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domingo, outubro 31, 2010

Moçambique – Malawi

A talhe de foice

Por Machado da Graça

Penso que começa a ser muito urgente que alguém venha a público explicar-nos o que se passa no relacionamento entre o nosso país e o Malawi, que levou, muito recentemente, a graves e lamentáveis incidentes diplomáticos.
E que a explicação vá ao fundo do problema e não se fique pela questão da necessidade do estudo de impacto ambiental.

É preciso resolver a tensão entre Moçambique e Malawi

EDITORIAL DO SAVANA

O incidente diplomático registado na semana passada, e que envolveu a detenção do adido militar do Alto Comissariado do Malawi em Moçambique torna evidente a necessidade de uma actuação mais prudente, tendo em vista a preservação de um relacionamento são entre Moçambique e os seus parceiros em geral, e com os seus vizinhos em particular.
Moçambique precisa dos seus vizinhos, tal como estes precisam de Moçambique, e nenhum entre eles se deve dar ao luxo de menosprezar a importância do outro.

Onde anda a Geração da Viragem?

Por Lázaro Mabunda

A última vez que ouvi falar, de forma insistente, da Geração da Viragem, foi durante a Chama de Unidade, nas vésperas do 25 de Junho (...) A chama que é chama apagou-se, as crises que são crises vieram, a Viragem que é uma geração, virou.

terça-feira, outubro 26, 2010

Zambeze: um rio de problemas e incidentes diplomáticos

Para dar prova da viabilidade da navegabilidade dos rios Chire e Zambeze, o presidente do Malawi, Bingo wa Mutharika, aguardava pelo aparecimento de uma embarcação navegando nas águas do Chire, que não chegou a “despontar”, porque a mesma tinha sido interceptada dias antes em Marromeu, noroeste da província de Sofala. Haviam convidados de luxos com excepção de Moçambique. A novela está no início.
O governo moçambicano deplora a decisão da contraparte do Malawi de avançar com o projecto de navegabilidade do canal Chire e da bacia hidrográfica do Zambeze, sem a devida conclusão do estudo de viabilidade acordado entre as partes. Leia mais aqui, no O País online.

Entretanto, recordo ao leitor para ler o artigo de Bayano Valy, clicando o título: Nsanje: choque de interesses entre Moçambique e Malawi? cuja publicado a 21.08.2009 no semanário Savana.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Adido militar do Malawi em Moçambique esteve detido por algumas horas na Zambêzia

Por Arlindo Mustafa (Quelimane) e Faustino Igreja (Blantyre)

O Adido Militar do Malawi em Moçambique, Coronel James Piters Talimping, foi detido e posteriormente posto em liberdade pelas autoridades moçambicanas na província central da Zambêzia, na passada sexta-feira, dia 22.
A detenção daquele diplomata ocorreu quando ele e mais três cidadãos, dois de nacionalidade malawiana e um sul-africano, ainda sob custódia policial, navegavam ilegalmente numa barcaça a motor ao longo do ramal do rio Chire, mais concretamente, em Megaza, distrito de Morrumbala, província da Zambêzia.

quinta-feira, outubro 22, 2009

750 eleitores moçambicanos foram proíbidos de votar no Malawi


Cerca de setecentos e cinquenta moçambicanos residentes em Nsanje no extremo sul do Malawi foram proibidos de votar no próximo dia 28 de Outubro pela policia malawiana, alegando-se questões de segurança.
O facto decorre da proibição imposta pelas autoridades malawianas no sentido de se abrir uma mesa de voto em Nsanje, depois de inicialmente terem autorizado o governo moçambicano a realizar o recenseamento eleitoral naquela região.
Nestas condições esta fora de hipótese qualquer possibilidade destes cidadãos puderem votar na próxima semana, na medida em que isso implicava o transporte dos setecentos e cinquenta moçambicanos de Nsanje a Blantyre, numa distancia de duzentos quilómetros.
Todas as tentativas da parte moçambicana para convencer as autoridades malawianas para abertura de uma mesa de voto em Nsanje, resultaram infrutíferas.
Os malawianos insistem que apenas podem funcionar duas mesas de voto, uma no Alto-Comissariado em Lilongwe e outra no Consulado moçambicano em Blantyre.
Fontes da Radio Moçambique disseram que dos nove paises onde se realizou o recenseamento eleitoral dos moçambicanos na diáspora, apenas no Malawi não aceitam a abertura de uma mesa de voto fora do Alto-Comissariado ou do Consulado.
Para alem do Malawi, o recenseamento dos moçambicanos na diáspora teve lugar na Zâmbia, Zimbabwe, Tanzania, Quénia, África do Sul, Swazilândia, Portugal e Alemanha.
Independentemente das Convenções de Viena sobre as Relações Diplomáticas e Consulares, este facto é interpretado por algumas fontes como uma situação desagradável nas relações de boa-vizinhança entre Moçambique e Malawi.
Cerca de cinquenta mil moçambicanos ou mais vivem no Malawi, pais encravado dentro do território nacional, e que muito depende de Moçambique para o seu comercio internacional.
Recorde-se que no mês passado, três membros da policia secreta malawiana interpelaram em Nsanje o Cônsul de Moçambique em Blantyre, Félix Mambule, exigindo-lhe as listas dos moçambicanos recenseados naquele ponto.
Na altura Félix Mambule disse que Moçambique deve tomar uma posição firme em relação as atitudes do vizinho Malawi.

Fonte: Rádio Moçambique (20-10-2009)

Ministro Oldemiro Balói reage à proibição dos moçambicanos votarem em Nsanje

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, disse hoje que as relações bilaterais entre Moçambique e o Malawi decorrem sem sobressaltos, apesar da medida tomada por Blantyre de não permitir que eleitores moçambicanos residentes em Nsanje, sul daquele país, exerçam o seu direito de voto no dia 28 de outubro.
Baloi considerou que trata-se de uma medida excpecional que decorre no quadro da soberania malawiana, acrescentando que ela peca pela negativa, uma vez que na maior parte dos países da África Austral, os moçambicanos exercem o seu direito de votar.
Em consequência deste problema, o governo moçambicano afirma que está em contacto permanente com as autoridades malawianas no sentido de se encontrar uma solução favorável para o caso.
Os malawianos insistem no entanto, que apenas podem funcionar duas mesas de voto, uma no Alto-Comissariado em Lilongwe e outra no Consulado moçambicano em Blantyre.
Nestas condições está fora de hipótese qualquer possibilidade destes cidadãos, puderem votar na proxima semana, na medida em que isso implicava o transporte dos setecentos e cinquenta moçambicanos de Nsanje a Blantyre, numa distância de duzentos quilômetros.
Contactada pela Rádio Moçambique, a Comissão Nacional de Eleições afirma que ainda não teve conhecimento do facto.
O Porta-voz da CNE Juvenal Bucuane, assegurou que o assunto deverá ser analisado nos próximos dias para depois emitir algum parecer sobre o mesmo.

Fonte: Rádio Moçambique, 20/10/2009