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sexta-feira, abril 08, 2016

É preciso despartidarizar as mulheres na Autoridade Tributária de Moçambique

presidente da Assembleia da República proferiu, nesta quarta-feira (06), na Autoridade Tributária (AT), uma palestra alusiva ao Dia da Mulher Moçambicana. Não há dúvidas de que Verónica Macamo não é uma mulher qualquer, porém, para a presidente da AT, mais importante do que o percurso profissional da palestrante é o curriculum político. “Ela é membro do Comité Central do partido Frelimo desde 1991. Colegas, ficar cinco anos como membro do Comité Central é muito suor, (palmas). Ela é membro da Comissão Política do partido Frelimo desde 1997, só ser membro ou visitar a Comissão Política já é uma grande honra. Ela não é uma mulher qualquer, merece os nossos aplausos”, afirmou Amélia Nakhare, após discorrer o CV de Verónica Macamo, desde os tempo da luta armada de libertação. É preciso, para além de despartidarizar o Estado, despartidarizar também muitas mulheres moçambicanas.

A mulher que ocupa o segundo cargo mais importante do Estado moçambicano começou a sua palestra, subordinada ao tema “O Papel da Mulher Moçambicana no Desenvolvimento da Economia Nacional”, com os “hoyes” tradicionais dos eventos do partido Frelimo...

A presidente do Parlamento referiu ainda a criação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), em 1973, como outro passo na emancipação e destacou como “mulheres líderes e heroínas” Josina Machel, Marina Pachinuapa, Deolinda Guezimane, Filomena Nachaque e Paulina Mateus, todas membros do partido Frelimo....

Fonte: @Verdade - =8.04.2016

quarta-feira, setembro 04, 2013

As organizações da Mulher e da Juventude são partidarizadas e inertes

As organizações moçambicanas da Mulher e da Juventude são reféns ao partido Frelimo e enquanto prevalecer esse cenário elas e os integrantes a igualdade de género e o acesso a várias oportunidades de inserção social não passarão de uma utopia, defende a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota.

terça-feira, junho 11, 2013

FRELIMO DEMITE SECRETARIADO DA OMM

O partido no poder em Moçambique, a Frelimo, destituiu esta Segunda-feira o secretariado do seu braço feminino, a Organização da Mulher moçambicana (OMM). 

O jornal “O Pais”, editado em Maputo, escreve na sua edicao de hoje que com a medida cessaram funções a respectiva Secretária - geral, Amélia Fraklim, e Violeta Langa e Elisa Amisse, membros do secretariado nacional.

sábado, julho 14, 2012

OMM atrasa desenvolvimento das mulheres em Moçambique – considera Alice Mabote

A Presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique Alice Mabote considera que a Organização das Mulheres Moçambicanas (OMM), é um dos entraves do processo de desenvolvimento, empoderamento e promotor de violação dos seus direitos e promoção da exclusão social e racial, económico devido ao seu envolvimento com o partido no poder, a Frelimo.

quinta-feira, abril 08, 2010

“MUTHIANA ORRERA” IGNORA

- Governador defende maior engajamento de mulheres nos órgãos de decisão

Sob o lema “Mulher Moçambicana engajada na luta contra a pobreza, pela igualdade de direitos e oportunidades para todos”, o país comemorou ontem, quarta-feira, o trigésimo nono aniversário da morte de Josina Machel, heroína nacional, e trigésimo sétimo aniversario da criação da Organização da Mulher Moçambicana.
Em Nampula, a data foi caracterizada por uma enorme movimentação de mulheres de todas as idades e extractos sociais que saíram à rua para celebrar a efeméride num ambiente de festa e de muita emoção.
Uma moldura humana, composta maioritariamente por mulheres fez-se presente, logo pela manhã, à praça do Destacamento Feminino, de onde seguiu, depois, em caravana à praça dos Heróis Moçambicanos, local onde decorreu a tradicional cerimónia de deposição de flores, incluindo a apresentação de diversas mensagens.
Cuja sequência sofreu, entretanto, algum constrangimento devido ao facto de enormes grupos de mulheres terem abandonado prematuramente o local a fim de se submeterem a adornos faciais com base no tradicional mussiro. Inicialmente, repleta de pessoas, a Praça dos Heróis Moçambicanos acabou, em face da situação, por ficar bruscamente “às moscas”, reduzida à presença de membros e simpatizantes do partido Frelimo, alguns alunos, funcionários e formandos das instituições de formação de professores, que se viram obrigados a pemanecer no local até ao final das cerimónias, cumprindo, deste modo, as instruções recebidas das suas instituições. Alguns dos nossos entrevistados, justificam que a debandada resultou do alegada partidarização das datas nacionais.
É exemplo disso o MDM (Movimento Democrático de Moçambique) que, este ano, juntou-se à outras formações politicas nas celebrações do 7 de Abril, mas decidiu retirar-se imediatamente da Praça quando foi informada que a sua
proposta de apresentar uma mensagem havia sido chumbada na sede do Comité
Provincial da OMM em Nampula.
Gilda Bonifácio Muchomola, presidente da Liga Provincial da Mulher daquele partido, estranhou a rejeição. Entretanto, porque reconhece os feitos de Josina Machel, acabou por festejar a efeméride na sede do seu partido. Enquanto a Liga Feminina da Renamo optou pela habitual ausência nas celebrações.
O Wamphula fax teve muitas dificuldades de aceder ao programa da Renamo, mas acabaria por ser informado que aquele partido considerava o 7 de Abril como simples aniversário da OMM, movimento que defende os interesses da Frelimo.
Entretanto, o secretariado provincial da Organização da Mulher Moçambicana defende a necessidade de se elevarem os níveis de escolarização da rapariga com vista à materialização dos objectivos de combate à pobreza no país. E sublinhou que, apesar da prevalência de alguns obstáculos relacionados com o baixo nível de escolaridade, a mulher sente-se orgulhosa na valorização da igualdade de oportunidades e na sua participação na tomada de decisões em diversos sectores de produção.
Aquele organismo considera que a efeméride não só deve servir de festa, como também de reflexão, tendo em conta os esforços empreendidos por Josina Machel, a quem coube o comprometimento de pugnar ao lado do homem na luta contra o colonialismo português.
Por seu turno, o governador da província, Felismino Tocoili, disse que reconhece o envolvimento da mulher nos programas de combate à pobreza, mas defende a necessidade do seu melhor engajamento nas acções de formação académica e técnico-profissional e nos órgãos decisórios.
De acordo com suas palavras, em Nampula, cerca de 35 por cento de mulheres farão parte dos conselhos consultivos nos próximos anos.
Na cidade de Nampula, a festa do 7 de Abril prosseguiu, até ao principio da
noite, no seio das famílias e em estabelecimentos de hotelaria e turismo, incluindo uma feira de gastronomia regional. Wf

Fonte: WamphulaFax in Diário de um Sociólogo - 07.04.2010

sexta-feira, setembro 26, 2008

Lourenço Bulha apresentou-se publicamente

Afinal Lourenço Bulha apresentou-se pública e oficialmente aos membros e simpatizantes da Frelimo aliás aos municipes da Beira e precisamente no bairro histórico e populoso da Munhava. Leia sobre isto no Miradouro e daí o o artigo do Eurico Dança do Autarca. Estranhamente, a imprensa pública e reconhecida pro-frelimista, nomeadamente o Jornal Notícias e o Domingo, este último editando-se naquela urbe, não deram referência a este facto. Que motivos devem ter ditado esta falta de cobertura, aliás referência por parte da imprensa pública?

Há um comentário importante no Diário de um sociólogo, segundo o qual Afonso Dhlakama chega na Beira amanhã, sábado, para apresentar Manuel Pereira como seu candidato. Curiosamente estão sendo mobilizados jovens da OJM e senhoras OMM para irem ao aeroporto recebê-lo. Este comentário faz-me recordar a pergunta do Bayano Valy, no blog do Egídio Vaz sobre a quem apoiará a Renamo de Afonso Dhlakama no caso de Daviz Simango e Lourenço Bulha serem forçados a uma segunda volta.