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terça-feira, maio 08, 2012

Empregados domésticos para sobreviverem no Sudão

Grupo de estudantes moçambicanos em Cartum

Maputo (Canalmoz) – À Redacção do Canalmoz chegou uma carta-exposição de um grupo de estudantes moçambicanos no Sudão, que descreve as más condições de vida que enfrentam naquele País estrangeiro e dizem que para ter algum dinheiro são obrigados a fazer trabalhos domésticos nas famílias locais. Eles pedem apoio do Governo. Eis a carta na íntegra:
“Os estudantes moçambicanos na universidade Internacional de Cartum, Sudão, vêm por este meio apresentar a situação em que se encontram.

Antes, queremos dar a conhecer ao governo que nesta universidade se encontra um número de quarenta e cinco estudantes moçambicanos, sendo trinta e sete homens e oito mulheres admitidos em diversas faculdades, nomeadamente: Engenharia, Ciências Puras e Aplicadas, Informática, Medicina, Economia, Letras, Educação e Direito. De salientar que a vinda dos estudantes a esta universidade ocorre através de um concurso (exames de admissão) por intermédio de algumas personalidade a citar: Yussufo Fabula – cell: 827073520, Tayob da Silva Cadango - cell: 824516760, Tembo Luís – cell:  823881430, Adamo - cell: 843405061. Ler mais

terça-feira, maio 01, 2012

45 Estudantes moçambicanos no Sudão denunciam “precárias condições” de vida

Quarenta e cinco estudantes moçambicanos no Sudão denunciaram, ontem, à agência Lusa as “precárias condições” de vida naquele país africano, responsabilizando “algumas organizações islâmicas” moçambicanas de os terem enviado para Cartum para estudar, mas com “objectivos obscuros”.
Em contacto com a Lusa, a partir de Cartum, após publicar uma carta-denúncia nas redes sociais, o grupo refere que, há quatro anos, recebeu bolsas de estudo de “algumas organizações islâmicas e não do Instituto de Bolsas do Ministério da Educação de Moçambique”, que, agora, os abandonaram. Ler mais 

Fonte: O País - 02.05.2012

segunda-feira, abril 16, 2012

Itália: Estudantes moçambicanos preocupados com integração

Estudantes moçambicanos na Itália dizem estar preocupados com as dificuldades que enfrentam quando regressam ao país após concluírem a sua formação no estrangeiro.
Falando durante um encontro com a Primeira-Dama da República, Maria da Luz Guebuza, que desde Sexta-feira passada realiza uma visita de trabalho a Itália, os estudantes afirmaram que as dificuldades enfrentadas pelos seus colegas que estiveram antes a estudar naquele país europeu desincentivam o regresso a Moçambique.
“O grande problema é a burocracia”, disse Márcia Guiliche, estudante de Economia na Universidade de La Sapienza, em Roma. “Em cada gabinete do Ministério da Educação encontras sempre alguém que te diz que não reconhece o teu certificado”, acrescentou ela, apontando o exemplo de um ex-colega que se encontra em Moçambique há já seis meses, sem conseguir que o seu certificado seja formalmente reconhecido. Ler mais

quarta-feira, março 21, 2012

Estudantes amotinam-se na embaixada moçambicana na Argélia

Os membros da missão diplomática de Moçambique na cidade de Argel, capital da Argélia, chamaram a polícia local para dispersar os estudantes moçambicanos, mas face à resistência destes, todos os diplomatas moçambicanos acabaram abandonando as instalações da embaixada que durante a tarde de ontem esteve ocupada pelos estudantes.
Em Moçambique, o Canalmoz ouviu sobre o assunto, o director da Direcção da África e Médio Oriente, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bernardo Zaqueu que disse desconhecer o que se estava a passar em Argel. Ler mais

sábado, janeiro 15, 2011

Tunísia: O desempregado que derrubou um ditador - Sol

O doloroso suicídio de um jovem no desemprego conduziu à queda do homem que, com punho de ferro, dirigia a Tunísia há 23 anos. Mohamed Bouazizi é o mártir de uma revolução inédita no Norte de África.
Mohamed Bouazizi teria pouco mais de 20 anos e era um apaixonado pelas Ciências Informáticas (ao contrário do que foi inicialmente avançado, a imprensa francófona não garante que o jovem se tenha licenciado na área). Sonhava com uma carreira no mundo das novas tecnologias. Só não contava com a pena actualmente imposta a cerca de 60% dos diplomados tunisinos.

Num país onde o ditador Ben Ali e a sua família ainda controlam a economia após uma vaga pouco transparente de privatizações, o trabalho está reservado àqueles que têm sorte ou aos que gozam de relações privilegiadas com a diminuta e poderosa elite de Tunes. Na Tunísia, como em outros tantos países, não são as qualificações ou o mérito que determinam o sucesso. É antes o nome, o casamento ou a filiação partidária.