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sexta-feira, abril 09, 2021

Do alerta aos partidos políticos em Moçambique

 Que se registe!

Quando notámos um silêncio fúnebre dos partidos políticos e não menos do Presidente da República perante o ataque terrorista e a ocupação da vila de Palma, nós como cidadãos reagimos veementemente. Usamos o espaço a que temos acesso para repudiarmos esse silêncio. Houve, claro, aqueles que criticaram uma parte para escamotear a insensibilidade da outra. Isso também é condenável por não contribuir na construção e fortalecimento do nosso estado de direito democrático.
Felizmente, o Presidente da Renamo como o Presidente da República pronunciaram-se publicamente. Mais uma vez, não sei se é por minha distracção, mas não ouvi a reação oficial e pública do Secretário-geral do MDM que é o substituto interino do malogrado Presidente. Se não o fez, há que fazê-lo porque é antes de tudo, o porta-voz oficial dos membros e simpatizantes do partido.
Nota: acompanhei o lamentável discurso narrativo do Dércio Alfazema no programa Noite Informativa da Stv. A estratégia dele foi de pedir os últimos dois minutos para narrar o que queria sem que os colegas do painel pudessem ripostar. Alfazema criticou à Graça Machel e ao Presidente da Renamo por terem criticado o silêncio do PR e depois a minimização do ataque terrorista em Palma. Alfazema tentou justificar que o Presidente da República estava a receber informações e a espera de um evento para se pronunciar. Para Alfazema isso é normal para um chefe de Estado. Eu fiquei estupefacto.
Acho algo útil ou benéfico e que NÃO PREJUDICA à pátria que tenho dito do que sempre foi público aqui. Um governo é informado pelo que se passa no país e no mundo, 24 por 24 horas. O mesmo acontece nos partidos que se afirmam como tal.
Em caso de um acontecimento catastrófico, o governo reúne-se com os líderes dos partidos políticos para discutir sobre a reação oficial da nação. É assim que uma nação sai mais UNIDA.

sexta-feira, abril 02, 2021

Sobre quem são os insurgentes que ataca Cabo Delgado...

Por António Antique

Compatriotas, o debate actual tem sido sobre quem são os tais insurgentes, quem os financiam, quem os apoiam, como e porquê. Na minha opinião, notem que falo de minha opinião pessoal. Estou apenas a emitir a minha opinião que pode errada, mas que assumindo-me cidadão moçambicano, sindo-me obrigado a expressá-la. Com gosto, estimulo e apelo opinião contrária à minha e sobretudo aquela que estimula debate e reflexão sobre a guerra em Mocambique, sim Mocambique porque Cabo Delgado é também Mocambique.

Ora, quando o IS assume o ataque sem provar-se a sua presenca em Palma, pode ser uma das formas de atrapalhar as FDS, em particular o SISE. É uma participação directa nos ataques? Claro que é, embora indirecta. É uma guerra de propaganda. Vou dar um exemplo: Assisti uma coisa por lá em 1989 ou 1990 quando um Mig despenhou na Baía de Nacala, logo ao levantar o voo da Base Aérea de Nacala. Aquilo calhou quando eu estava em frente da Classica, ao lado funcionava a DIC e eu ia renovar o meu BI. Na manhã seguinte a Renamo assumiu que teria o abatido. Isso não era verdade e para nós em Nacala, isso não precisou de nenhum perito para concluir que o Mig não tinha sido abatido... Já ia aos detalhes que bem gosto...

Pessoalmente, acho que todas as conspirações como aquelas de que os patrocinadores são as empresas multinacionais de prospecção e extracção de gás podem somente servir para distrair-nos na procura de uma solução da guerra. Sem com isso eu esteja a dizer que isso não faca parte da guerra. Se há quem ganha por essa conspiração, então, essa constitui uma outra frente, mas que deve ser combatida por uma outra arma.
O mesmo serve em relação aos estudos. Na minha opinião, se um estudo conclui algo que move aos jovens locais a fazerem parte dos insurgentes, uma correcção imediata devia ou deve ser uma outra frente de combate aos insurgentes.