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segunda-feira, setembro 02, 2013

TSVANGIRAI AMEACA BOICOTAR GOVERNO

O líder do Movimento para Mudanças Democráticas (MDC), principal partido da oposição no Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, ameaça boicotar o novo governo do Presidente Robert Mugabe, a fim de se prevenir do que chamou de “contaminação” pela Zanu-PF. 

Tsvangirai disse que não vai participar no novo governo zimbabweano, afirmando que prefere trabalhar como líder oposicionista, com vista a evitar que seja contaminado pelo partido no poder no país.

quinta-feira, agosto 08, 2013

Mais de 300 mil eleitores impedidos de votar

Cerca de 300 mil pessoas foram impedidas de votar e 200 mil foram influenciadas por agentes eleitorais no sufrágio de 31 de julho que reelegeu com larga vantagem Robert Mugabe no cargo de presidente do Zimbábue.

Segundo dados da comissão eleitoral, na capital Harare 64.483 eleitores foram impedidos de votar, seguindo-se as províncias de Mashonaland Ouest e Manicaland. 

Perto de 3,5 milhões de pessoas exerceram o direito de voto em 6,4 milhões inscritos.

O primeiro-ministro cessante, Morgan Tsvangirai, adversário de Mugabe, considerou as eleições «fraudulentas» e exigiu a verificação dos boletins de voto e boletins eleitorais pela justiça.


Fonte: Abola - 08.08.2013

sábado, agosto 03, 2013

Zimbabwe: Zanu-PF tem maioria de 2/3 no parlamento

O partido do presidente Robert Mugabe venceu com pelo menos 2/3 no parlamento, informou a comissão eleitoral do Zimbabwe nesta sexta-feira (2).

Um porta-voz do movimento já havia declarado nesta sexta que o partido Zanu-PF teria obtido cerca de 75% os votos nas presidenciais e o seu partido, e com isso poderia alcançar uma maioria de dois terços na assembleia. Feita as contas, a Zanu-PF obteve 142 dos 210 lugares do Parlamento e os analistas consideram que este resultado é suficiente para alterar a Constituição.

quarta-feira, junho 26, 2013

MDC prevê vitória “esmagadora” sobre ZANU-PF

De acordo com o “The Standard”, citado pelo “News24”, Tsvangirai disse aos seus simpatizantes, durante um comício em Bubi, província da Matabelelândia, no fim-de-semana, que as eleições não irão originar uma outra coligação governamental, uma vez que o seu partido estava a contar com uma vitória retumbante. “O

quinta-feira, maio 02, 2013

Zimbabwe: Altas patentes militares e policiais recusam encontro com a oposição política

Generais do exército e comandantes da polícia no Zimbabwe recusam-se a reunir com o Primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai e outros “descontentes” que tentam diminuir-lhes os poderes, escreve a imprensa estatal local.

O jornal estatal “Herald” escreveu esta quarta-feira que o comandante nacional da polícia alertou aos críticos do poder que estes correm o risco de serem presos se continuarem a exigir reformas nas forças de segurança e a “propagarem mentiras” sobre o papel das forças armadas nas vésperas das eleições que se avizinham, marcadas para este ano.

sábado, junho 19, 2010

Zimbabwe: que eleições?

Por Edwin Dube*

Sugestões para que eleições sejam realizadas agora no Zimbabwe estão a ganhar expressão cada dia que passa.
O Congresso dos Sindicatos do Zimbabwe (ZCTU) propôs na semana passada que eleições presidenciais fossem realizadas o mais breve possível, e ontem (27 de Maio) a Zanu-PF respondeu retoricamente dizendo que estava preparada para as eleições.
Sinais de que eleições poderão estar iminentes podem ser vistos pela forma como as igrejas se tornaram plataformas de campanha tanto para o Movimento para a Mudança Democrática (MDC) como para a Zanu-PF.
O sentimento eleitoral está também evidente no discurso de ódio que está a aumentar na comunicação social. Não há nada de errado em partidos políticos estarem prontos para eleições, mas qualquer sugestão de que eleições devem ser realizadas agora, é uma brincadeira política de mau gosto.
A única voz sóbria no meio de toda esta conversa é de Arthur Mutambara. Ele já disse que é necessário primeiro que o governo inclusivo crie a sua própria força de manutenção da paz, envolver-se numa efectiva reconciliação, introduzir reformas sobre a comunicação social e mudar a Comissão Eleitoral. Outras questões incluem uma efectiva Comissão dos Direitos Humanos.
Embora os membros do parlamento possam resistir à ideia de eleições pelo facto de que não só isso significará a redução dos seus mandatos mas poderá também ser dispendioso em termos de recursos e capital humano, alguns políticos estão decididos a avançar para frente.
As feridas resultantes das eleições de 2008 ainda estão frescas na mente da maioria dos zimbabweanos, que se sentem confortáveis em continuar com a sua vida sem terem que se submeter a sevícias infligidas por activistas políticos. Para os camponeses nas zonas rurais, eleições no Zimbabwe representam o espectro da diabólica violência a que foram sujeitos nas eleições de 2008. para o cidadão comum, apenas a situação económica melhorou, mas há várias questões ainda não resolvidas na frente política.
Dentro do próprio governo de unidade nacional parece haver muita tensão, que se torna difícil acreditar qualquer sugestão de que os líderes políticos já enterraram o machado de guerra. Dificilmente passa uma semana sem que o MDC se queixe de que a Zanu-PF está a cometer arbitrariedades no funcionamento do governo. Os jornais estão repletos de histórias sobre o flagrante desrespeito a que tem sido sujeito o Primeiro Ministro, Morgan Tsvangirai. Ministros a boicotarem reuniões do Conselho de Ministros, o Primeiro Ministro a reclamar não ter sido consultado sobre esta ou aquela decisão, e membros do governo a apontarem para a alegada ignorância do Primeiro Ministro sobre questões protocolares e de procedimento, são algumas das questões que vêm imediatamente à memória.
Os zimbabweanos têm estado a ler informações da imprensa sobre o circo em que se tornou o governo de unidade nacional. E estas são as mesmas pessoas que tentam dar a impressão de que as coisas mudaram!
Os principais actores políticos no país não podem aldrabar o povo, afirmando que as coisas mudaram desde 2008. De facto, os que querem eleições devem dizer em nome de quem é que estão a falar, porque não é certamente em nome do cidadão comum. As mesmas pessoas que estavam no poder em 2008 ainda continuam lá. Por exemplo, os mesmos chefes militares que mostraram desprezo contra Tsvangirai ainda continuam nos seus uniformes. Que garantias há de que eles irão aceder a uma mudança de governo, caso o seu candidato preferido perca? Que garantias temos de que o actual líder irá entregar o poder caso ele perca as eleições? Que garantias temos de que não haverá violência depois das eleições? E, de facto, caso o actual líder ganhe, que garantias temos de que as eleições serão aceites pela comunidade internacional como tendo sido legítimas?
Embora queiramos gritar sobre a nossa soberania e independência, é do conhecimento geral que um dos principais problemas que o actual governo do Zimbabwe enfrenta é o da sua legitimidade. De outro modo, não teria havido necessidade de um governo de compromisso!
Os zimbabweanos já demonstraram muita resistência e paciência face ao abuso a que têm sido sujeitos pela sua classe política. Os políticos devem saber que não podem indefinidamente levar os cidadãos deste país de ânimo leve. Os políticos devem levar o eleitorado à sério, e não apenas olharem para os seus próprios interesses em detrimento das liberdades do cidadão comum. De qualquer modo, ainda há muito que fazer em termos de reconciliação nacional. O Zimbabwe ainda não está preparado para eleições!

*In The Zimbabwe Independent (SAVANA -04-06.2010)

domingo, setembro 13, 2009

CAMPANHA ELEITORAL: Em Chiúre - Simango lança campanha com representante do MDC

Por Pedro Nacuo

Julian Mpiri acabou sendo a figura mais importante no lançamento da campanha política do candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, ontem, na vila de Chiúre, sul de Cabo Delgado, apresentada como uma das pessoas amigas do partido daquele candidato, ligada ao MDC, de Morgan Tsivangirai, no vizinho Zimbabwe, que, conforme as suas palavras, “está a bater Mugabe ”.

Intervindo na ocasião, aquela dirigente política zimbabweana pediu votos para Daviz Simango, “para maior democracia e mais liberdades para o povo moçambicano. Mães, jovens e velhos, acordem para mais democracia”.

Daviz Simango começou a sua intervenção condenando os actos praticados, alegadamente, por membros do Partido Frelimo, em Chókwè, na madrugada do primeiro dia da campanha eleitoral, pedindo que a Polícia aja nos moldes em que o comandante-geral da Polícia, Jorge Khalau disse à Televisão, segundo o qual haveria tolerância zero para todos os actos de violência no decurso da campanha.

“Sabemos que a Polícia, desde que foi comunicada, às 2 horas da manha, ainda não agiu. Denunciamos publicamente estes actos de intimidação e pedimos que os autores dos desacatos beneficiem da tolerância Zero”, disse Daviz Simango.

Segundo revelou na ocasião, um grupo de militantes da Frelimo invadiu os escritórios do MDM, em Chokwe, ferindo o olho direito do delegado político, que acabou levando cinco pontos, ferido nos membros inferiores, o responsável do departamento das Finanças, para além de ferimentos a um outro membro do seu partido.

“Mas eu peço-vos primeiro que não tenham medo, segundo que não respondam a provocações daqueles ali, com bandeiras vermelhas de sangue, que nos vêm incomodar aqui onde estamos reunidos e também não provoquem a ninguém. Perdoem-nos, eles não sabem o que fazem”, apelou.

As linhas de força do discurso do candidato do MDM para a Ponta Vermelha foram a eliminação do desemprego, segundo o qual as fábricas que existiam em Cabo Delgado fecharam deixando no olho da rua os seus trabalhadores, entre as quais a Texmanta e a Marmonte e o conflito Homem/animal, que disse estar a ser apadrinhado pelo actual Governo.

“Em Ancuabe, ainda esta semana acaba de perder a vida uma mulher. A terra é para o Homem, não é para os elefantes, nós vamos acabar com esse conflito. O futuro de Moçambique depende de cada um de nós, mais saúde, mais escolas, que não sejam apenas as paredes, mas sobretudo oportunidades para todos, não apenas para aqueles que exibem o cartão vermelho. O Moçambique em que para ter emprego, para ser chefe de alguma instituição deve exibir o cartão vermelho, não é esse que queremos e se concordam comigo então vamos mudar”.

Fonte: Notícias

quinta-feira, maio 21, 2009

Crise zimbabweana: ZANU-FP rejeita intervenção da SADC

O PARTIDO do Presidente zimbabweano, Robert Mugabe, a ZANU-FP, rejeitou terça-feira o apelo feito pelo Primeiro-Ministro, Morgan Tsvangirai, à SADC para intervir numa série de disputas que continuam a minar a efectividade do Governo de Unidade Nacional. Maputo, Quinta-Feira, 21 de Maio de 2009:: Notícias
De acordo com a agência sul-africana de not]icias (SAPA), o novo Governo zimbabweano, com cerca de três meses de existência, não progrediu em assuntos como direitos humanos e aspectos ligados }a governação.

Tsvangirai, líder do Movimento para Mudança Democrática (MDC), apelou fim-de-semana para a intervenção da União Africana (UA) e da SADC na mediação dos diferendos entre o seu partido e a ZANU-FP.

Oficiais do MDC acusam o Presidente Robert Mugabe e o seu partido de criar obstáculos ao progresso do GUN, devido às alegadas contínuas detenções aos activistas pró-democracia, jornalistas, e invasões às farmas na posse de farmeiros brancos.

De acordo com a SAPA, na terça-feira o ministro dos Transportes, Nicholas Goche, um dos principais negociadores da ZANU-FP, considerou os apelos feitos pelo MDC como “prematuros”, afirmando que os três partidos envolvidos na constituição do GUN deveriam dialogar entre si antes de apelar }a intervenção de uma terceira parte.

James Maridadi, porta-voz do MDC, afirmou que o seu partido encontra-se no processo de notificar a SADC para intervir na resolução da presente situação.

Por seu turno, Edwin Mushoriwa, do MDC, ala do vice-primeiro-ministro, Arthur Mutambara, referiu que a resolução dos referidos assuntos pendentes est]a a levar muito tempo.

Fonte: Jornal Notícias