A bem do nosso processo democrático,
a bem da nação, a imprensa pública como a privada devíam dar tempo de antena e
de forma mais equilibrada a todos os partidos e associações e respectivos
candidatos das eleições intercalares de Nampula. Contudo, observado no último
jornal da noite da STV, o PAHUMO e AMUSI não gozaram do mesmo direito e nem houve
comentário se estes sairam à rua ou não. Todos nós somos actores importantes do
nosso processo democrático.
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terça-feira, janeiro 09, 2018
sexta-feira, março 11, 2016
Mas que (péssimo) serviço público!
O que, nestes últimos dias, tem estado a acontecer é paradigmático da falta de profissionalismo dos órgãos de informação públicos, pelo facto de escolherem de forma deliberada o que lhes apetece noticiar. Basta uma mera atenção para se aperceber da vã tentativa que estes meios de comunicação social empreendem com vista a passar imagem de que os problemas que o país atravessa se deve exclusivamente ao partido Renamo.
As reiteradas reportagens e os comentários dos analistas de janelas em torno do conflito armado que se vive no país procuram, forçosamente, fazer constar que a Renamo é a mais infame das rameiras, ou seja, o único culpado da história, escamoteando assim o facto de o Governo estar a protagonizar sucessivos ataques, sequestros e assassinatos. Aliás, diga-se em abono da verdade, ambos (Governo da Frelimo e a Renamo) são autênticos necrófagos que pretendem, sem dó nem piedade, se alimentar da penúria do povo moçambicano. Ler mais (Editorial do @verdade, 11.03.2016)
quarta-feira, maio 21, 2014
Opinião de Machado da Graça
Marco do Correio,
Por Machado da Graça
Meu caro Macuácua
Espero que estejas de saúde. Do
meu lado está tudo bem, felizmente.
Mas gostaria de te falar de um
fenómeno que me está já a enjoar.
Refiro-me a tudo o que está a
acontecer à volta do nosso concidadão Filipe Nyusi.
Pois se esse concidadão resolve
ir ao futebol, como milhares de outros, lá vão os órgãos de propaganda estatais
atrás dele para o entrevistarem antes e no final do jogo.
Se ele resolve ir em peregrinação
à Namaacha, rezar no santuário que lá existe, lá estão os órgãos de propaganda
do sector público a lançar a tal peregrinação aos quatro ventos.
Ultimamente o concidadão resolveu
“visitar Maputo”, coisa que muito me surpreendeu na medida em que eu sempre
supus que ele habitava regularmente na capital. Pois lá foram os mesmos órgãos
de propaganda acompanhar a tal visita de Nyusi à cidade onde vive.
Só não deram destaque aos
fortíssimos apupos que soaram quando foi anunciado, pelo apresentador, que o
dito concidadão estava presente no concerto de Jimmy Dludlu na Praça da
Independência. Aí deviam estar distraídos...
terça-feira, abril 22, 2014
José Nguila é o novo Director de Informação da TVM
Há mexidas substanciais na Televisão de Moçambique. Augusto Levy já não é Director de Informação da televisão pública nacional. Para o seu lugar foi indicado o jornalista José Nguila, conhecido pela sua vassalagem ao regime.
Quem também voltou a subir na TVM é a jornalista Emília Moiane, que reassume o cargo de Chefe da Redacção, em substitução de Marta Odalah. Emília Moiane já esteve no cargo na era de Armindo Chavana, mas saiu, quando houve a nova remodelação, pois tinha como base de apoio o então primeiro-ministro Aires Ali.
Tal como Nguila, Emília Moiane é também conhecida por levar a cabo sessões de exaltação do regime, mascaradas de debates, em que, regra geral, a governação é apresentada como modelo.
Fonte da TVM disse ao CanalMoz que as recentes mexidas estão directamente ligadas às eleições que se avizinham, onde é preciso que a máquina propagandística da TVM esteja à altura de andar de mãos dadas com o partido Frelimo e o seu candidato. Segundo nos foi informado, estas duas pessoas são as mais indicadas para comandar a propaganda pró- regime e a marginalização da oposição e das vozes críticas da sociedade civil.
domingo, março 30, 2014
Órgãos eleitorais devem melhorar o seu desempenho (completo)
Na semana passada, diversos intervenientes nos processos eleitorais reuniram-se para, juntos, fazerem o balanço das quartas eleições autárquicas, que tiveram lugar no dia 20 de Novembro em 52 municípios do país. No cômputo geral, a Comissão Nacional de Eleições, o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral e a polícia foram, literalmente, considerados os “maus da fita” por o seu desempenho não estar a melhorar, apesar dos reparos que têm sido feitos em cada pleito.
quinta-feira, março 27, 2014
Médias públicos a serviço do partido no poder
“Depois de muitos anos de esforços da Rádio Moçambique e da Televisão de Moçambique para melhorar a cobertura, nas últimas eleições o nível de profissionalismo baixou. Tudo o que se veiculava e se comentava nestes órgãos mostrava claramente um favoritismo à Frelimo”, foi assim que Fernando Lima, jornalista, começou a sua intervenção. Segundo Lima, a falta de imparcialidade nos órgãos de comunicação social públicos na cobertura das eleições estende-se até ao anúncio dos resultados, não se limitando apenas à campanha. “Estive a cobrir as eleições autárquicas nas cidades de Quelimane e Gurúè e após a colagem dos editais fomos (jornalistas, observadores, partidos, etc.) recolhendo os dados. Os profissionais da RM e da TVM estiveram em todas as mesas mas só anunciavam, na sua maioria, resultados favoráveis à Frelimo”.
Na sua intervenção, Lima apelou à CNE e ao STAE para que assegurem o afastamento de pessoas estranhas aos processos eleitorais das mesas de votação uma vez que nem sequer estão credenciadas para estar naqueles locais. “São pessoas que muitas vezes dão instruções aos membros das mesas de voto, registam os nomes dos eleitores e os respectivos números de cartão”. As palavras de Lima foram secundadas por representantes dos partidos extraparlamentares, que acusaram, principalmente, a TVM de os tratar como “enteados” nas suas coberturas. “As equipas de reportagem da TVM já passaram por nós diversas vezes mas nem sequer pararam para cobrir a nossa campanha. O seu foco era o partido Frelimo. Um órgão público não pode pautar por esse comportamento”.
Fonte: @Verdade - 27.03.2014
quarta-feira, junho 15, 2011
Moçambique: Comunicação social do Estado "tem mais credibilidade" – estudo
Moçambique é um dos países "pós autoritários" de África onde os cidadãos atribuem maior credibilidade aos meios de comunicação social do Estado, segundo um estudo publicado na edição de junho do Political Research Quarterly.
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