A MANDIOCA costuma servir de alimento, mas na casa de
Maria Douca, em Moçambique, é combustível para o seu novo fogareiro, um
artefacto visto com entusiasmo pelos promotores deste inovador projecto verde.
Numa altura em que vários países africanos tentam reduzir
as pilhas de lenha consumidas para cozinhar, este novo tipo de fogareiro tem
uma vantagem: o usuário não precisa de carvão e pode gerar ao vendedor
preciosos créditos de carbono altamente negociáveis.
O mecanismo é simples: a empresa de um país
industrializado investe num projecto que reduz as emissões de dióxido de
carbono (CO2) num país em desenvolvimento.




