Por Alfredo Manhiça
Conta-se que quando
o Cardeal Richelieu (que era também primeiro-ministro de Luís XIII) morreu, em
Dezembro de 1642, circulou por Paris o seguinte epitáfio:
Aqui Jaz um famoso
Cardeal
Que fez muito mal e
muito bem
Todo o bem que fez,
fê-lo mal
E todo o mal que
fez, fê-lo bem
O que os habitantes
de Paris pensavam, quatro séculos atrás, do primeiro-ministro de Luís XIII é,
provavelmente, o mesmo que os moçambicanos pensam, hoje, do digníssimo esposo
da Dra. Maria da Luz Dai Guebuza. Como no caso de Armando Guebuza e do seu
partido, também a política irresponsável de Richelieu era destinada a ter
repercussões desastrosas para a França, mesmo nos anos sucessivos à sua morte.
A este propósito gostaria de fazer uma breve consideração sobre o «cancro
social» causado pelo Governo da Frelimo com a criação da instituição dos
«líderes comunitários». Segundo o «Correio da manhã», edição N° 4247, do dia 20
de Janeiro de 2014, cerca de 138,3 milhões de meticais do Orçamento do Estado
de 2014 será utilizado para pagar os subsídios mensais de cerca de 25.863
«líderes comunitários».




