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sexta-feira, setembro 02, 2016

Associação de karate suspende atleta que exibiu bandeira da Renamo durante o mundial

Depois de uma homenagem prestada pela Renamo à karateca Joana Pereira, atleta do Clube Ferroviário de Maputo, a Associação Moçambicana de Karate Kimura Shukokai Internacional emitiu em comunicado a decisão de suspender a atleta que exibiu a bandeira da Renamo, após conquistar a medalha de prata durante o mundial de karate que decorreu em Julho, na Alemanha. 
De acordo com o documento assinado pelo presidente daquela Associação, Carlos Dias, a atleta está suspensa preventivamente até que termine o processo disciplinar levantado na sequência das imagens registadas no mundial de karate e das imagens registadas num evento da Renamo.
Rahil Khan, responsável das Relações Internacionais do partido da Perdiz, afirmou, na ocasião, que o gesto da atleta visava promover o partido de Afonso Dhlakama.
Entretanto, a nossa redacção tentou, sem sucesso, ouvir pronunciamentos de Carlos Dias, presidente da Associação e da própria atleta, Joana Pereira.

Fonte: O PaísO – 02.08.2016

sexta-feira, março 11, 2016

Mas que (péssimo) serviço público!

O que, nestes últimos dias, tem estado a acontecer é paradigmático da falta de profissionalismo dos órgãos de informação públicos, pelo facto de escolherem de forma deliberada o que lhes apetece noticiar. Basta uma mera atenção para se aperceber da vã tentativa que estes meios de comunicação social empreendem com vista a passar imagem de que os problemas que o país atravessa se deve exclusivamente ao partido Renamo.
As reiteradas reportagens e os comentários dos analistas de janelas em torno do conflito armado que se vive no país procuram, forçosamente, fazer constar que a Renamo é a mais infame das rameiras, ou seja, o único culpado da história, escamoteando assim o facto de o Governo estar a protagonizar sucessivos ataques, sequestros e assassinatos. Aliás, diga-se em abono da verdade, ambos (Governo da Frelimo e a Renamo) são autênticos necrófagos que pretendem, sem dó nem piedade, se alimentar da penúria do povo moçambicano. Ler mais (Editorial do @verdade, 11.03.2016)

segunda-feira, março 17, 2014

Guebuza (é que) fomenta a partidarização do Estado

De que o Estado moçambicano está partidarizado não há dúvidas. Aliás, nunca houve. E os que negavam a acreditar tiveram no último domingo (16) a prova quando o presidente da Frelimo, Armando Guebuza, que também é, coincidentemente, Presidente da República, exigiu que o Ministério da Administração Estatal apresentasse ao Secretariado do Comité Central, daqui a três meses, resultados do combate à corrupção e à burocracia nas 49 autarquias sob gestão do partido.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

E não há Frelimização do Estado Mocambiçano?

Epah uma confusão mesmo...entre o que e' partido e o que e' Governo... não se esqueçam que O professor Nhaca que foi meu professor a 20 anos atrás, foi afastado da escola a 3 anos (transferido para funhalouro) he he he ... por ter afirmado publicamente que era da MDM....um motorista visinho do estado foi espulso por ter dado boleia a um cidadao qualquer, que afinal no fim alguem descobriu que era da Renamo....parece que todo Moçambicano o come maçaroca ou nao come nada...muito menos o Galo!!! ainda nao percebi..:-) alguém pode explicar isso? Benny talvez tenhas uma explicação convincente?? (Marcia N. Horst in Facebook)

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Existe separação nítida entre o partido e o Estado

O secretário-geral da FRELIMO, Filipe Paúnde, negou hoje (segunda-feira) que as acções públicas moçambicanas estejam partidarizadas, afirmando que no país "há uma separação nítida entre o partido (no poder em Moçambique) e Estado".

segunda-feira, outubro 24, 2011

OS ENTRAVES E INJUSTIÇAS DA FRELIMO EM MOÇAMBIQUE

Em Moçambique, que você seja empregado ou possua o seu próprio negocio, se não apoia a Frelimo, você nunca poderá avançar na vida. A Frelimo fará tudo por tudo para lhe criar dificuldades.

Se você vive na diáspora, pode ir visitar Moçambique e deslocar-se a qualquer ponto do pais contacto que não fale muito. O governo da Frelimo teme muito os diasporanos que são cidadãos dos Estados Unidos, do Canada, e dos países da União Europeia.

terça-feira, outubro 04, 2011

EMPRESARIADO MOÇAMBICANO À BOLEIA DO PARTIDO NO PODER?

A Opiniao de Noe Nhantumbo

A realidade aponta para isso…

Quem não se coloca ao lado do partido no poder em Moçambique não tem oportunidade alguma de triunfar como empresário. A menos que seja um génio excepcional ou inventor de alguma coisa extraordinária, altamente desejada pelo mercado.
Quem quiser verificar a lista dos empresários que acompanham o PR nas suas visitas ao estrangeiro pode concluir que quase cem porcentos deles estão vinculados ao partido no poder como membros e contribuintes de peso. Sem boleia do partidão nada feito é o que se diz nos bastidores ou a voz baixa. Ler mais

quinta-feira, agosto 11, 2011

COMPETÊNCIA DE GESTORES CONDICIONA QUALIDADE DE SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO

Os directores e demais gestores das escolas básicas em Moçambique devem ser nomeados por competência para assegurarem melhor prestação de serviços de educação no país.

Serviços básicos deficientes e directores de escolas por confiança política.

De acordo com a Rádio Moçambique, o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), constatou no seu estudo realizado nas províncias de Cabo delgado Zambézia e Gaza que a prestação os serviços básicos do ensino continuavam deficientes e que a nomeação dos directores das escolas era por confiança política em detrimento das competências profissionais.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Família Frelimo Reúne-se em Nampula

(Escute o repórter Faizal Ibramugy, clicando aqui, que diz que os nampulenses não gostaram nada disto)

Presentes os primeiros secretários distritais, os representantes das bancadas nas assembleias provincial e municipais, os directores provinciais das instituições públicas, os administradores, entre outros, todos acompanhados pelas respectivas esposas.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

O Dilema de Paúnde

Por Ricardo dos Santos*

Maputo (Canalmoz) - Um Estado partidarizado é sinónimo de um Estado enfraquecido e este, por sua vez, será sempre um Estado totalitário. É dos livros.
Por isso, preste-se atenção à ênfase de Filipe Paúnde nos funcionários públicos. Se bem que ninguém nunca foi capaz de penetrar na consciência de outrem, há factores que determinam a direcção do voto em períodos eleitorais, nomeadamente o questionário verbal que as células da Frelimo submetem os funcionários públicos a três meses de cada pleito, indiscriminadamente. “Qual é o número do seu cartão de Eleitor”. Aqui responde-se a duas questões. Primeiro, já se fica a saber se o funcionário Vota. Segundo, já se saberá em que lista vai estar. E também, já se saberá onde será convocado para participar na campanha eleitoral. “Você é membro do partido Frelimo? Gostaria de se filiar nele?”. Se não for, deverá responder provavelmente que sim, porque o histórico da organização assim recomenda. Logo, com o Cartão de Eleitor já identificado e membro efectivo da célula, a probabilidade do funcionário ir votar e no candidato esperado cresce para os 80%. “Gostaria de participar no convívio de angariação de fundos do partido Frelimo, ou, gostaria de contribuir para as actividades da célula do partido Frelimo. De que modo?” Isto permite responder se o funcionário é ao menos simpatizante daquele partido. Logo, um membro potencial.
A propaganda eleitoral exclusivamente da Frelimo aparece livremente afixada em todas as repartições públicas. Embora muitos regulamentos internos (vide caso UEM/Min. Defesa) proíbam este procedimento, eles só se aplicam aos partidos e simpatizantes da oposição.
O sector dos Recursos Humanos é a peça mais importante neste esquema. Porque eles confundem-se com a CÉLULA, quando fazem a triagem dos seus membros, avaliando a capacidade profissional de cada um. Obviamente, os mais dotados são propostos para cargos de chefia. Os que não pertencem à célula, são descartados, por muito competentes que sejam. Alguns são até transferidos para sectores onde podem ser “dissecados devagar”. Chama-se a isso: ACANTONAR. Outros, por serem imprescindíveis, são mantidos no sector, mas um colega seu – membro da célula – é encarregue de o monitorizar permanentemente e captar o máximo que puder de conhecimento técnico. Quando estiver mais apto, tomará naturalmente o seu lugar. E para incentivar estes actos de militância, bolsas de estudos e outros “subsídios” são oferecidos, por sugestão da célula implantada nos Recursos Humanos. Como é evidente, os Recursos Humanos articulam directamente com a chefia do Sector/Direcção que endossa as recomendações ao mais alto nível.
Perto de 500.000 pessoas, ou seja, 2,5% da população de Moçambique, e muito provavelmente mais de 25% da população activa de Moçambique, tem o seu sentido de voto pré-condicionado pelo punho de aço destas células. Por alguma razão, Filipe Paúnde defende-las com garras e dentes. Se tivermos em conta que no sector privado, grosso modo, o empresariado militante ou expatriado também faz o seu papel de célula, em certas ocasiões pressionando ainda mais do que as células da função pública, pois tem a prerrogativa de despedir o funcionário sem Justa Causa (ou com a causa da cabeça dele), esta cifra ultrapassará os 50% da população activa.
Número suficiente para se ter uma vitória retumbante garantida – garantidamente sem fraudes – em todas as eleições, ainda por mais, conhecendo previamente QUEM consta das listas, as quais, poderão, a nível dos órgãos eleitorais, ser validadas “em conformidade antecipada”. Isto é, não se imagina que sejam invalidadas pela CNE, nem que chovam canivetes...
Por isso, no equilíbrio político do País uma coisa não pode ser desprezada: O papel nevrálgico das células da Frelimo na Função Pública!
Este sistema de células seria perfeito e até passaria despercebido, caso não sofresse das imperfeições que caracterizam a ambição humana. Assim, começámos a ter variantes oportunistas. Por exemplo, para futuros candidatos à chefia, promoção ou mesmo premiação (seja monetária/bolsa no exterior/etc.) outros “critérios” são agora tidos em conta: O grau de parentesco; a cor da pele; e ultimamente, a etnia.
O parentesco torna-se importante quando para o mesmo benefício há dois membros da célula oriundos de famílias diferentes. Apesar da LEI proibir o nepotismo na função pública (foi criada no período colonial), difícil é aplicá-la. Como é evidente, quem tiver o “calcanhar paterno” mais forte é que avança. A cor da pele é outro critério – normalmente até o primário – que por vezes funciona como moeda de desempate para resolução de conflitos de “calcanhar paterno”. É evidente que para chefia, os mais originários são preferencialmente os escolhidos. Ultimamente, como medida de distensão interna na Frelimo e para abocanhar os poucos nichos que sobejaram para a oposição, o factor étnico, pode-se – excluído o factor rácico desta análise – se sobrepor aos demais. Por ser um critério novo, o vale-tudo ainda prevalece. Mas é uma questão de tempo, para que outras variáveis de filtragem assimilem o processo.
Outra característica nefasta das células da Frelimo na função pública é o absentismo que elas induzem. Em cinco anos de legislatura, a cada pleito eleitoral, perdem-se seis (6) meses de trabalho na Função Pública, sendo três, antes e depois das eleições. Se tivermos em conta que Moçambique conhece a cada legislatura, dois pleitos, então, com rigor, 50% da população activa de Moçambique passa 20% de cada legislatura em comícios e passeatas. Ora, isso tem um custo económico violento. Motivos que justificam a erradicação das células na Função Pública.
Aliás, a Função Pública não deveria permitir qualquer célula, de partido algum. Deveria ser um sector profissionalizado imune a todas vicissitudes do País, nomeadamente, a mudança de governo. Como acontece em Itália.
Portugal, não é definitivamente o melhor exemplo para nós modernizarmos a Função Pública nos diferentes sectores só por causa da herança administrativa. Até, deverá ser o pior exemplo de todos...Porque, um país de 100.000 km2 com perto de 1 milhão de pessoas na Função Pública provoca calafrios ao mais incauto dos observadores.
Esta medida impõe-se como urgente, ainda por cima agora que o Ministério da Função Pública nos apresentou um novo sistema de avaliação de Desempenho do Funcionário Público. Sendo o seu princípio baseado no mérito, acreditará alguém na imparcialidade das células caso um membro seu for penalizado?
Em suma, duas medidas devem ser tomadas para endireitar as coisas: Proibição de células de partidos na Função Pública; Legalização do Sindicato da Função Pública, de filiação livre e apartidária, expurgando o risco de, por factores circunstanciais, qualquer partido convertê-lo numa espécie de confederação de células de militantes, como nos mostra, uma vez mais, o mau exemplo Português. Porque, caso contrário, calam-se as vozes dos que pugnam pela extinção das células na Função Pública, mas preserva-se a sua acção na mesma. Desta feita, em maior promiscuidade, com os Recursos Humanos acasalados aos próprios sindicalistas tornando a vida do Funcionário Público num autêntico purgatório.
O lugar das células de partidos é nos círculos eleitorais onde os cidadãos estão inscritos e se conhecem. E isto, deveria ser estendido aos candidatos a deputados às Assembleias. Assim é num estado de direito moderno.
Este é o nó de estrangulamento do nosso País que, o presidente Guebuza, quando decidir desatá-lo, terá o meu voto garantido. Incondicionalmente.

*(Ricardo Santos, analista de sistemas)

Fonte: CanalMoz 2010-02-08

Reflectindo: Caro Basílio e caros compatriotas, com base no que Ricardo dos Santos descreve em reacção à revelação do secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, podemos discutir a questão de partidarizacão das instituições públicas.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

O governo da Frelimo ameaça cortar investimentos para Nacala-Porto

Segundo o Boletim do Processo Político em Moçambique (AWEPA), o Ministro de Planificação e Desenolvimento, Aiuba Cuereneia, ameaçou aos munícipes de Nacala-Porto de retirarem-se os projectos de investimentos, caso o candidato da Frelimo, Ossufo Chale, não venha a ser o vencedor do escrutínio que hoje, dia 11 de Fevereiro, tem lugar naquela urbe.

As ameaças foram proferidas por aquele membro governamental, durante o lançamento de dois projectos de investimento do governo central que tiveram lugar poucas horas antes do início da campanha eleitoral. No lançamento estiveram presentes líderes comunitários, incluindo Dom Germano Crachane, o bispo da diocese de Nacala.

Ainda, neste lançamento, Ossufo Chale, o candidato da Frelimo, afirmou que os 47 milhões de dólares americanos doados pelos Estados Unidos da America para o Millennium Challenge Account (MCA), os quais são para o melhoramento do abastecimento de água, construção de uma nova barragem e melhoramento da drenagem, são em apoio à Frelimo. Veja aqui.

Recordem-se que o jornalista Mouzinho de Alburqueque de Nampula, a 27 de Novembro de 2008, já havia escrito o seguinte:

”Entretanto, os resultados destas eleições devem ser interpretados como um aviso à navegação. Como, por exemplo, em Nacala-Porto, onde a Renamo e o seu candidato perderam as eleições, algumas pessoas disseram ter optado em votar na Frelimo e no seu candidatado por estarem “fartas” da política penalizante do partido no poder em termos de concretização de projectos de desenvolvimento, que sempre “olhou” mal aquela cidade por ser governada pela oposição, e não por convicção ou por amor à camisola partidária.” Veja aqui.

Neste contexto, Cuereneia e Chale nada mais fizeram no lançamento dos dois projectos que confirmar o que alguns nacalanses haviam informado ao jornalista Alburquerque.

Assim vai a nossa democracia em Moçambique. Daqui há algumas horas, se é que não se declarou, dir-se-á que a 2.a volta em Nacala-Porto foi livre, justa e transparente.