício de Moçambique, através de uma política de incentivo ao desenvolvimento económico, onde o empresariado, pequeno, médio e grande, será fortemente estimulado para investir em qualquer parte do nosso País.
Numa altura em que a “classe política governante” e a oposição existente têm vindo a mostrar-se incapazes de trazer uma agenda coerente ao serviço do bem comum, impõe-se uma atitude cívica mais exigente: novas caras, nova maneira de estar em política, novos e transparentes processos de governação.
O MDM corporiza esta nova atitude.
O seu voto será decisivo para a concretização deste novo projecto: o Projecto de um MOÇAMBIQUE PARA TODOS.
Venha!
Contamos consigo para juntos construirmos um MOÇAMBIQUE PARA TODOS!
O Presidente
Daviz Mbepo Simango

segunda-feira, agosto 10, 2009

Daviz Simango promete 1% do PIB para Habitação em cada ano

Debate de manifestos eleitorais no Parlamento Juvenil

• O presidente do MDM defende menos poderes para o Chefe de Estado. • Defende também mais nítida separação de poderes entre os órgãos de soberania, e mais poder para as comunidades académicas • Defende ainda que o que torna Moçambique pobre, é a corrupção instalada no país, pelo regime no poder, que não permite a aplicação das receitas do Estado para o desenvolvimento, por serem desviadas para fins e interesses partidários e pessoais.

Maputo (Canalmoz) - O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, apresentou e defendeu o seu manifesto eleitoral, na passada sexta-feira, no Parlamento Juvenil. De entre várias propostas constantes do manifesto deste partido, destaca-se a inovação no sector de habitação, onde o candidato promete alocar, anualmente, 1% do Produto Nacional Bruto (PIB), para investir na habitação para os jovens.
Daviz Simango, engenheiro civil de profissão e presidente do Município da Beira, disse que a alocação de 1% vai permitir a construção de cerca de 600 casas de habitação, em cada província, anualmente, durante todo os cinco anos do mandato.
No sector da educação, o presidente do MDM disse que pretende corrigir a actual modalidade de passagem dos alunos no ensino primário, de progressão automática, considerando que a mesma permite a graduação de muitos alunos, mas sem a qualidade desejada.
Prometeu acabar ainda com as células de partidos políticos, instaladas nas escolas.
Disse que consigo na Presidência da República, os directores das escolas secundárias e reitores de universidades públicas passarão a ser nomeados pelas respectivas comunidades escolares cabendo aos reitores tomar posse diante do presidente da República.
Daviz Simango prometeu ainda que se for eleito para a presidência da República, irá promover a redução de poderes constitucionais atribuídos ao chefe de Estado.
Este candidato à Ponta Vermelha nas eleições de 28 de Outubro revelou ser contra o facto do presidente da República ter hoje tantos poderes concentrados numa única pessoa.
Deviz Simango prometeu que irá promover a revisão das leis, os presidentes dos tribunais Administrativo, Supremo, e do Conselho Constitucional deixem de ser nomeados pelo Presidente da República. O presidente do MDM defende mais autonomia e uma mais nítida separação de poderes entre os diversos órgãos de soberania.
No concernente às infra-estruturas, o presidente do MDM disse que o seu governo irá construir linhas férreas que garantam a ligação do país, de norte a sul.
No ramo da saúde, prometeu construir uma fábrica de anti-retroviais para assistir os infectados de HIV-SIDA e criar um cartão electrónico de saúde, para a identificação de todos os moçambicanos, em qualquer ponto do país.
Questionado sobre onde iria encontrar dinheiro para implementar todos estes programas, visto a dependência do país, em fundos externos, Simango respondeu, dando exemplo da Cidade da Beira, que quando ele assumiu a liderança do município local, era das mais sujas e desorganizadas do país, mas depois de 5 anos da sua gestão, transformou-se no melhor município do país.
O candidato do MDM negou, por outro lado, que o país é pobre. Disse que o que torna Moçambique pobre, é a corrupção instalada no país, pelo regime no poder, que não permite a aplicação das receitas do Estado para o desenvolvimento do País, desviando-as para fins de interesses partidários e pessoais.
“O que é mais caro entre um Pajero e uma sala de aulas? Quantos Pajeros há em Moçambique, e quantas salas de aulas temos?”, questionou o presidente do MDM para ilustrar que há dinheiro em Moçambique, o que falta é vontade política para desenvolver as instituições que beneficiam a sociedade.

Fonte: CanalMoz

domingo, agosto 09, 2009

Agenda do MDM estará virada ao serviço do cidadão

- Deviz Simango, no diálogo com o Parlamento Juvenil sobre as eleições e a deItálicomocracia no país

O LÍDER do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Deviz Simango, disse que, contrariamente ao que tem sido opinião de alguns círculos políticos segundo a qual não se pode dar o poder aos jovens, alegadamente porque irão vender o país a qualquer preço, a sua liderança descarta qualquer hipótese nesse sentido, estando somente comprometida com uma agenda política ao serviço do cidadão.

Falando sexta-feira aos membros do Parlamento Juvenil na primeira ronda do debate por este promovido com candidatos à Presidente da República, intitulado “juventude, eleições 2009 e a democracia em Moçambique”, Deviz Simango garantiu que o Movimento que dirige está preparado para governar e quer fazé-lo ao serviço do cidadão.

Afirmou que nunca praticará uma política de imposição nem de exclusão. Caso ganhe as eleições deste ano, pessoas estranhas ao Movimento serão nomeadas para dirigir os destinos do país, desde que sejam leais aos seus ideais.

Na ocasião, Deviz Simango apresentou o manifesto do Movimento para as eleições de 28 de Outubro próximo que, na circunstância, foi considerado por alguns jovens do Parlamento Juvenil coerente, lógico e que mostra as estratégias para alcançar as metas traçadas. Um manifesto que contém uma visão inequivocamente inovadora no quadro da governação do país, dada a singularidade das acções nele contidas.

No entanto, um jovem perguntou a Deviz Simango onde é que iria buscar dinheiro para executar as acções contidas no manifesto eleitoral do seu Movimento. Em resposta, afirmou que o dinheiro estava entre os moçambicanos.

“O dinheiro está entre nós. Temos que definir políticas de modo a que todas as receitas do Estado sejam encaminhadas ao próprio Estado. O país tem que gerar riqueza”, disse Deviz Mbepo Simango que revelou que já em 2003 (eleições autárquicas) o fizeram a mesma pergunta, tendo respondido nos mesmos termos.

O líder do MDM disse que é preciso educar aos cidadãos, lembrando-os sobre as suas obrigações. Defendeu que o Estado tem que estar presente em todos os cantos onde se pode gerar dinheiro.

Durante o debate, várias foram as questões colocadas ao líder do Movimento Democrático de Moçambique. Questões que comummente afligem a juventude, muitas das quais se arrastam de ano para ano.

Eduardo Lopes, um jovem estudante da Universidade Eduardo Mondlane e membro do Parlamento Juvenil quis saber de Deviz Simango, por exemplo, o lugar da juventude no processo de tomada de decisões na sua governação. Uma jovem cuja identidade não conseguimos apurar perguntou se o MDM concorda ou não com as passagens automáticas no ensino primário do primeiro grau e como pensa mudar o cenário em que uma turma chega a comportar mais de 75 alunos.

O jovem Sérgio Manuel, representante da Associação dos Deficientes do Ensino Técnico de Moçambique, quis saber a estratégia do Movimento para a inclusão da pessoa portadora de deficiência na educação. Sérgio Manuel disse que em todo o país existem 10 mil jovens com deficiência de natureza diversa. Muitos deles não conseguem empregar-se devido à sua condição física.

Disse que os transportes públicos não estão preparados para acolher os deficientes e no que diz respeito à habitação (refere-se ao Fundo de Fomento de Habitação) estes são os mais desfavorecidos.

Depois de fazer reparos a algumas linhas do manifesto, um outro jovem quis saber como é que Deviz Simango iria lidar com a situação dos filhos dos antigos combatentes que têm privilégio no acesso às universidades públicas, sem passarem por provas de admissão.

Também foi sugerido a Deviz Simango a possibilidade de consagração de referendo na Constituição da República sobre determinadas matérias consideradas não consensuais e a necessidade de garantir que os salários dos dirigentes, incluindo o próprio Presidente da República, sejam do conhecimento público, numa medida visando garantir a transparência na gestão da coisa pública.

Um outro jovem quis saber do presidente do MDM a estratégia para a geração de riqueza interna para diminuir a dependência externa.

O jovem deputado Manuel de Araújo afirmou que a candidatura de Deviz Simango representa a coragem da juventude perante os desafios do país. Sugeriu que caso ganhe as eleições, Deviz Simango deverá convocar uma conferência nacional da juventude. Quis, porém, saber a estratégia em volta do desemprego e para uma melhor distribuição da riqueza.

Deviz Simango também foi questionado sobre o meio ambiente e as mudanças climáticas e solicitado a emitir a sua opinião sobre os sete milhões de meticais.

Em resposta às questões colocadas especificamente sobre a juventude, o líder do MDM afirmou que na busca de soluções aos problemas dos jovens, é indispensável o diálogo com eles. Realçou que os jovens é que dirão o que é prioritário dentre as acções que devem ser levadas a cabo em prol da juventude.

Sobre a inclusão no processo de tomada de decisões, defendeu que não se pode tomar nenhuma decisão sem a presença dos jovens. Afirmou que, indispensavelmente, os jovens devem assumir responsabilidades governativas. Aliás, recordou que a despeito do receio ou medo de que os jovens podem vender o país, muitos deles já ganharam prémios internacionais dado o seu desempenho.

Sobre as passagens automáticas, defendeu que é preciso sentar e dialogar com os cidadãos para identificar as fraquezas e imediatamente agir para a sua correcção. O líder do MDM insistiu que é preciso dialogar com o povo, pois quem coloca os governantes no poder é o povo e este merece ser bem servido.

Para o candidato, as turmas não só estão superlotadas como aliás há alunos que estudam sem tecto. “Quanto custa um pajero e uma sala de aulas? O que é prioritário entre uma ambulância e um pajero?”, questionou Deviz Simango, para quem é preciso dar aos cidadãos uma educação de qualidade.

Aliás, o candidato recordou que é função do Estado garantir que o que está plasmado na Constituição para o bem dos cidadãos seja cumprido.

Sobre o meio ambiente e mudanças climáticas disse tratar-se dum assunto bastante sério que consta do programa do MDM. Disse que o Estado deve fazer grandes investimentos para o tratamento de resíduos sólidos, protecção da costa marítima e realização de outras acções em defesa do meio ambiente.

Sobre os jovens que não encontram emprego mesmo depois de formados, o candidato a inquilino da Ponta Vermelha pelo MDM afirmou que há que se trabalhar imenso para a criação de pequenas e médias empresas.

“Temos que trabalhar muito em pequenas e médias empresas. Temos que trabalhar muito em investimentos”, disse.
Sobre os filhos de antigos combatentes que têm privilégio no ingresso às universidades públicas, afirmou que esta prática deve ser revista. Disse, porém, que não defende a abolição de apoio ou assistência social aos combatentes, mas ela deve ser para todos os moçambicanos.

Deviz Simango também falou da obrigatoriedade dos dirigentes do Estado declararem os seus bens antes de assumirem os cargos para os quais foram eleitos ou nomeados. Segundo afirmou, todos os dirigentes, incluindo o Presidente da República, deverão depositar na Procuradoria Geral da República a declaração dos seus bens. E mais, nenhum governante deverá fazer negócio para consigo mesmo.

Sobre os sete milhões de meticais, afirmou que este fundo deve ser canalizado para o desenvolvimento e que a sua atribuição não deve ser com base em cores político-partidárias. O candidato disse mesmo que os sete milhões de meticais foram instituídos para dominar os cidadãos ante a impopularidade do regime.
Do manifesto

Reza o manifesto do MDM que a juventude é a grande esperança de um Moçambique novo e para todos. Para o fortalecimento da juventude moçambicana, o Movimento liderado por Deviz Simango compromete-se a criar postos de trabalho, serviço de acção social escolar e destinar até um por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para custear o programa nacional de habitação para a juventude.

O MDM irá promover acções que estimulem o espírito empreendedor nos jovens de modo a envolverem-se em activamente nos processos de desenvolvimento do país, adquirindo e aplicando habilidades que os tornem cidadãos produtivos e desenvolvam as capacidades de gestão e liderança.

Compromete-se a criar o serviço de acção social escolar em todas as instituições públicas e/ou privadas do ensino superior de modo a assegurar a igualdade de acesso a este nível por parte dos estudantes carenciados, oferecendo maiores oportunidades de bolsas de estudo. Compromete-se ainda a administrar durante o Serviço Militar cursos profissionalizantes nos ramos militares e outros de modo a conferir aos jovens um sentido de maior oportunidade e utilidade, tanto na iniciação de formação profissional como em apoios de natureza social e outros da sua vida particular.

Serão ainda introduzidos programas de divulgação da importância de se frequentar o ensino médio, técnico-profissional e de artes e ofícios. O MDM compromete-se ainda a criar o sistema de crédito jovem habitação e condições favoráveis aos jovens para a aquisição de habitação própria, nas cidades, no campo e na periferia urbana.

Irá incentivar o associativismo juvenil como modelo de organização e espaço de desenvolvimento integral dos jovens, de aprendizagem de princípios e valores essenciais ao desenvolvimento de um espírito de sã convivência e de vivência democrática, constituindo um fórum de partilha de ideias e concretização das mesmas, na perspectiva de luta por uma democracia política, económica, social e cultural que vá de encontro à expectativa de todos os jovens.

A criação de um fundo de apoio ao associativismo juvenil, bem como estimular e promover o corpo de jovens voluntários em todas as regiões do país, centros da juventude e telecentros em todos os distritos, municípios e nas periferias das grandes cidades constituem ainda a aposta do Movimento.

Propõe-se, por outro lado, a criar pousadas da juventude para o fomento de intercâmbio e mobilidade juvenil entre as diferentes províncias e regiões do país, bem como o fomento de iniciativas visando a criação do emprego jovem. Instituir os campos de férias de carácter provincial, distrital e municipal, implementar o programa lazer e desporto na rua, bem como introduzir e massificar, em parceria com o sector privado, o programa cartão-jovem como instrumento privilegiado de promoção da mobilidade e intercâmbio juvenil entre as províncias, distritos e regiões e entre países da zona é outra aposta para a juventude na governação do Movimento Democrático de Moçambique.>>>>

Fonte: Notícias