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sexta-feira, dezembro 20, 2013

AS MINHAS IMPRESSÕES SOBRE O INFORME DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO

Por Edgar Barroso

Eu entendo que todo o discurso político é, ou deveria ser, um conjunto de argumentos que tende a dar uma visão persuasiva daquilo que um determinado indivíduo ou grupo de indivíduos pretende para o melhoramento da condição de vida de um determinado colectivo, no presente e no futuro. Geralmente, é uma tentativa de imposição da vontade/visão/opinião de uma pessoa ou de um grupo de pessoas sobre o estado geral de coisas que afecta as vidas de um todo (comunidade, sociedade, povo, etc). Para que os outros acreditem nessa vontade/visão/opinãio, o discursante usa artefactos retóricos que de uma ou de outra forma manipulam os afectos, os sentimentos e as emoções de quem o ouve e tendo como fim último convencê-lo a acreditar na sua verdade ou versão das coisas, dos factos e de determinados eventos. Por outras palavras, quem faz um discurso político tem como principal objectivo mostrar à sua audiência que o seu ponto de vista é o mais coerente, correcto e o melhor a ser escolhido, seguido ou apoiado pelos que o escutam.

terça-feira, dezembro 03, 2013

AINDA SOBRE AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS – PORQUÊ É QUE EU ACHO QUE A FRELIMO É A GRANDE PERDEDORA...


Por Rdgar Barroso


1. Nos últimos anos, a popularidade e a aceitação deste partido têm decrescido vertiginosamente nos principais centros urbanos do país. Tal facto fundamenta-se completamente com os últimos resultados eleitorais conseguidos pela Frelimo nas recentes eleições autárquicas. Com efeito, este partido perdeu protagonismo em “corações” de círculos eleitorais de grande significado político para o país, como são os casos das cidades de Maputo-Matola, Beira, Quelimane e, mais recentemente, Nampula. Isto é muito mais sério do que se pode depreender à primeira vista: é em algumas destas as cidades onde vive o maior número da porção mais culta e informada do país e são as capitais dos maiores círculos eleitorais do país, determinantes para o sentido de voto das províncias onde se situam nas eleições gerais de 2014. Dito de outro modo, a Frelimo, com toda a sua máquina logística e propagandista (para além das suas “estruturas” como a OJM, OMM e ACLLN, tem a trabalhar politicamente a seu favor órgãos públicos e privados de comunicação social como a AIM, TVM, RM, TV Miramar, Rádio Índico, jornais Notícias e Domingo, dentre outros), bem como com a vitória nominal em 50 autarquias (elegeu apenas os Edis e factualmente cedeu a Oposição uma percentagem significativa de assentos em assembleias municipais), perdeu oficialmente 3 das maiores cidades do país. Isto é uma derrota eleitoral de profundo significado político, à curto e médio prazos.

sexta-feira, novembro 22, 2013

SOBRE A PARCIALIDADE SELECTIVA DOS NOSSOS SERVIDORES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS


Por Edgar Barroso


Tenho acompanhado os pronunciamentos infelizes e parciais de alguns analistas que têm aparecido nos órgãos de comunicação social públicos, a atacarem de modo selectivo todos os últimos desenvolvimentos políticos e sociais do nosso país. Ele nunca criticam o Governo ou as posturas arbitrárias de seus agentes e instituições, com particular ênfase às nossas forças de defesa e segurança. Há algumas semanas, tais analistas tinham como alvo preferencial a Renamo, a quem vilipendiavam, satanizavam e sentenciavam sem direito ao contraditório ou ao direito de resposta por parte desta. Nos últimos dias, particularmente durante o processo eleitoral que culminou com a realização das últimas eleições autárquicas, estes analistas viraram os seus canos para o MDM, a quem irracionalmente atacam tentando primeiro descredibilizar o seu capital político e depois menosprezando os seus ganhos eleitorais. Não tenho ouvido deles nenhuma referência suficientemente substancial e com a mesma contundência em relação às arbitrariedades cometidas pela Frelimo, tais como a perseguição política aos seus opositores, o uso indiscriminado de bens patrimoniais do Estado para fins partidários ou a postura inaceitável da nossa polícia para com cidadãos indefesos e desarmados, todos eles membros da Oposição e que muitas vezes tem culminado com várias mortes e feridos. Com efeito, em países sérios e com um sentido de democracia e Estado de Direito devidamente consolidados, os órgãos de comunicação social públicos servem total e completamente o interesse nacional e não apenas o do regime no poder. Não funcionam como extensão do Gabinete de Mobilização e Propaganda de um partido político, nem aparecem veiculando exclusivamente os posicionamentos políticos de uma parte da sociedade.

sábado, outubro 12, 2013

O "CASO DIAMANTINO MIRANDA", O DUMBA-NENGUISMO DO NOSSO GOVERNO E A NOSSA MOCAMBICANIDADE DE VIDRO EM 4 PONTOS

Por Edgar Barroso

1. É uma interpretação manifestamente politizada, infantil e infeliz essa de chamarem de "assunto de Estado" às declarações privadas do treinador de futebol português, Diamantino Miranda, gravadas sem o seu consentimento e proferidas no calor de uma discussão pessoal havida apenas entre ele e um jornalista desportivo. Diamantino Miranda não proferiu o pretenso "insulto ao povo moçambicano" como representante do Estado português, meus senhores. E mais, o objecto do "insulto", por mais generalizado que tenha sido, não é em nenhuma circunstância o povo ou o Estado moçambicano. Ele afirmou tais palavras no contexto da discussão que travava com o jornalista e manifestando o seu descontentamento, indignação ou frustração pelo modo como o futebol moçambicano de alta competição é gerido e como os nossos jornalistas desportivos o têm abordado no seu trabalho. Pode ter sido extremista na generalização, como todo e qualquer indivíduo o pode fazer no calor de uma discussão. Meus senhores, é tão verdade que há corrupção no nosso Mocambola como que há jornalistas que agem como autênticos mercenários, clubistas ou intriguistas nas suas abordagens desportivas, favorecendo ou prejudicando uns e outros.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Edgar Barroso responde ao artigo de Gustavo Mavie


Estava aqui a ler o artigo do jornalista Gustavo Mavie, director da Agência de Informação de Moçambique (AIM), intitulado “Ensaio sobre Demagogia: Elísio Macamo tem razão quando diz que há demagogia na condenação à festa do 70º aniversário de Guebuza”. No referido artigo, o jornalista diz, dentre outras coisas, o seguinte e passo já a citar:

sábado, julho 07, 2012

ESTRATÉGIA DA RESSONÂNCIA DE ORIENTAÇÃO ÚNICA COMO PROPAGANDA DE MANUTENÇÃO

O mundo não é apenas vermelho manos, há outras cores...

Por Edgar Kamikaze Barroso
(Nota: esta é uma réplica ao artigo de Américo Matavel, aqui)

Há muito tempo que não escrevia algo meu, neste meio social... Resumia-me a citar artigos, frases ditas, ideias esporádicas, algumas piadas, desabafos do meu quotidiano, trechos de algumas letras de músicas que aprecio, fotos humorísticas, etc etc. Hoje decidi variar e voltar um pouco para o meu “foco”. 

Ganhei certa projecção e notoriedade, aqui no Facebook, através de uma série de artigos de opinião que postava há cerca de dois, três anos... Depois de algum tempo a vaguear entre o meu umbigo e o de outros, ontem tive a oportunidade de ler um artigo de opinião do meu amigo Américo Matavele, publicado também aqui no Facebook e intitulado “A Desconfiança como Receptora Passiva da Manipulação”. Em traços gerais, o artigo apontava para a existência, nas redes sociais e demais meios de comunicação social, de um “grupo inconsciente” de indivíduos que, invariavelmente, tem olhado com desconfiança para o Governo de Moçambique, seus discursos e realizações. Em suma, e segundo o artigo supracitado, este grupo de indivíduos tem como identidade única falar mal do Governo, desconfiar de tudo o que ele faz ou promete fazer, bem como desacreditá-lo sobre todas as formas possíveis e imaginárias... Para o articulista, tais indivíduos tentam à todo o custo propagar essa ideia junto do maior número possível de pessoas, de modo essencialmente manipulatório e indiscriminado, com fins necessariamente políticos ou inconfessos.

quarta-feira, abril 04, 2012

Democracia, alternância e o imperativo da ruptura


Por Edgar Barroso

Eleições “intercalares” em Inhambane

 Maputo (Canalmoz) - A campanha eleitoral para as Intercalares em Inhambane começou... Trata-se de mais uma oportunidade que se oferece à nossa jovem democracia para amadurecer o nosso sentido de cidadania, de consciência política e de salvaguarda as nossas pretensões, interesses e aspirações como povo. As eleições intercalares vão acontecer em Inhambane mas fazem parte de um todo como nação, daí o especial interesse nelas. Poderia ser num outro ponto qualquer de Moçambique... Inhambane é só o foco actual.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Mozambique: The Irrepressible facebook blogger

Edgar Barroso is a 28 year old civil servant in life who has over 1.800 friends on Facebook as the “Apóstolo da Desgraça” (literally meaning the Apostle of Disgrace, a tongue-in-cheek name for those who never tire of denouncing the state of things and a reference to contemporary Mozambican literature). He has become one of the most influential online personalities in Mozambique, using the platform as a kind of blog. Ler mais

Fonte: Global Voices - 20.12.2011

domingo, dezembro 04, 2011

Carta aberta aos meus irmãos de Quelimane

Por Edgar Barroso

“O bom cidadão tem que se sentir indignado” – Elísio Macamo

Maputo (Canalmoz) - Vou ser breve. Irmãos, o país está ao rubro. Vêm aí, a 7 de Dezembro, as eleições intercalares para a escolha dos futuros edis das cidades de Quelimane, de Cuamba e de Pemba. Esta carta vai especificamente para os eleitores da cidade de Quelimane. Como todos vocês já devem saber, este evento é uma oportunidade única para que todos os citadinos quelimanenses adoptem a mudança que verdadeiramente querem para a sua condição, para as suas vidas e para a cidade na qual vivem, estudam e trabalham.