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quinta-feira, junho 30, 2016

Famílias insatisfeitas com indemnizações para a construção da ponte entre Maputo e Katembe

As famílias afetadas pela construção da ponte que liga Maputo e Katembe queixam-se do baixo valor das indemnizações e da falta de condições na zona de reassentamento, na região de Tenga, distrito de Moamba.
Lurdes Sitoe, de 37 anos, arruma os seus últimos bens para ser reassentada na região de Moamba, a 50 quilómetros da capital, e onde as condições deixam muito a desejar. “Não há água, não há energia, não há hospital nem escola”, afirma. “Quando exigimos uma escola, deram-nos um espaço onde temos de ser nós próprios a desbravar a mata. Mas não temos de ser nós a fazer isso, eles é que têm. Cheira-nos a aldrabice.”

Lurdes recebeu cerca de 3 500 euros para poder recomeçar a sua vida longe do bairro da Malanga, em Maputo. “Tiraram-nos daqui e deram-nos terrenos em Tenga, mas lá é só mato. Estamos a sair, mas o dinheiro que recebemos é muito pouco”, diz a moradora, afetada pela construção da ponte que liga Maputo a Katembe. Ler mais (29.06.2016)

quinta-feira, junho 16, 2016

Ponte da Catembe coloca mais de 100 familias na desgraça em Maputo

Moçambique está a erguer a maior ponte do país, ligando a cidade de Maputo e Catembe, mas as familias desalojadas para dar lugar ao empreendimento têm outro nome: A ponte da desgraça.

"Praticamente fomos esquecidos. Vieram nos deixar aqui sem nenhum recurso", diz Margarida Zeca, uma das pessoas forçadas a mudar de residência por causa da construção da ponte sobre a Baía de maputo.

Tal como diz outro afectado, Titos Macia, as autoridades haviam prometido "uma zona que tem tudo...escolas, hospitais, e já limpo, mas não conseguiram fazer isso".

Apesar das promessas, mais de 100 famílias foram transferidas do bairro da Malanga para Mahoche, a 100 quilómetros. As obras da ponte financiada pelo governo chinês estão em curso.

domingo, fevereiro 02, 2014

Sobre a “eficácia” e “eficiência” social e financeira da política económica do Governo

Por Carlos Nuno Castel.Branco

Sobre a “eficácia” e “eficiência” social e financeira da política económica do Governo – elementos sobre a dívida pública e as prioridades económicas e sociais

Ponte Chinesa

Extensão: 42Km

Custo Total: 2.4 Biliões de USD
Custo por Km: 57 milhões de USD


Ponte Catembe

Extensão: 3Km

Custo Total:725 milhões de USD
Custo por Km: 242milhões de USD


Se a ponte Chinesa fosse construida em Moçambique custaria 10.122 Biliões de USD. Se a ponte moçambicana fosse construida na China custaria 171 milhões de USD.

terça-feira, julho 31, 2012

A quem interessa a ponte da Ka Tembe?

“É terrível ter governantes com uma visão reduzida à cidade de Maputo, esquecendo-se que Maputo representa, em termos dimensionais e populacionais, uma porção quase insignificante deste país. É verdade que esta cidade tem um contributo significativo nas estatísticas, sobretudo, quando se calcula o índice de redistribuição da renda. Por exemplo, só a renda do nosso Chefe do Estado, Armando Guebuza, é capaz de, nas estatísticas, colocar milhares de moçambicanos acima da linha da pobreza, quando, na realidade, estão abaixo dessa linha”.

Maputo – KaTembe: “A Verdade Sobre a Ponte para a Casa da Mãe do Presidente” – Conclusão!!

Por Jonathan McCharty

Sabemos que a noção vigente na nossa sociedade que, “quem tem carro, então é rico”, está muito longe de corresponder àverdade!! Esse é o exercito de indivíduos estressados, que estáconstantemente a contar moedas, com o coração na mão, porque o carro está na reserva há mais de 3 dias e, “não vá ele querer-me surpreender com uma paragem súbita no meio da rua, por falta de combustível”!! Se fosse possível ligar em série as luzinhas amarelas de todas as viaturas com o tanque na reserva, resolveríamos o problema de iluminação pública neste país!! Ler mais

sexta-feira, julho 27, 2012

Maputo – KaTembe: “A Verdade Sobre a Ponte para a Casa da Mãe do Presidente” – Uma Solução Alternativa!!

Por Jonathan McCharty

Não me lembro da quantidade de “seminários de estradas” em que participei, cujo tema assente era a “pavimentação da estrada para a Ponta de Ouro”!! Os números ali apresentados, mostraram sempre com clareza, que não existia tráfego suficiente para justificar esses investimentos!! Mas se forem a notar, em nenhum momento da nossa abordagem condenamos a construção dessa estrada!!

O que temos estado a defender no decurso desta série, é que, nas condições actuais, o Estado Moçambicano não está em posição de enveredar por soluções arrojadas, quando alternativas mais racionais e económicas, estão disponíveis e, em nossa opinião, devem ser exploradas! Ler mais

quinta-feira, julho 26, 2012

Maputo – KaTembe: “A Verdade Sobre a Ponte para a Casa da Mãe do Presidente” – O Preço da Ignorância!!

Aquando da última alteração curricular na UEM com vista a“Bolonização do Sistema”, vozes racionais da sociedade vieram a terreiro expor os seus pontos contra aquela desastrosa medida! Quem devia ouvir, fez “ouvidos de mercador” na altura, mas o tempo tratou de pôr tudo em pratos limpos!! Uma dessas vozes“dissonantes” foi a “Ordem de Engenheiros de Moçambique”!! Não haja dúvidas que, quando a UEM, depois do “caldo entornado” fez o seu “recuo estratégico”, a imagem desta e de outras organizações da sociedade civil, que souberam estar do “lado certo da história”, saiu reforçada!!...

...Antes de falarmos de “desenvolvimento” devemos olhar para os números!! É preciso acabarmos com esta cultura em que “o clímax último do sucesso” se observa quando se corre a anunciar que este ou aquele crédito bancário (financiamento) foi assegurado!! No caso desta ponte, onde está o estudo de viabilidade económica?? Qual é o volume de tráfego corrente?? Qual é a sua previsão de crescimento?? Qual é o período de vida útil da obra?? Que receitas directas serão amealhadas nesse período?? Ler mais

quarta-feira, julho 25, 2012

Maputo – KaTembe: “A Verdade Sobre a Ponte para a Casa da Mãe do Presidente” – Introdução!!

Por Jonathan McCharty

Nestes últimos dois mandatos temos vivido uma presença constante da necessidade de superar os “records” estabelecidos pelo anterior PR. Não que sejam “records” necessariamente de acções honráveis, mas grosso modo, mundanas, evitáveis, despicáveis. Vimos isso em primeira mão com a renovação de toda a frota de viaturas protocolares da Presidência, o despesismo exponencial do Estado, o aluguer de helicópteros para deslocações da ordem de 20Km, a atribuição do seu nome a infra-estruturas públicas, o seu empresariado de sucesso, de seus filhos e sequazes associados, só para citar alguns exemplos. Penso que, apesar de alguns “prémios comprados”, o que vai ser difícil de bater mesmo é o “Prémio Mo Ibrahim”!!

Se estão lembrados, em 2004, Chissano “mandou” asfaltar a estrada para a sua aldeia natal, num exercício financeiro que custou ao Estado Moçambicano através de créditos do BADEA (Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África) a modesta quantia de 10 milhões de dólares. Mas Guebuza precisa de superar esse “record” também!! Não com uma estrada, mas com uma mega-ponte para sua aldeia natal, cuja construção esta avaliada em 735 milhões de dólares.  ler mais