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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Sebastianismo político (Concl.)

Por Ricardo Santos

(Leia a parte 1 aqui)

Tudo isto é absolutamente surrealista, mas é o modo de se pensar e viver hoje em Moçambique. Habituou-se neste país a contentar-se sebastianicamente com rótulos. Um consultor de imagem é agora o dono da profissão mais lucrativa do nosso mercado. Há uma profusão de firmas de marketing e de comunicação e imagem. Paga-se para se ter uma imagem limpa e antiséptica, pouco se trabalha para não se emporcalhar a própria imagem. Dane-se o desempenho das instituições e quiçá do próprio país. Não há problema, um pornocrático sistema publicitário, umas t-shirts e uns bonés na dose certa resolvem.

Sebastianismo político (1)

Por Ricardo Santos

Tem andado por aí na blogosfera um corropio de possíveis candidatos à PR. Ainda a procissão não vai no adro e já se jogam no tabuleiro político as mais diferentes previsões. Espantosa esta maneira de se medir a predilecção dos eleitores. Oportunista a percepção dos intelectuais do Governo para quem, um povo, tal como as moscas, pesca-se com mel e não com vinagre. É preciso semear para colher. E para tal, nem que se tenham de inventar pseudo-sondagens na síndrome de um congresso, vale tudo para se vestir agora de trajes garridos e femininos a tese peregrina do novo Messias moçambicano, triunfalmente cavalgando em bubus e lantejoulas, as esperanças de um ansiado bem-estar.