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quarta-feira, março 20, 2013

Obama reúne-se com líderes africanos para debater cooperação económica e democracia

Quatro chefes de Estado e de governo africanos, entre os quais, a líder malawiana Joyce Banda deslocam-se próxima semana aos Estados Unidos da América à convite do presidente Barrack Obama, no quadro do reforço das relações com o continente africano.

Para além da estadista malawiana, foram igualmente convidados à Casa Branca os presidentes da Serra Leoa, Ernest Koroma, e do Senegal, Marck Sall, bem como o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.

quarta-feira, maio 16, 2012

Em África não basta seguir o líder

Por Simon Robinson(*),

Em termos de brutal honestidade sobre as causas do sofrimento africano, é difícil ir mais além que a obra do escritor Chinua Achebe, “Os problemas da Nigéria”.

Escrito durante a tumultuosa campanha eleitoral do país em 1983, o livro, com apenas 68 páginas, transpira frustração face aos problemas enfrentados pela Nigéria. Ler o seu conteúdo dá para perceber claramente a angústia de Achebe. O autor – bem conhecido pela obra Things Fall Apart, uma poderosa obra de ficção que, quase meio século depois da sua publicação, continua a estar no topo das listas de livros sobre África – usa uma prosa muito sincera para enviar a mensagem em Trouble. Os títulos dos capítulos telegrafam as suas opiniões: “falsa imagem sobre nós próprios”; “injustiça social e o culto da mediocridade”; “indisciplina”; “corrupção”. Achebe coloca o seu ponto de vista logo da primeira frase do livro: “o problema da Nigéria é simples e claramente um falhanço de liderança”.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Porquê os líderes africanos são tratados no Ocidente ou Oriente?

Basilio Muhate ou seu amigo levantou o tema que se discute ardentemente (aqui).

Para reflexão: alguns presidentes e lideres Africanos quando ficam doentes são levados para o ocidente ou para o Oriente para o seu check up médico e tratamento, etc A questão é: quando você foi Presidente ou lider e todos estes anos por que não criou hospitais adequados para tratar de si e do seu povo no mesmo padrão que os hospitais no Ocidente ou Oriente ...?

Makes you wonder: some African Presidents when they get ill they are flown to the West or may be to the East for their medical check up and treatment etc. The question is when you have been President all these years why didn't you create suitable hospitals to treat you and your people at the same standard as hospitals in the West or East...?

Fonte: Mural de Basílio Muhate - 10.01.2012

domingo, abril 17, 2011

Mesa redonda da VOA

Sobre as relações Angola - Côte d'Ivoire e a lideranca africana a VOA promoveu uma mesa redondo onde o docente universitário e jornalista Celso Malaveludeque e o activista político Luís Gimo fazem uma leitura contextualizada. Escute-os aqui ou leia o texto aqui.

quinta-feira, março 03, 2011

Líbia: Silêncio africano é "alarmante" e um "embaraço"

O silêncio sobre as atrocidades na Líbia põe em causa pretensões de África desempenhar de relevo na cena política global

O silêncio dos países africanos e da União Africana sobre a situação na Líbia é “alarmante”, um “embaraço” e põe em causa as pretensões de África desempenhar um papel relevante na cena política internacional, disseram analistas contactados pela Voz da América.

sábado, julho 31, 2010

Armando Guebuza contra extradição de Omar al-Bashir para o TPI

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, manifestou-se na terça feira, em Campala, contra a extradição do chefe de Estado do Sudão, Omar al-Bashir, para o Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando aquele órgão de "condenar sem julgamento".
Omar al-Bashir é desde 2009 alvo de uma ordem de prisão do TPI, que o acusa de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, e de uma outra, desde 12 de julho, por genocídio na província sudanesa de Darfur.
Os países da UA têm avisado que não vão aplicar a ordem de prisão do TPI contra o Presidente sudanês, qualificando o mandado de prisão político e não jurídico.
Em sintonia com outros líderes africanos, o Presidente moçambicano disse que "não há fundamentos para a implementação da decisão" do TPI.
"Estamos contra a impunidade, mas também contra a ilegalidade", enfatizou o chefe de Estado moçambicano, deplorando ainda a alegada marginalização da UA pelo TPI no tratamento do processo contra Omar al-Bashir.
O estadista moçambicano rejeitou também a pretensão do TPI de instalar uma secção na sede da UA, em Adis Abeba, capital da Etiópia. "Porque é que não fazem aconselhamento junto de outras organizações de outros continentes?", questionou Armando Guebuza.
Com essa pergunta, Armando Guebuza aludia ao facto de o TPI ter justificado a intenção de estabelecer escritórios na sede da UA com a necessidade de esclarecer melhor o seu papel na responsabilização penal de pessoas acusadas de crimes contra a humanidade.

Fonte: Notícias lusófonas - 28.07.2010

sábado, julho 18, 2009

Os líderes africanos e o Ocidente

Por Régio Conrado

“A abundância é enganadora: Adormece-nos e foge. A miséria terrível e a fome que se lhes segue, arrancam demasiado tarde a nossa letargia, surpreendido, desencorajado, o homem fica sem energias, se soube prevê-las, pode afastá-las”. René Dumont

Ao longo da minha jornada, das minhas divagações literárias tenho tido o prazer e o privilégio de descobrir tanta coisa sobre e de África, problemas que assolam o mundo, tenho sentido um certo sussuro que me desperta uma raiva, melancolia, náusea, escondidas, soterradas no mistério do tempo.

Sinto nojo de ainda existir e nada fazer num mundo onde vejo pessoas como eu a morrerem de fome, nudez, enquanto outros, uma minoria capitalizada selvaticamente, vive na fartura, na sumptuosidade, despejam plásticos de alimentos, queimam fardos de roupas, andam de carro não sei de que marca, somente para ir aos montes passar lazer, enquanto o povo, a maioria percorre quilómetros para buscar 20l de água.

Todos sabemos que a Oeste o desemprego generalizado e massivo ameaça a estabilidade social, a Leste a perspectiva de uma melhoria significativa das condições de vida, através dela um alívio tenaz constituído pelo sistema politico, esbate-se e afasta-se para um futuro indeterminado, como o horizonte quando pretendemos aproximar-se dele ou quando alimentamo-nos de utopias símiles as de Thomas Moro, Saint Saimon, Fourier, Platão, escancaradas, escamoteadas, pois como um velho ditado chinês diz, no mundo nada é real, tudo é ilusão, mas a nossa convicção é de que ajuda a efectivar essas utopias a tornar-se aquilo que nós chamamos de real.

A Sul, fora raras excepções, os mecanismos de desenvolvimento emperram em toda parte, a situação alimentar degrada-se vorazmente. Que nos espera o futuro, se mesmo nos anos 50 o respeitadíssimo agrónomo, René Dumont, falava duma pobreza desproporcional se as coisas continuarem como estão? O crescimento é frequentemente entravado.

As diferenças de rendimento entre o Norte e o Sul crescem constantemente. Em muitos países africanos, senão mesmo em todos, o doravante pertence mais a um subdesenvolvimento cumulativo do que à descolagem socioeconómica que se encontra nos pontos insuportáveis, perpetrados por aquelas bestas que vêm vestidas de carneiros enquanto são lobos do tipo mais selvagem, biblicamente falando são falsos profetas dos últimos tempos.

Entretanto, todos os esforços que são tomados para fomentar África se têm tornado por si mesmo um oceano de futilidades e manipulações de forma a tornar-nos mais dependentes, alienados, escravizados ao seu selvagismo económico, de modo a alimentar os seus apetites de dinossauros insaciáveis, orangotangos que não se satisfazem, animais que vivem na poligamia de interesses pela nossa África. África essa que me traz angústia quando busco-a, penetro-a, sinto-a profundamente, encontro-a sem paragens. Falo assim porque em África não conheço nada mais vergonhoso do que os nossos líderes corruptos, aqueles que nos tempos idos diziam-se lutar pela causa do povo para o povo. Que belo slogan revolucionário!

O analfabetismo é uma realidade, a miséria é um facto, a malnutrição é o conteúdo mais propalado, diga-se, no entanto, que os governos são largamente responsáveis por todas essas imundícies, desumanidades, todas essas situações, tanto pela natureza ou na melhor das hipóteses, deve-se pela inabilidade e insuficiência da sua acção interna.

Com efeito, o Ocidente concomitantemente com os governos africanos encharcados pelas ideias que cheiram a neocolonialismo oportunista têm propagado discursos carregados de vénia, fazendo eco de palavras como o nosso continente encontra-se atrasado por causa da nossa tecnologia atrasada, ou mesmo dizem que não temos tecnologias que justifiquem o nosso desenvolvimento.

É absurdo, se tomarmos como substracto que são os mesmos que ontem, no pretérito recente, que apareciam perante o povo dizendo que com as nossas condições venceremos a pobreza, para de um tempo para outro dizerem que já não somos aptos de desenvolvermo-nos sem a tecnologia importada por altos preços do Ocidente, ou ainda que o desenvolvimento passa por mecanizarmos a nossa agricultura, enquanto a nossa África não tem uma indústria capaz de alimentar essas infantilidades dos líderes africanos. Os mesmos que lutavam pelo bem do povo, são os primeiros da lista a extorquir, manipular, a pôr na miséria o povo, sem dó nem compaixão.
Hoje, o povo africano sofre a exploração e a dominação por uma minoria que não é mais do que usurpadores dos bens obtidos pelo suor do povo, como os seus amigos fizeram no tempo do colonialismo, nos tempos das desumanidades abertas contra os africanos, líderes esses que andam em “Hammer”, “Mercedes Benz”... até helicópteros, o que falta é andarem de jactos se é que alguns já não compraram para os seus filhos. Importam cada tipo de coisas obscuras, ocultas, sem pagarem os direitos alfandegários, graças à cumplicidade dos encarregados das alfândegas, enquanto ao lado de tudo isso o povo passa fome crónica, às vezes ensurdecida, cegada, emudecida e embevecida por sei lá quem.

Fonte: Notícias

quinta-feira, julho 03, 2008

As duas posições de Sharm el-Sheikh

Em Sharm el-Sheikh, no Egipto, sairam duas posições em relação o regime do déspota Mugabe (leia aqui). Uma posição projectando regimes e presidentes africanos para toda a vida, optaram por não criticar a Robert Mugabe. Um dos membros deste grupo, Omar Bongo, Presidente do Gabão e o governante mais antigo de África e o sétimo do mundo chegou de afirmar que Robert Mugabe fora eleito. Thabo Mbeki, o suposto mediador da crise do Zimbabwe insiste que o seu projecto de manter Mugabe no poder se ponha em prática. Outros ficaram silenciosos. Talvez a posição destes líderes africanos seja a prova de mãos sujas de que Robert Mugabe alertou aquando a sua partida ao Egipto.

A outra posição é constituida por aqueles que criticaram duramente a Robert Mugabe, chegando a propôr a sua exclusão da SADC. Esta foi a proposta do Vice-Presidente do Botswana, Mompati Merafhe. O Presidente senegalês, Abdoulaye Wade, classificou de "nula" a segunda volta das presidenciais zimbabweanas. Outros chefes de Estado que criticaram severamente a Robert Mugabe foram os de Nigéria, Libéria, Quénia e Serra Leoa.

Atendendo que Robert Mugabe disse que estava preparado para desafiar aqueles líderes africanos que pensam que têm mãos mais limpas do que as dele (veja aqui), só posso concluir que os líderes que o criticaram severamente têm sim, mãos limpas que ele, ou então Mugabe não sabe nada deles. Na verdade, Robert Mugabe não os desafiou.