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segunda-feira, abril 04, 2016

O nosso sistema de ensino privilegia as classes dominantes (1)

Em entrevista ao “O País”, a professora catedrática e docente na Universidade Eduardo Mondlane e Univer­sidade Pedagógica, Hildizina Dias, deixa o seu parecer peran­te o estágio actual do ensino no país.
Qual é o entendimento que tem de fracasso escolar? Em que circunstâncias estamos pe­rante uma situação de fracasso escolar?
Estamos perante uma situação de fracasso escolar quando o alu­no não consegue atingir as me­tas que foram definidas, ou seja, quando o aluno reprova.
Um ou vários? Em que per­centagens?
Percentagem acima de 50 por cento de reprovações, nós já fi­camos muito preocupados, por­que, quando o aluno começa as aulas, o que nós queremos é que ele seja aprovado. Mas em determinados contextos, até 30 por cento de reprovações já nos preocupa, 20 por cento já nos preocupa também. Aos 50 por cento, questionamos: o que se passa? É alarmante, e o profes­sor deve ficar muito preocupado. Mesmo num teste simples, se me­tade da turma não consegue ter positiva, o professor deve parar e pensar no que estará a aconte­cer e analisar se o problema está com o estudante ou com o pro­fessor. A intenção do professor é que 100 por cento dos alunos sejam aprovados. Esse é o nosso ideal.
Fonte: O País - 30.03.2016

quarta-feira, maio 30, 2012

Sistema de ensino profissional moçambicano é fraco

O que fragiliza mais o actual modelo de formação, aos olhos de Jan Hjort, é a falta de equipamentos e professores qualificados, facto que resulta em graduados sem as competências adequadas.
O sistema de ensino técnico e profissional moçambicano é fraco e está muito longe de responder às necessidades dos grandes projectos. Quem afirma é Jan Hjort, um representante da embaixada da Dinamarca, que falava ontem, na abertura de seminário  de introdução do Projecto Educação e Formação Profissional e Vocacional (EFPV), no município da Matola, em Maputo.
Jan Hjort é um especialista da área laboral dinamarquesa e a ideia dele é financiar projectos de formação direccionados aos sindicatos como forma de minimizar este problema que, actualmente, se vive no país.

Fonte: O País online - 30.05.2012

quinta-feira, março 03, 2011

Couto considera ser possível formar licenciados em um ano

Para suprir a falta de quadros

Esclarecimento:
Reagindo à notícia publicada pelo jornal “O País”, na sua edição da passada segunda-feira, 28 de Fevereiro do ano em curso, a Universidade Eduardo Mondlane, através do Centro de Comunicação e Marketing, e fazendo uso do seu direito de resposta, enviou-nos uma carta que passamos na íntegra:

quarta-feira, outubro 01, 2008

MEC RECONHECE FRACA QUALIDADE DE ENSINO

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) constatou, no terreno, a existência de problemas de qualidade de ensino primário, situação que é mais grave nas classes iniciais.

Quitéria Mabote, assessora do Ministro da Educação e Cultura, Bonifácio Aires Aly, disse que este problema é mais visível nas primeiras e segundas classes, onde existem alunos sem conhecimento de leitura nem escrita.

Em entrevista à AIM, a fonte disse que a questão se verifica um pouco por todo o país, mesmo nos maiores centros urbanos. Contudo, a situação não pode ser generalizada porque há casos isolados de alunos com resultados positivos tanto no campo como nas cidades.

Segundo ela, os principais factores que estão por detrás desta situação têm a ver com o desempenho do professor no exercício das suas funções. A equipa de técnicos do MEC constatou haver professores que não planificam as suas aulas.

AIM, 30/09/08