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domingo, março 27, 2011

Do mau atendimento à baixaria do ministro

Por Francisco Mandlate

O Dr. Manguele cometeu um acto que considero de baixaria, quando, em Xai-Xai, durante uma cerimónia no Hospital Provincial, atacou os então correspondentes da Stv por causa da reportagem sobre o mau atendimento hospitalar.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Obama ressalta que era negro antes de ser presidente

O presidente norte-americano Barack Obama tentou esta segunda-feira pôr um ponto final de maneira bem humorada na discussão de que estaria sendo mais atacado pelo facto de ser negro, ressaltando que já era negro antes de ser eleito. Desde Setembro, um grande debate é travado para saber se o racismo é a causa de uma agressividade maior no discurso político e da ferrenha resistência ao programa de reformas do primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

O ex-presidente democrata Jimmy Carter levantou a ideia recentemente. Os adversários republicanos de Obama se opõem a um esforço que consistiria, segundo eles, em abafar as críticas taxando-as de racistas. Obama se recusou a concordar com a percepção de que ele era visado por ser negro. Nesta segunda-feira, ele aproveitou sua participação em um grande talk-show da rede CBS para pôr fim a essa discussão que corre o risco de desviar as atenções de seus projetos.

"É importante ter consciência de que eu era negro antes de ser eleito", brincou durante o programa "The Late Show", do apresentador David Letterman. De maneira mais séria, Obama disse mais uma vez que o debate político se intensifica a cada vez que um presidente ameaça os interesses de grandes sectores. Obama reconheceu que "o país está cansado da guerra" no Afeganistão.

"Teríamos nos saído melhor" se, no início da guerra, os meios necessários tivessem sido dedicados a esse conflito, disse, criticando implicitamente seu antecessor George W. Bush.

Mas Obama, que criticou a guerra no Iraque desde o início, no entanto, pareceu reconhecer no conflito o mérito de dar aos iraquianos a chance de construir uma "democracia que funciona".

Fonte: @ VERDADE

domingo, maio 03, 2009

Discurso racista e tribalista de Nuno Amorim (3)

Continuacão da série

Para o Nuno Amorim, o anónimo, por sinal membro ou simpatizante da Frelimo que questiona a sua postura, não pode ser outra pessoa senão o Reflectindo. Apenas eu perguntaria ao Nuno Amorim, se ninguém dos seus mais próximos já lhe criticou pelo discurso. Será que todos eles, incluindo os seus superiores, já estão claros sobre o que faz o José de colonialista, de um assassino dos moçambicanos?

Acredito que dentro da Frelimo, partido que Nuno Amorim usa para o seu discurso racista e tribalista é constituido por uma maioria não racista e tribalista. Os estatutos da Frelimo são claros nesse aspecto e o discurso racista e tribalista viola estes mesmos estatutos.

Contudo, tenho vindo a apontar aqui que o tipo do discurso do Numo Amorim não constitue caso inédito. Para alguns a minha insistência pode parecer desnecessária Mas todos nós sabemos como é sério este problema. Zimbabwe é caso muitíssimo vivo e recente. Por outro lado, é necessário imaginarmos o nosso sentimento se coisa semelhante fosse dito por um “branco” contra nós.

Mas para eu não ser abstrato vou citar alguns exemplos desse tipo de discurso, demonstrando que está sendo hábito para algumas pessoas:

Um que se fez passar por nome de Leonel Paulo Ivo, no Moçambiqueonline, uma vez escreveu o seguinte:

“... Aproveito para lembrar o que aconteceu logo depois dos Acordos de Lusaka: brancos e mestiços não aceitaram de modo algum que os donos da terra a tomassem de volta. Veja só a gravidade desse assunto: Mesmo depois dos Portugueses terem aceito devolver a nossa terra, os mestiços e alguns brancos não aceitavam de modo algum! Juntaram-se, armados, para atacar os moçambicanos, impedindo que nós nos governássemos a nós mesmos. O povo apercebendo-se disso fez questão
de os afastar e aconteceu aquele banho de sangue (a FRELIMO nem estava envolvida nisso). Foi o povo por si só que derrubou os brancos e mulatos, a FRELIMO já tinha derrubado os colonialistas.
Acontece que alguns indivíduos desse grupo não ficaram satisfeitos. Essa insatisfação lhes governa até hoje. Para esses indivíduos a FRELIMO é a culpada das perdas das suas mordomias...” (veja aqui).

Segundo um artigo de Machado da Graça (ler aqui ou aqui), João Candiane Cândido, actualmente Vice-Ministro da Mulher e Acção Sociais, chamou entre outros nomes ao da Graça de moçambicano não genuino. Se bem que muitos se preocuparam em saber do que era ser moçambicano genuíno e não genuíno, ficámos sem saber se os seus superiores hierárquicos de Cândido já o pediram a explicação. O problema deste discurso é que ataca uma boa boa parte de nossos compatriotas. Então, vamos considerar de normal?

Durante a campanha eleitoral para as autárquicas, na cidade da Beira, levantou-se um caso que me deixou confuso. O governador da província de Sofala, Alberto Vaquina, deplorou a questão do racismo supostamente levantada, na campanha para as eleições municipais na cidade da Beira. Foi dito que alguns dos adversário de Lourenço Bulha, baseiando-se de ele ser um mestiço apelavam para não se votar por ele. O que deixou-me confuso é o facto de Vaquina não ter dito se este tipo de adversários estava dentro ou fora do partido Frelimo. Contudo, Vaquina avançou com um exemplo pessoal que permite que dentro da Frelimo e na Beira podia havia esse discurso racista. Vaquina que é casado com uma branca e tem filhos mestiços, disse que houve tempo que pessoas disseram-lhe que devia reduzir o número de brancos que vinham visitar-lhe. Quem eram essas pessoas? Não terão sido as mais próximas? (veja aqui e aqui). Em ambos os casos, não estou a dizer que não possam ser pessoas fora da Frelimo, mas há sempre o que me obriga a suspeitar. Após a vitória de Armando Guebuza houve pessoas que escreveram claramente no Imensis que ele não devia colocar nenhum branco no seu elenco governativo.
Seja como for, este tipo de discursos chamo de uma oferta envenenada, uma oferta amarga e uma vergonha de todos nós.

sábado, abril 25, 2009

Discurso racista e tribalista de Nuno Amorim (2)

Discursos racistas e tribalistas sob capa da Frelimo

O Nuno Amorim não me respondeu ainda as minhas perguntas e José sente-se mal, mas eu vou prosseguir com a série.

Este tipo de discurso está cheio no imensis embora geralmente feitos por um individuo e de vez em quando apoiado por um ou dois. Quem quer provar o que escrevo bastará seguir comentários às notícias que lá vão se colocando que não passará uma semana e no máximo duas sem presença dum discurso racista. Os discursantes não omitem que são membros ou simpatizantes da Frelimo.

Na antiga comunidade imensis, local de fóruns de discussão de diferentes assuntos, já tinha se tornado a praça de manifestações racistas, razão pela qual a administração daquele portal procurou controlar a situação exigindo registo aos seus utentes. Estranhamente os com discursos racistas eram membros ou simpatizantes da Frelimo e um português auto-declarado racista, ainda a exibir que era um cátedra.

A outra estranheza é de que os racistas, embora de extremos opostos nunca se atacavam entre eles. Por vezes até se elogiavam entre eles. Para eles, a solução da questão humana passava por uma África para os africanos, mas eles não explicavam quem eram africanos e onde terminava África se bem que textualmente, africano era por eles visto como um negro. Para o cátedra, Europa era para os europeus e negros que estivessem na Europa para servirem aos brancos.

Ainda no imensis, lembro-me dos ataques racistas a Mia Couto e Maria de Lurdes Torcato na discussão sobre o problema do Zimbabwe, em 2002. Os pontos de vista de Mia e Torcato foram racializados algo que me indignou e me alertou sobre racismo em Moçambique mesmo que em estado latente.

Discursos racistas foram também manisfestados no mocambiqueonline. Nos princípios de 2007 gerou neste fórum, uma acesa discussão basicamente racista. O motivo não era nada mais do que o artigo de Machado da Graça sobre a confusão que muitos dirigentes fazem entre o partido Frelimo e o Estado. O debate foi duro e mereceu destaques no Savana por algum período. Eram jovens fazendo-se passar do partido Frelimo para uma manifestação racista.

No Diário de um sociólogo, de Carlos Serra ataques basicamente racistas são visíveis, pelo menos para quem se interessa em fazer análise discursiva. Algumas coisas se não muitas que Carlos Serra escreve são racializadas nem que indirectamente. O que amaina o discurso racista é apenas por ele ter permanecido em Moçambique, mas o facto de ele ter acreditado a Frelimo do Machel não é atenuante. O “tipo” é branco. Nos debates no Diário de um sociólogo é de se ver a cor de pele de quem debate e o estranho é que quem assim faz é normalmente um membro ou simpatizante da Frelimo.

quarta-feira, abril 22, 2009

O discurso racista e tribalista de Nuno Amorim (1)

Nuno Amorim é um personagem que não sei se existe na verdade com este nome tal como é ou se pseudónimo, como muitos usam o anonimato e pseudónimos para manifestarem os seus comportamentos atípicos, tais como discursos racistas e tribalistas. Com muita certeza sei que já se fez passar por Orlando Jaime (antropólogo).

Depois de tanto tempo sem comentar nos blogs, Amorim acaba postando neste blog um comentário racista e tribalista que me obriga a escrever as minhas reflexões sobre a postura racista e tribalista de alguns cidadãos que a manifestam sob escudo da Frelimo. Eis o comentário em referência:

Nunoamorim disse...
"E nos do MDM vamos tentar implementar o nosso lema, Moçambique para os frustrados, ambiciosos ou os colonialistas como o José, que massacravam o povo Moçambicano. Por isso, a nossa primeira tarefa será ir a Europa e dizer aos patrões que estamos em processo de implantação e aproveitar pedir subsídios. Igualmente informo que a nossa comissão politica será maioritariamente composta por Brancos e Ndaus..."

Umas simples perguntas vão para o Nuno Amorim:

- O José é colonialista? Como é que o Nuno Amorim chegou a essa conclusão?

- O José e os supostos frustrados (frustrados de quê, afinal?) massacraram o povo moçambicano? Onde, quando e como?

- Quem são os Brancos e Ndaus de quem Amorim se refere?