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quinta-feira, julho 06, 2017

Paralisação de formadores afeta recenseamento da população no país

Formadores de agentes do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, que vai decorrer em agosto, em Moçambique, paralisaram a atividade em várias províncias devido a más condições de trabalho, noticia hoje o jornal Notícias.


Segundo o maior diário moçambicano, na província de Gaza, sul do país, 300 formadores recusaram-se, por algumas horas, a assistir à sessão de capacitação na quarta-feira, devido à alimentação precária, falta de transporte e de alojamento.


Os formadores também paralisaram a atividade no distrito de Mocuba, província da Zambézia, e na Beira, Sofala, onde 400 formadores se queixaram num encontro com a governadora da província, Helena Taipo, da falta de alimentação e alojamento.


Em declarações à Lusa, o porta-voz do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Cirilo Tembte, afirmou que os formadores já retomaram a atividade e que a paralisação resultou de mal entendidos e de algumas deficiências no processo.


Cirilo Tembe disse que o INE não prometeu o pagamento de um subsídio, porque “ainda são candidatos a formadores”.


O responsável admitiu que devido ao elevado número de candidatos a formadores, pode ter havido deficiências no fornecimento da alimentação, mas o INE deu-lhes a opção de receberem, cada, 1.500 meticais (21,8 euros) por dia para custearem pessoalmente as despesas de alimentação e alojamento.


"O candidato a formador que optar por contar com alojamento e alimentação pagos pelo INE tem esse direito e o que quiser receber o dinheiro e fazê-lo pessoalmente, também tem essa garantia", declarou.

Fonte: LUSA – 06.07.2017

segunda-feira, setembro 26, 2011

Combatentes exigem ao governo pensão de 12 mil meticais

Os desmobilizados de guerra de Moçambique exigem ao executivo moçambicano uma pensão mensal de doze mil meticais para não se fazerem a rua nos próximos dias.
De acordo com o porta-voz dos combatentes, Jossias Matsele esta intenção está manifestada em duas cartas que enviaram a presidência da República onde solicitaram um encontro que em princípio deverá aconteceu na quarta-feira.
Os desmobilizados que a sua pensão está situada em pouco mais de mil meticais, exigem ainda que todos os combatentes querem os que participaram na luta pela independência quer os que combateram em prol da democracia tenham este direito consagrado, o que segundo Matsele, não se verifica pois os combatentes de três a nove anos não tem direito a este valor.
Caso o encontro com o presidente da República não resulte os desmobilizados de guerra asseguram que vão as ruas para fazer com que as autoridades internacionais forcem o governo a salvaguardar seus direitos
Para preparar este encontro com Armando Guebuza, os desmobilizados de guerra tiveram um encontro sábado último. (Helenio Jeronimo)

Fonte: TIM - 26/09/2011

Reflectindo: eu tenho muito medo disto do que discursos de Afonso Dhlakama. Ora exigências irrealistas num país pobre como Mocambique. Se milhares de combatentes querem ter 12 000 meticais por mês e por cada um, quanto poderá ter o enfermeiro, professor efectivo? Quanto tem ou deve exigir um enfermeiro ou professor reformado?