TEMA: A CONVIVÊNCIA POLÍTICA ENTRE OS HOMENS, UMA
REFLEXÃO SOBRE A PAZ EM MOÇAMBIQUE
0) INTRODUÇÃO
Quando o Excelentíssimo Sr. Director do Instituto
Superior de Gestão, Comércio e Finanças (ISGECOF), Delegação de Lichinga
convidou à Sua Excelência Reverendíssima Sr. Dom Elio Greselin, Bispo de
Lichinga, para apresentar o tema da Convivência
Política entre os homens, uma reflexão sobre a paz em Moçambique no dia 24
de Março do corrente ano em forma de uma oração de sapiência para abertura do
ano lectivo e acadêmico no ISGECOF e, o Sr. Bispo respondeu dizendo que naquela
data não estaria em Lichinga, entretanto ia enviar um sacerdote da Diocese de
Lichinga para ajudar a reflectir sobre o tema e, chamou-me dando esta proposta; a minha sensação foi logo de
responder ao Sr. Bispo, como o profeta Jeremias dizendo: «Ah! Senhor Iaweh, não sou um orador, porque sou ainda muito novo»
(Jr 1,6). Porque para mim, a oração de sapiência num Instituto Superior de
renome como este, devia ser proferida com pessoas com uma experiência acadêmica
comprovada e não um miúdo como eu! Mas também lembrei-me das palavras de Deus
dirigidas ao mesmo profeta: «Não digas:
Sou ainda muito novo porquanto irás aonde eu te enviar, e dirás o que Eu te
mandar. Não temas, porque Eu estarei contigo para te livrar» (Jr 1,7-8). E
assim fiquei animado e aceitei o desafio tendo a total esperança e confiança em
Deus que nos acompanhará ao longo desta nossa reflexão.
O
tema escolhido para esta nossa reflexão é tanto quanto interessante, desafiante
e paradoxal. Requer de todos nós uma análise acadêmica teórica, profunda e
imparcial para podermos colher frutos que possam ajudar-nos a entrar naquela
que é a nossa tarefa como Igreja e como intelectuais para darmos propostas
válidas para uma convivência política entre os homens que possa garantir a paz
entre os homens; de modo particular entre os moçambicanos.
A
nossa reflexão vai seguir o seguinte esquema:
1.
Status
Questionis do tema
2.
A
Convivência Política entre os homens
3.
Os
Caminhos para Paz em Moçambique,
4.
A
Contribuição para paz do Magistério da Igreja Católica,
5.
Situação
actual da Paz em Moçambique
6.
O
que fazer para que haja uma paz efectiva?
7.
Conclusão
Esperamos
que a partir desta análise possamos «provocar»
um debate teórico e intelectual para encontrarmos os « porquês» da convivência política e reflectirmos profundamente
sobre a paz em Moçambique, que é um bem almejado por todos nós.




