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quarta-feira, julho 02, 2014

Ayoob Satar assasinado no Paquistão

Ayoob Satar, um dos membros da família Satar, foi morto a tiro, nesta terça-feira (02), na capital Karachi, no Paquistão. Não são ainda conhecidas as motivações que levaram à morte de Ayoob Satar.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Vicente Ramaya foi morto

Vicente Ramaya, que cumpria pena em liberdade condicional pelo seu envolvimento na morte do conhecido jornalista Carlos Cardoso, foi mortalmente baleado perto das 13:00 de hoje quando circulava de carro na zona da Polana na cidade de Maputo.
Na sua companhia vinha o Selecionador Nacional de Basquete Feminino o também conhecido Nazir Salé que ficou incólume.
O corpo do malogrado está no Hospital Central em Maputo para onde foi levado imediatamente após a ocorrência. No local já se encontram vários familiares.

Fonte: TIM - 21.02.2013

quinta-feira, março 28, 2013

Venda ilegal de imóveis: Ramaya ilibado

Vicente Ramaya foi libertado ontem, dois dias depois de ter sido reconduzido à cadeia, num novo processo ligado ao negócio de venda ilícita de imóveis por alegada falta de provas do seu envolvimento no caso.
Ramaya, um dos condenados pelo envolvimento na morte de Carlos Cardoso, foi restituído à liberdade em regime condicional há cerca de dois meses, depois de cumprir metade da pena de 24 anos.

terça-feira, março 26, 2013

Vicente Ramaya reconduzido aos calabouços

Vicente Ramaya foi preso na manhã de ontem dois meses após ter sido restituído à liberdade condicional. Ramaya cumprira 12 anos de cadeia pelo seu envolvimento na morte do jornalista Carlos Cardoso. Ler mais

sábado, março 23, 2013

Não confiamos nestes gajos

@Verdade Editorial

No direito a liberdade é regra e foi com base nessa perspectiva que os assassinos de Carlos Cardoso, alguns, viram abertas as portas da cadeia e gozam, agora, de liberdade condicional que é reprovada pela opinião pública. O depoimento de Carlitos, ao Savana da semana passada, revela que o seu comportamento na cadeia não foi exemplar.
Contudo, foi libertado por “bom comportamento”. Vicente Ramaia e Ayob Satar também foram libertados pelos mesmos motivos. Ao longo do cumprimento da pena destes indivíduos a Imprensa reportou várias situações de mau comportamento. Foram descobertos telefones e quejandos. Ler mais

segunda-feira, março 11, 2013

Tribunal libertou mais dois condenados no homicídio do jornalista moçambicano Carlos Cardoso

Dois dos cinco condenados ainda presos pelo homicídio do jornalista moçambicano Carlos Cardoso saíram da prisão em liberdade condicional por terem cumprido metade da pena a que foram sentenciados, disse hoje à Lusa o advogado dos libertados.
Segundo o advogado, Simeão Cuamba, deixaram a cadeia na sexta-feira Carlitos Rachide e Manuel dos Anjos Fernandes ("Escurinho") por terem cumprido metade dos 22 anos de prisão a que foram condenados em 2003 como executores do homicídio de Carlos Cardoso, em 2000.

sábado, março 09, 2013

Caso Carlos Cardoso: Escurinho, Carlitos e Ayob podem ser soltos na 2ª feira

Ayob Satar, Manuel dos Anjos Fernandes (Escurinho) e Carlitos Rachid, condenados a pena de prisão maior pelo seu envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso, poderão ser soltos na segunda-feira uma vez o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo ter despachado favoravelmente o pedido de liberdade condicional.

A informação é do jornal Notícias deste sábado, citando o advogado Simão Cuamba, que referiu que a soltura só não ocorreu ontem porque o mandato foi despachado depois da hora do funcionamento das instituições públicas.

“Sim, confirmo que o Manuel dos Anjos, Carlitos e o Ayob vão sair em liberdade condicional na próxima segunda-feira”, disse Cuamba, sem dar mais detalhes sobre o horário em que deveria ocorrer a soltura.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Seguimento da decisão judicial desta segunda-feira Questões administrativas atrasam soltura de Ramaya

- Ministério Público já entrou com recurso contra a decisão judicial, mas a tramitação do mesmo (recurso) não tem efeitos suspensivos 
 A decisão judicial da soltura do preso Vicente Narotam Ramaya, condenado a 23 anos de cadeia por
envolvimento moral no assassinato do jornalista Carlos Cardoso e desfalque em cerca de 144 biliões de Meticais (actuais 144 milhões) no defunto Banco Comercial de Moçambique está atrasado por questões meramente administrativas, segundo soube o mediaFAX de fonte judicial.  Até ao fecho da presente edição, Vicente Ramaya continuava encarcerado nas celas do Comando da Cidade de Maputo.
Uma fonte policial ligada ao processo de soltura disse ao mediaFAX que o oficial policial do Comando da PRM – Cidade de Maputo que deveria ter, ao longo do dia de ontem, tramitado o processo de execução da decisão do juiz da 10ª secção, esteve a trabalhar na comitiva que acompanha a visita do ministro do interior na cidade de Maputo. A visita de Alberto Mondlane a cidade de Maputo iniciou na segunda e termina na sexta-feira. Ontem, o ministro estava no distrito municipal de Ka Nyaka. Ler mais

Fonte: Savana - 24.01.2013

Caso Carlos Cardoso: Vicente Ramaya saiu em liberdade condicional

Vicente Ramaya está desde ontem em liberdade condicional mediante termo de identidade e residência na sequência do provimento concedido ao seu pedido pelo tribunal, reporta o diário Notícias de Maputo.
A soltura de Ramaya foi feita no final da tarde de ontem na presença de Abdul Gani, advogado daquele prisioneiro condenado a 23 anos por ter sido provado o seu envolvimento no homicídio do jornalista Carlos Cardoso e no desfalque de 144 biliões de meticais da antiga família do ex-Banco Comercial de Moçambique.
“Foi cumprida a lei. Como advogado fico satisfeito porque a lei foi aplicada”, disse Gani citado pelo Notícias.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Caso Carlos Cardoso: Vicente Ramaya poderá ser libertado da cadeia

O Advogado Abdul Gani, defensor de Vicente Ramaya, condenado a 23 anos pelo seu envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso disse ao princípio da noite de ontem que o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo despachou favoravelmente um pedido de liberdade condicional ao seu constituinte, uma vez que já preenche os requisitos legais para o efeito.
Gani, citado pelo diário Notícias na sua edição desta quarta-feira, disse também que após o despacho judicial, o processo de Ramaya está a ser tramitado, não se sabendo ao certo quando é que ele será solto. Ler mais

segunda-feira, novembro 22, 2010

Marcelo Mosse: Cardoso faz falta

Marcelo Mosse é, por assim dizer, o herdeiro espiritual de Cardoso. Iniciou-se no mediaFAX e seguiu com o “mestre” para criar o Metical, publicação que viria a editar depois da morte daquele. Depois de fechar o Metical em 2001, voltou para editar o mediaFAX e mais tarde fundou o CIP (Centro de Integridade Pública), instituição que dirige.

domingo, novembro 21, 2010

A voz dos que não tinham onde falar

Por Jorge Rebelo

Porque é que, tantos anos após as suas mortes, Carlos Cardoso e Siba-Siba Macuácua continuam a ser recordados e evocados com tanta admiração, estima, respeito e mesmo carinho pela maioria da população moçambicana? É que eles eram homens íntegros, impolutos, verdadeiros patriotas. Porque amavam a sua pátria e recusaram o caminho fácil e seguro da aliança com os corruptos.

sábado, novembro 20, 2010

Moçambicanos Recordam Coragem de Carlos Cardoso

O Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP), familiares e amigos de Carlos Cardoso estão por detrás de várias iniciativas que irão ter lugar durante vários dias

"Carlos Cardoso, 10 anos, há coisas que o tempo não é capaz de apagar" é o lema de ums série de eventos organizados na capital moçambicana para honrar a memória daquele jornalista bárbaramente assassinado a mando do crime organizado, retaliando contra o jornalismo corajoso e desasombrado assumido pelo fundador do jornal "Metical". O Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP), familiares e amigos de Carlos Cardoso estão por detrás de várias iniciativas que irão ter lugar durante vários dias. Nesta quarta-feira, no site do CIP (http://www.cip.org.mz/metical/) foi criado um blogue com todas as edições digitalizadas do "Metical". O jornalista Milton Machel, colaborador do CIP, falou à VOA sobre as iniciativas na capital moçambicana.

Fonte: Voa - 17.11.2010

quinta-feira, novembro 04, 2010

Morreu Cândida Cossa arguida do processo autónomo do “Caso Carlos Cardoso”

Morreu na madrugada de hoje, em Maputo, Cândida Cossa, a única pessoa que aparecia sozinha como arguida, depois da morte do co-arguido, Nyimpine Chissano, no processo autónomo do caso “Carlos Cardoso”.
Segundo anunciou a Televisão de Moçambique (TVM), ainda são escassas as informações sobre as circunstâncias em torno da morte de Cândida Cossa, sabendo-se apenas que ela vinha se queixando de problemas de saúde nos últimos tempos.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Guebuza não

Canal de Opinião: por Carlos Cardoso (1997) (*)

Via Ripua, mais uma vez passamos a conhecer assuntos intestinais do partido Frelimo, discutidos, em surdina lá dentro.
Desta vez, é a sucessão de Chissano. Ripua quer Guebuza. Já o tinha proposto Primeiro-Ministro. Na nossa opinião Guebuza não. O nosso parecer assenta em dois factores:
1. As pessoas têm medo de Guebuza.
2. Ele foi, talvez por uma razão de causa e efeito o primeiro factor, um dos ministros mais incompetentes a passar pela governação da Frelimo. Onde tocou, estragou.
Vamos à questão do medo.
É verdade que Chissano tem gerido a presidência com grau de hesitação, por vezes prejudicial para o país. Mas com ele na presidência desde 1986, Moçambique foi praticando níveis de liberdade de expressão. E hoje está bem evidente quanto melhorou na governação a pauta aduaneira por exemplo, fruto do uso crescente dessa liberdade.
Via debate, o país foi encurtando o caminho para consensos e assim se arranjaram algumas soluções.
Moçambique precisa, pois, de um presidente, cuja personalidade, ainda que menos hesitante do que a de Chissano seja pelo menos tão aberta ao diálogo como a dele. Guebuza tem sido o contrário disso. As pessoas calam-se por causa dele. Não tem nem um décimo da postura de Chissano no tocante a aceitação de crítica contra ele. A governação do país ficaria seriamente prejudicada com um presidente inspirador de-temor-e revolta-entre os cidadãos.
Em segundo, mas não menos importante, lugar, a questão da incompetência. Armando Guebuza tem sido mau gestor da coisa pública.
Como Governador de Sofala pôs em perigo o relacionamento com Portugal.
Como ministro do Interior, adoptou para a operação produção, um método que anulou qualquer hipótese para a concretização das intenções que lhe deram vida (pese as responsabilidades do presidente Samora Machel numa conceptualização apressada do programa).
E nos transportes Guebuza cruzou os braços perante o alastramento impetuoso do roubo e da corrupção, levando entre outros males, a uma quebra terrível do tráfego via porto de Maputo e ao desmoronamento quase irreversível da LAM.
No partido Frelimo há outros sucessores possíveis para Chissano, apesar de nenhum deles, depois da morte de Samora Machel, ter defendido o país, contra a pilhagem desenfreada das nossas riquezas, tem no seu CV muitos mais méritos do que Guebuza para o cargo do PR.
Por outras palavras, a transição pós-Chissano pode ser pacífica. Mas, a escolha final é a dos eleitores. Pelo menos enquanto Guebuza não for PR.

(In «Metical» de 15 de Julho de 1997)

(*) Publicação a título póstumo. O autor foi assassinado a 22 de Novembro de 2000

Fonte: Canal de Mocambique - 27.03.2008

Reflectindo: Esta foi a profecia de Carlos Cardoso.

segunda-feira, abril 26, 2010

Assassinado Director das Alfândegas

O director de Auditoria, Investigação e Informação das Alfândegas de Moçambique, Orlando José, foi assassinado no princípio da noite desta segunda-feira por desconhecidos nas proximidades da sua residência no bairro do Zimpeto em Maputo.
Segundo informações não confirmadas, o jovem Quadro sénior das Alfândegas foi assassinado com 3 tiros, um na perna, outro no coração e mais um na cabeça.
Orlando José notabilizou-se na chefia de algumas operações mediáticas das Alfândegas, como a recente detenção de um indivíduo de nacionalidade libanesa, na província de Manica, na posse de 400 mil dólares ilegais.
Na tarde de hoje, Orlando José havia concedido uma conferência de imprensa à alguns medias nacionais, onde tornou pública a apreensão de 3 viaturas de luxo que alegadamente terão fugido ao fisco moçambicano.

Fonte: artigo retirado do @verdade e foto do Diário de um sociólogo.

Adenda: acompanhe o debate no Diário de um sociólogo e noutros portais e blogs!

Adenda 2: sugiro a leitura deste paper aqui, apresentado em Coimbra, em Maio de 2003, por Augusto Paulino, actual Procurador Geral da República.

Adenda 3: segundo o Notícias, consultar aqui, consta que Orlando José teria estado por volta das 16.00 horas na Terminal de Carga do Ferroviário com o objectivo de acompanhar a entrada das referidas viaturas, nomeadamente um Ranger Rover, BMW e um Mercedes-Benz que haviam entrado no país sem pagar o fisco. 

domingo, novembro 22, 2009

O Assassinato de Carlos Cardoso faz hoje nove anos

Faz hoje nove anos desde que o jornalista Carlos Cardoso foi cobardamente assassinato.

O PATRIOTA faz a descrição das circunstâncias em que Carlos Cardoso encontrou a morte. Leia aqui.

terça-feira, novembro 20, 2007

Análise numa perspectiva da Sociologia da Cultura

Por João Craveirinha

O Choro aos Mortos

É da praxe humana chorar os mortos com pesar (ou mostrar pesar falso) ainda que não seja universal no caso dos asiáticos e da tradição de alguns povos africanos e australianos (ditos aborígenes). Em algumas dessas tradições antigas, a passagem para outra vida seria de “festa” (fim de mandato neste mundo – descanso eterno) e não de luto preto, mas branco sinal de vazio e luz para “essa viagem sem retorno” na perspectiva de acerto de contas pendentes se foi um mau carácter em vida. “O que se semeou se colherá”. Sentir verdadeiro pesar pelos mortos é também comum em alguns animais da selva como os elefantes, lobos etc cetera. Só o crocodilo é que “chora por prazer” ao antever a presa. Daí as “lágrimas de crocodilo”. Também há humanos assim.

O Céu e o Inferno no imaginário colectivo

Na Europa, os conceitos de céu (paraíso) e inferno são heranças egípcio - faraónicas e seriam absorvidas pelo cristianismo e islamismo através do judaísmo. A dicotomia Luz e Trevas - Branco e Preto (estariam na origem do racismo de supremacia ocidental - europeus por serem mais claros = luz divina; africanos mais escuros = trevas do diabo). No cristianismo temos ainda os infernos (divina Comédia de Dante) heranças da mitologia greco-romana, por sua vez com influência dos persas e do hinduísmo das caixas de registo akashe (dos nossos actos em vida) e dos kharmas num ciclo contínuo de regresso (reencarnações) para “pagar dívidas comportamentais” ou ser premiado com uma melhor vida no além da “twilight zone” – noutra dimensão. Surge no hinduísmo o voto da humildade em vida para alcançar o “Nirvana” onde não há “Kharma” (ausência de causa - efeito / acção - reacção) só “Dharma” (anulação do destino de sofrimento e sem necessidade de regresso pela reencarnação). Estas premissas através do Yuga.

O Mundo dos espíritos africanos

Ancestrolatria

Nós os moçambicanos de cultura baNto (ou híbrida) temos um mundo hierárquico dos espíritos – divindades que habitam num Céu chefiados por um único Deus supremo: Kulukumba - Mungo – Ulungo – N’Thylo (correspondente ao Deus judaico –cristão -muçulmano) e a nível inferior estão os xicuembos (espíritos desencarnados) dos antepassados evocados nas missas tradicionais para pedir ajuda e na preparação do nosso lugar nesse além. Bem, quando não há “intercepção” durante a cerimónia, por parte dos shetuanes, madjines ou xiguevengos se assumindo como nossos familiares antigos para nos “enganar” (bem bastavam os falsos adivinhos, curandeiros e nhamessoros). Na realidade estas crenças se “baseiam” na vida real da dualidade do bem e do mal. Estes mundos metafísicos africanos se entrecruzaram com o cristianismo e o islamismo num afro-sincretismo religioso sui generis, aliás semelhante em todo o Continente Africano e transportado para a Europa e Américas durante séculos aos dias de hoje, incluindo os países nórdicos da fria crença na ciência e tecnologia acima de tudo.

Falecimentos, Pêsames e Hipocrisia

O Caso Nyimpine Chissano

Nos tempos do pós-modernidade (actuais) muita hipocrisia se encontrava subjacente ao choro das carpideiras (femininas) pagas na antiguidade para chorar nos falecimentos ou lágrimas de crocodilo masculinas num sentimento de pesar ou de luto fictícios nas condolências aos familiares do defunto. Tudo uma questão de “status” social.

No caso concreto da morte (19.11.2007) do cidadão moçambicano, Nyimpine Chissano alguns dirão que a justiça divina fez justiça outros dirão que foi a justiça do inferno, apesar de uma vida dourada rodeada de infinitos privilégios. Manhã cedo, há data da informação do falecimento, que anedotas “macabras” circulam em Maputo por telefones celulares (mensagens) e via espaço cibernético (não fosse essa herança lusófona de escárnio e mal-dizer dos portugueses o que seríamos?)

Mas bem no fundo (suponho), mesmo os que se dizem contra a pena de morte terão “rejubilado” com esta sentença de morte natural (aliás que todos nós teremos um dia se não for violenta) – num apagão definitivo do ténue elo à vida terrena. A hipocrisia dos sentidos pêsames serão a nota dominante em blogs e saites por esse mundo fora.

No entanto ficará por se concretizar a aplicação da justiça nos casos Siba-Siba e Carlos Cardoso e outros que eventualmente desconhecemos de prepotências várias. Com um profundo suspiro serão arquivados os dossiers. “Case closed” como diria um juiz em inglês na jurisprudência anglo-saxónica. E os intervenientes directos ou afastados destes casos Siba –Siba e Carlos Cardoso, dormirão com menos pesadelos.

Entretanto, os que se considerem mais justos que os outros ou injustiçados e desejem consolo, poderão ficar com o som e as imagens das “Mentiras da Verdade” no youtube, trabalho do jovem estudante universitário “kamikazi”, Azagaia: http://www.youtube.com/watch?v=b9IwDjrUNTE

João Craveirinha

(Simples escriba atento aos fenómenos da sociologia cultural nos comportamentos)

Anexo Texto antigo

21 Março 2003, sexta feira, n.6 – 355 W

Crónica de João Craveirinha

(escrita em Moçambique)

DIALOGANDO

Jornal Vertical e RDP

Texto lido por David Borges

– na altura director da RDP África - na data assinalada

FUTEBOL

O ÁRBITRO PAULÃO

E AS REGRAS DO JOGO

«JUDEX DAMNATUR QUUM NOCEM ABSOLVITUR»

(É CONDENADO O JUIZ QUANDO O CRIMINOSO É ABSOLVIDO)

IN MEMORIAM do ASSASSINADO

JORNALISTA CARLOS CARDOSO

Num particular jogo de Futebol um particular árbitro de primeiro nome, Paulão, teve uma tarefa árdua e difícil, em manter a disciplina no campo. O «match» foi entre a equipa dos Diabólicos, equipados a rigor de negro e roxo, obviamente, contra os Cinzentos com o símbolo da espada e da balança na camisola. Estes últimos são jogadores cautelosos por natureza.

A táctica dos Diabólicos foi entrar duro a «matar». Cinco de seus jogadores tiveram logo no início, cartões amarelos e um sexto foi expulso, com vermelho directo, por ter saído do relvado e agredido violentamente um espectador atento que protestava contra as regras do jogo.

De uma arrogância inaudita, o expulsado, abaixa os calções em sinal de protesto e o público assobiou em conformidade... O «desinfeliz» espectador foi levado em estado crítico para o Hospital. Levou uma cabeçada na testa e ficou incapacitado de protestar mais. O futebolista expulso é escoltado pela polícia para a sua protecção, não fosse o público «trucidá-lo», pelo acto bárbaro anti-desportivo.

Há inquietação no banco técnico dos Diabólicos. Os Cinzentos, pouco a pouco se impunham nas jogadas. O árbitro Paulão, às vezes calmo, às vezes impaciente e nervoso consultava o relógio. O tempo teimava em não passar rápido. O árbitro Paulão queria ver terminado este jogo de triste memória, o mais rápido possível. Mas o danado do tempo – relógio não colaborava…

…Com uma entrada de leão no início, a equipa dos Diabólicos, afrouxa o ímpeto. Entre si as jogadas sincronizadas pelo treinador e pela direcção do clube, falhavam. Entrada de leão, saída de pintos, mas pintos de abutres que um dia crescem e voam, se o diabo, senhor deles, quiser, e ajudar.

No lacónico e final relatório emitido, ficou registado que o árbitro Paulão, foi um bom juiz respeitador das regras do jogo… Lamentando apenas... o espectador agredido… nada mais de novo, havia a assinalar. Tudo voltaria aos «conformes» no reino do Futebol…