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quinta-feira, março 25, 2010

Dissidente da Renamo cria partido político

FERNANDO Quivela, ex-deputado da Renamo revelou ao “Notícias” que um novo partido político será publicamente apresentado na cidade de Nampula, em data não indicada.
O interlocutor explicou que a futura agremiação política conta com a integração de “muitos simpatizantes”, destacando-se academicos e outros intelectuais maioritariamente das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
Fernando Quivela afastou a hipótese de se tratar de um partido regionialista, aclarando que “espero que não nos considerem regionalistas, pois nunca chamamos regionalistas os partidos criados a partir do sul e do centro, pelo contrário aderimos, assim como nós esperamos que os concidadãos vivendo em tais regiões sejam democráticos como nós demonstramos, aderindo aos nossos ideais, sem terem em consideração o facto de o partido ter nascido no norte do país”.
Disse ainda serem boas as perspectivas desta formação política poder vir a vingar no cenário político nacional, considerando existir muita ansiedade por parte dos membros que já aderiram ao projecto.
Porém, admitiu que o partido espera enfrentar “muitas dificuldades, decorrentes do facto de nascermos muito longe da capital, da sede de quase todos os órgãos nacionais, das redacções dos jornais, das televisões, das embaixadas, daí que seremos, provavelmente, “atacados” sem nos apercebermos, porque estamos a nascer do campo para cidade. Os comentaristas dirão muita coisa e, provavelmente, não os ouviremos…”
Outra dificuldade que o futuro partido espera enfrentar relaciona-se com a falta de meios financeiros. A propósito, a nossa fonte explicou que “a experiência mostra que não poderemos esperar ter todas as condições para começarmos uma batalha. Todos os partidos do nosso país nasceram pobres, nós é que começamos a enriquece-los com as nossas contribuições quer materiais, quer em ideias. Demos as nossas camisas, os nossos cabritos, a nossa makhákha (mandioca seca) para não morererem”.
Sem avancar o nome da futura organizacao, o nosso entrevistado informou estar prevista para a semana em curso a realizacao de um encontro em Nampula, com o proposito de se definir a linha ideologica da agremiacao, o nome e a data da apresentacao publica. (Pedro Nacuo)

Fonte: Jonal Notícias - 26.03.2010

domingo, fevereiro 15, 2009

O Novo Partido e os Contra

Um novo partido que por vontade de muitos cidadãos amantes da democracia multipartidária, vai se formar. Para dirigir o partido, propõe-se Daviz Simango, actual edil da Beira que nas últimas eleições autárquicas venceu folgadamente a Lourenço Bulha e Manuel Pereira.

Numas consultas feitas a nível nacional para se apurar a condição de criação deste partido, colheram-se perto de 300 000 assinaturas. Isto supera o que foi estipulado pela lei de partidos políticos a qual diz que para a oficialização de um partido, precisam-se no mínimo 2000 assinaturas, sendo no minimo 100 em cada província.

Que há muito apoio a este projecto tanto ao nível nacional como internacional, parece não haver dúvidas. Não há dúvidas que verdadeiros amantes da democracia multipartidária e alternância governativa, incluindo membros da Frelimo, o partido no poder, apoiem nem que indirectamente este projecto por algumas razões:

a) A Renamo já perdeu totalmente a sua capacidade de maior partido da oposição. Em Milange até ela passou para o terceiro lugar o que é inconcebível. A oposição está se transformando em insignificante.

b) Definitivamente a Renamo já não é alternativa à governação da Frelimo. Mas isto não preocuparia a quem se beneficia pelo poder.

c) Na ausência de partido da oposição sério, estagna-se totalmente o partido no poder. No pior de tudo, a liberdades dentro do partido no poder ficam limitadas.

d) O fim da Renamo é um projecto de algum sector da Frelimo já declarado oficialmente por Marcelino dos Santos e Mariano Matsinhe.

Porém, há sinais de que para que não haja frustração no novo projecto, precisa-se de uma atenção especial quanto aos planos de sabotagem que por vezes são como uma boa contribuição ao projecto. Reparem contribuições como os de Xicoxa e Nuno Amorim, aliás Fernando Machado, no Diário de um Sociólogo que por vezes são doces quando ao projecto, mas na verdade são um ácido. Leia com atenção os posts aqui e aqui e também ao que o Nuno Amorim insistentemente colocou no Meu Ser Original da Ivone Soares. É isto que mais me convidou para escrever este texto, esperando uma participacão activa de Nuno Amorim.

É óbvio que não são apenas estes que têm me dado atenção pela vida política moçambicana, nos últimos meses. Eu já havia escrito um artigo em 4 séries com o títuto: apetites, voos e ameaças que Eng.o Daviz Simango representa – focus. Veja aqui. A quem eu refiro nunca direi a quem quer que seja, pois que vão eles aparecendo. A única coisa que convido ao mundo, é a observação directa. Veja-se só que é possível verificar que um indivíduo que critica Afonso Dhlakama com severidade como destrutor da democracia nunca se pronunciar sobre Daviz Simango como alternativa. Claramente, esse “pro-democrata” está a espera ou procurando de algo que lhe sirva de ataque a Daviz.

O pior para Mocambique, os contra a constituição de novo partido basicamente popular são os oportunistas do actual regime. E os anti-democráticos como o tal Xicoxa acha que é algo bom para o país fazer-se Guebuza de um vencedor incontestável nas próximas eleições. Xicoxa nunca faz cálculos dos custos da sua concepção ao país. Não será este também o custo de um currículo escolar deficiente?

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Subsídio de um anónimo ao novo Partido

Um anónimo mas com amor à pátria moçambicana, deixou um comentário que pela sua importância e se ter publicado num artigo antigo, republico-o aqui:


De forma ainda muito amiúde tomou-se conhecimento que o senhor D.Simango vai concorrer ás eleiçoes presidenciais. Na minha humilde opinião acho ser demasiado cedo, a não ser que queira testar a sua organização partidaria em termos operacionais e alinhavar as arestas para o futuro. Contudo a manter este plano, então que consega “roubar” votos aos dois principais partidos que poderá ditar uma segunda volta presidencial e criar uma bancada acima dos 60 deputados no parlamento.

Para isso é preciso trabalahar MUITO nas provinciais de Nampula, Zambézia, Sofala, Manica e Tete de modo a equilibrar os 100% da Frente de Libertação de Moçambique no sul do país. Julgo que não se devem preocupar em arranjar um nome pomposo para o Movimento ou Partido. Sirvam-se da palavra incontornavel “MOÇAMBIQUE”, ou seja Partido Moçambique. Todos os partidos têm lá na sigla “M” de Moçambique e os eus discursos de apelo é sempre por Moçambique (promoção gratuita para o senhor D. Simango). Quanto a símbolos, porque não escolher um fundo preto com o desenho de três arvores bem juntas (zona sul,norte e centro) cujos multipulos ramos (lugar para todos) se entrelaçam e uma fusão das amarelo,verde e vermelho da bandeira nacional e em baixo a cor branca a palavra Moçambique. As arvores estão em todos os sitios..... não há melhor promoção,penso. Não façam um discurso populista.A Frente de Libertação de Moçambique tem um discurso bastante materialista: Nós é que sabemos, nós é que fazemos. É um discurso muito condicionado aos seus actos.

A Resistencia Nacional Moçambicana tem um discurso de auto-flagelação, de bota-baixo.Façam uma campanha que permita ouvir das pessoas, estabelecer um dialogo, dando sempre uma grande importancia as ideias das pessoas, contrapondo sem impôr, com gentileza e respeito.Potenciar sempre as ideias e fazer alusão a essas ideias nos discursos mais formais identificando as suas origens de modo que as pessoas se sintam MOÇAMBIQUE.As pessoas estão desejosas de exteriorizar o que lhes vai a muito no intimo sem condicionalismos.Criem Feiras do dialogo, que a tornar-se uma mania, até cinco pessoas ao sabor de uma cerveja podem trocar impressões. Estas feiras multiplicadas......

É preciso reanimar as tradições das populações: o respeiro pelo outro, a educação da mulher, crianças.Sem pregar, alimentar nas pessoas a necessidade de preencher um vazio, a esperitualidade, a necessidade em acreditar em algo que não vemos mas sentimos para partilhar nos momentos de alegria e acreditar nas suas capacidades nos momentos de tristeza.Uma simples contribuição.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Daviz Simango não pretende criar um partido

Tenho defendido a tese sobre a qual não se pode dizer nem considerar que Daviz Simango esteja para criar um partido político. Há entre muitas razões que tenho defendido o seguinte.

1) Daviz Simango nunca mostrou, pelo menos publicamente esse interesse;

2) Ninguém viu Daviz Simango a percorrer as províncias para as consultas de que se têm falado na imprensa. Na verdade, o que sem omissão se tem veiculado na Imprensa, tem sido que apoiantes de Daviz Simango estão fazendo consultas a nível nacional para saber se há condições para a criação de um partido. Embora o processo pareça acontecer pela primeira vez na história da criação de partidos políticos em Moçambique, a lei de criação de partidos políticos determina que um partido é reconhecido como legal se tiver o mínimo de 2000 (dois mil) filiados, sendo o mínimo de 100 (cem) em cada uma das províncias.

3) Um partido político é uma organização colectiva em que todos os filiados devem se sentir donos, guiando-se pelos estatutos do mesmo, um dos requisitos para a sua legalização. Por diferentes razões, temos tido partidos em que os seus dirigentes se consideram donos e se veneram. Aliás este não é um problema singular de Moçambique, mas dos partidos políticos em África como se aponta neste estudo. A consequência disso tem sido o não cumprimento dos deveres básicos dos filiados, tal como o pagamento das quotas, enquanto que o líder é superior que os estatutos. Isto torna os partidos insustentáveis.

4) Daviz Simango parece ser muito atencioso por entender esta problemática que tem paralisado os partidos políticos em Moçambique e aliado à sua recente experiência, ele prefere dar importância aos seus apoiantes que a si mesmo, como se pode ver nesta peça noticiária do O País:

Simango diz que não pretende criar um partido

O edil da Beira, Daviz Simango, nega que pretende criar um partido político. Falando ao nosso jornal, Simango disse que tem acompanhado informações a esse respeito, mas concluiu que tal vontade nunca foi expressa por si.

“É preciso dialogar com as pessoas que estão por frente disso. É preciso conversar com as pessoas que querem ver a política moçambicana a ir para a frente e contribuir para o desenvolvimento do país. Mas, Daviz Simango, como singular, não tem intenção de formar um partido político”.

Contudo, nas últimas duas semanas várias brigadas cridas pelos apoiantes de Daviz Simango escalaram todo o país com a intenção de medir o pulsar da ideia da criação de um partido político liderado por Daviz Simango.

Para Faque Ferraria, delegado político da Renamo na Beira, a ideia de criação de um partido esteve entre as razões que ditaram o afastamento de Simago do partido Renamo, ano passado.


Fim

Quanto ao Faque Ferreira, é só dizer amém que esse o partido vem aí e mostrará uma diferenca (Reflectindo).

domingo, janeiro 25, 2009

Debate sobre um novo partido

Segundo diversos canais da imprensa moçambicana, decorre no país uma ascultação para se saber se há condições para a criação dum novo partido a ser dirigido pelo Daviz Simango. Em alguns blogs como o Diário de um Sociólogo, O Meu Mundo, Mocambique para todos, no portal Imensis, no Paísonline, está decorrente um debate a respeito do assunto.

É mais um fenómeno inédito na história do nosso país, porque os partidos são construidos de cima para baixo. Como diria o nosso amigo José do Debates e Devaneios, o caminho para a formação deste parece ser debaixo para cima, passando por consultas a todas as camadas da nossa sociedade.

Nas discussões, há os que acham que é criar um partido agora é precipitado demais, enquanto que outros acham ser imperativo que se forme um partido para preencher o vazio da Frelimo e Renamo nas eleições vindouras. Estes últimos acham que é necessário constituir-se uma oposição credível antes que a história nos julgue. Imaginemos se os resultados das eleições gerais e provinciais forem semelhantes aos das autárquicas de Novembro passado! Isto significará um regresso ao monopartidarismo em cumprimento de um projecto anunciado ainda em 2007.

Enfim, acho termos aqui um desafio, algo que não nos permite mantermo-nos preguiçosos, conformados, indiferentes e muito menos continuarmos a culpar os outros pelo estado democrático do nosso país.

Reflicta com os outros!

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Fernando Mbararano: acusação ou publicitação

Conforme uma notícia divulgada no País online, o delegado político da Renamo em Sofala, Fernando Mbararano, acusou [leia-se as bases da Renamo – este é o meu sublinhado] numa conferência de imprensa os apoiantes de pressionarem Daviz Simango para formar um partido ou movimento político.

Até aqui tudo bem, embora não se saiba se isto foi para informar a chefia da Renamo em Maputo ou o público em geral. Informando a chefia, não se sabe se é para se lamentar pela inércia e apatia ou insensibilidade ou queixar-se. Mas se é queixa, é para a chefia ou seja a liderança fazer o quê? Pelos vistos, essa liderança é indiferente, senão teria reconhecido o erro grave que cometeu ao preterir Daviz e ainda teria aceite a realização de um congresso para a revitalização do partido.

Informando o público em geral é o que se pode chamar por publicitação ou o marketing político, numa clara percepção de Fernando Mbararano que o povo moçambicano precisa de um partido verdadeiramente do povo, um partido democrático no sentido verdadeiro. É em reconhecimento do inédito e espectacular acontecimento histórico que aquele quadro experimentou nos últimos cinco meses. Num país e até mesmo num continente onde estamos acostumados a ver partidos políticos a serem formados por uns indivíduos como se fossem uma empresa privada, estamos agora a experimentar uma agitação popular para a formação de um partido que responda os seus seios e possívelmente da maioria dos moçambicanos – essa maioria que por sinais [abstenções] já mostra desiludida com o actual quadro político. Aqui são cidadãos que agem para a formação de um partido político. É inédito na história moçambicana.

Apesar de certas pessoas optarem por o insultar ou dar nomes que lhes convém, talvez politicamente, Daviz Simango está apenas a responder o apelo de cidadãos que se sentem traídos pelos nossos políticos. No meu entender, este é um chamamento da patria. Quando a pátria chama por nós, não temos outra opção senão respondê-la mesmo que seja debaixo do fogo do inimigo camuflado.

Uma questão a observar no discurso de Mbararano, são os números que apresenta. Quando Mbararano diz que são menos que 5 (cinco) pessoas, pode-se entender que o máximo são quatro pessoas que pressionam Daviz Simango para a formação dum partido ou movimento político? Será que há razão para aceitarmos isso? Ou estamos perante uma matemática política moçambicana. Tenho certeza que mesmo ali onde Fernando Mbararano apresentou a sua conferência de imprensa havia mais que quatro pessoas que aderem ao grupo dos que acham que é o momento de criar-se um partido dirigido por aquele que já mostrou ter qualidades suficientes de um líder político. É uma questão de capitalização de quadros muito valiosos e úteis como é o Eng.º Daviz Simango.

Lembre-se que diziam vocês que era apenas um punhado de pessoas que apoiava a candidatura independente de Daviz Simango, mas no fim, ele arrecadou 75 984 contra 3 265 votos conquistado por Manuel Pereira (dados da AWEPA). Apenas uma hipótese, se considerarmos que os que votaram em DS e MP são todos renamistas, o último obteve apenas 4 % (quatro porccento) dos votos.

Organize mais conferências de imprensa, senhor Fernando Mbararano, divulgando a vontade dos moçambicanos marginalizados no actual quadro político.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Daviz Simango não vai criar novo partido político

O recém eleito edil da Beira, Daviz Simango, afastou, esta terça-feira, em Maputo, a possibilidade de criar um novo partido político, como era especulado por alguns órgãos de informação nacionais, na sequência do seu afastamento da Renamo.

Daviz Simango deslocou-se esta terça-feira à cidade de Maputo para participar num encontro que tinha como objectivos congratulá-lo pela vitória nas eleições autárquicas de 19 de Novembro último. A mesma foi organizada por cidadãos nativos da Beira, mas residentes na cidade de Maputo, bem como amigos e membros do partido Renamo que juntaram-se para congratular o histórico Daviz Simango que concorreu como independente e ganhou as eleições com uma margem de diferença considerável.

Em termos de presenças no encontro, o destaque vai para a figura da chefe da bancada parlamentar da Renamo, Maria Moreno, que, na ocasião, disse acreditar na reconciliação entre Daviz Simango e a Renamo.

Escrito por Atanásio Marcos

Fonte: País online Terça, 02 Dezembro 2008 18:03